Assassino de jovem era conhecido como 'gente boa' em fazenda no Paraguai

12 Agosto 2017
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Eduardo Dias foi preso ontem (10) - Foto: Edicarlos Oliveira

Homem matou a ex com uma toalha de mesa em 2007, na Capital

 

Eduardo Dias Campos Neto, de 35 anos, que foi preso ontem (10), depois de ficar 10 anos foragido por conta de ser suspeito da morte da ex-companheira, Aparecida Anuanny, de 18 anos, em 2007, era considerado uma pessoa 'do bem'. Essa era, pelo menos, a opinião de quem o conhecia no Paraguai, onde ele ficou escondido por uma década.

Em conversa gravada que o Portal Correio do Estado teve acesso, conhecido de Fernando, nome que Eduardo usava para se esconder do lado paraguaio, o classificou como uma pessoa 'bacana' e 'boa'. Homem revelou que as pessoas desconfiavam que Eduardo havia cometido algo de ruim no país vizinho, pois 'murmurinho' do crime sempre era mencionado.

Além disso, diálogo demonstrou que o suspeito da morte de Anuanny tratava de câncer no osso e demonstrava medo de vir ao Brasil sempre que questionado se não preferia fazer tratamento onde haveria mais recursos.

“Semana passada eu estive lá com ele [na fazenda], ele tava (sic) me contando do câncer no osso. O cara era bacana, menino bom. Mas assim, aqui pra gente era bom. Eu já tinha ouvido falar disso aí dele [crime], corria mumurinho, mas ele mesmo nunca tinha falado”, comentou conhecido de Eduardo.

Em um segundo diálogo gravado, o mesmo homem mencionou que o suspeito sempre que questionado sobre possibilidade de vir ao Brasil, demostrava medo e sempre mudava de assunto.

“Eu via que ele tinha medo de ir ao Brasil. Ele está com câncer e estava tratando, perguntei: 'por que você não vai pro Brasil?' ele disse: 'Não, faço aqui mesmo, é mais barato'”, disse homem.

Apesar de desconfiarem de 'Fernando', prisão causou surpresa nos moradores de fazenda e redondezas onde ele escondia-se. O suspeito tinha formado família no lado paraguaio, divisa com Porto Murtinho. Tinha esposa e filhos.

PRISÃO

O delegado Márcio Shio Obara, da Delegacia de Homicídios (DEH), disse que o homem estava sendo investigado há algum tempo depois de contato da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com a Polícia Nacional do Paraguai.

“Foram feitas diversos levantamentos e após informações trocadas com investigadores de lá [Paraguai], conseguimos identificar onde ele estava morando e realizamos a prisão”, comentou Obara. Delegacia de Homicídios está à frente das investigações desde o ínício do caso.

CRIME

De acordo com o que foi publicado na edição de 9 de março de 2007 pelo Jornal Correio do Estado (veja matéria aqui), Anuanny foi morta ao ir buscar o filho, de 2 anos, na casa do ex-companheiro, Eduardo.

O instalador de alarmes asfixiou a vítima com uma toalha de mesa e depois de constatar o óbito, escondeu a estudante dentro de um sofá-cama. Desde então, ele estava foragido.

Na época, mãe da jovem procurou a delegacia para registrar o desaparecimento da filha, que foi encontrada dois dias depois.

Eduardo não aceitava o fim do relacionamento com Anuanny, que durou dois anos. Antes de ser morta, a jovem havia se mudado recentemente para o distrito de Anhanduí, onde, conforme a mãe, ela iria recomeçar.

Fonte: Correio do Estado

 

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Redação

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