Alunos de Medicina correm risco de expulsão da UFMS

08 Fevereiro 2019
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Cartazes com denúncias foram colados no CA de Medicina no ano passado - Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado

Dentre os casos, os com renda superior a exigida nos editais

Ao menos 21 alunos do curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) correm risco de serem expulsos da instituição após denúncias, publicadas pelo Correio do Estado, sobre fraudes nas cotas. Ao todo, 23 estudantes tiveram de passar por uma banca de verificação das informações que prestaram para ter acesso à política social. Deste total, apenas dois tiveram os resultados deferidos. Eles ainda podem entrar com recurso.

No ano passado, estudantes espalharam cartazes pelo Centro Acadêmico de Medicina apontando para o problema e denunciaram o caso para a UFMS. Conforme a denúncia, alguns estudantes beneficiados tinham estilo de vida incompatível com o preconizado no edital quando o quesito se tratava da renda. Outros deixavam dúvidas em relação ao fenótipo e tinha até acusação de laudo médico falsificado.

Três denúncias sobre o assunto foram feitas junto ao Ministério Público Estadual, mas, dois casos já foram arquivados. Um deles em maio ano passado após chegarem a conclusão que não havia irregularidades. Outro arquivado em agosto de 2018 pelo mesmo motivo. Um terceiro foi transformado em inquérito e ainda está sob investigação. A Polícia Federal também foi informada sobre o caso.

Após as denúncias serem publicadas na imprensa e a PF ter sido acionada a UFMS acabou convocando uma banca para confirmar a veracidade das informações prestadas pelos estudantes. Os alunos que passaram pela nova avaliação ingressaram na instituição entre 2015 e 2017. O resultado foi divulgado nesta semana.

Professores e técnicos administrativos em Educação, do quadro de servidores da UFMS, fizeram parte da banca. O resultado definitivo será divulgado ainda este mês.

OUTRA POLÊMICA

Os critérios de avaliação para o acesso à política social foram postos em xeque novamente esta semana, quando candidatos começaram a reclamar porque foram reprovados pela banca. Este é o caso de Bellity Arruda, de 18 anos, que teve a avaliação do sistema de cotas indeferida por duas vezes por não ser considerada parda pela comissão avaliadora.

Victória Viana, de 17 anos, também teve o pedido indeferido e decidiu acionar a Justiça. Ela procurou a Defensoria Pública e entrou com mandado de segurança sobre o caso. A estudante passou em Administração e marcou a opção de cota destinada a pessoas pretas ou pardas. “Minha documentação não tem nenhuma falando que eu sou branca. Eu me considero parda e, é claro, que sou parda. É muita injustiça”, finalizou.

A assessoria de comunicação da UFMS enviou ontem uma nota sobre o assunto afirmando que, no processo de avaliação para cotas são levadas em consideração as características físicas (fenotípicas) do candidato, que são verificadas mediante a presença perante a Banca de Veracidade da Autodeclaração. Todos os candidatos inscritos em vagas reservadas sob o critério raça/cor são convocados para comparecer.

Ainda conforme a Universidade, após a divulgação do resultado, há um período reservado para os candidatos entrarem com recurso.

Fonte: Correio do Estado

 

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Redação

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