Economia (238)

Corte nas cotações chega em ritmo lento na Capital e motivo seria estoque

Cinco dias após entrar em vigor medida provisória do governo federal que leva desconto de R$ 0,46 por litro do diesel às bombas, preço médio do combustível já está mais barato para o motorista em Campo Grande, porém, chegou em menor proporção que o esperado pelo consumidor. Pesquisa realizada pelo Correio do Estado em 20 estabelecimentos da Capital constatou que a redução, na prática, foi de 7 centavos, considerando os valores comercializados ontem e os preços apurados na sexta-feira (1º), após o encerramento do protesto dos caminhoneiros no País e a publicação da MP pelo governo.

Conforme o levantamento da reportagem, o preço médio do diesel comum está em R$ 3,86, diante de R$ 3,93 na sexta-feira (1º). A retração corresponde a apenas 1,78% e o preço máximo encontrado foi de R$ 4,02, enquanto o mínimo foi R$ 3,56, representando uma variação de 12,92%.

Se comparado com o último levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), correspondente à semana encerrada em 26 de maio, o óleo diesel comercializado em Campo Grande ainda está 2,39% mais caro. Dez dias atrás – ainda durante a paralisação dos caminhoneiros, quando o consumidor se deparou com disparada de preços, em função do desabastecimento dos postos –, o litro do combustível custava, em média, R$ 3,77 na Capital, conforme os valores cotados pela ANP.

Fonte: Correio do Estado

Maiores devedoras são usinas sucroalcooleiras, entre outras

Se a dívida de R$ 101,1 milhões das maiores empresas devedoras de Mato Grosso do Sul em relação ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já parecia um número expressivo, então imagine multiplicar o valor por quatro e encontrar um novo “calote” milionário. É exatamente o que os dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) demonstram: as 15 maiores empresas devedoras de dívida previdenciária em MS somam R$ 419.965.997,57 milhões. No total, são 9.069 empreendimentos do Estado com dívidas ativas cobradas pelo órgão.

Entre os irregulares listados, pelo menos três são usinas, além de um frigorífico, uma siderúrgica, um curtume, empresa de serviços de transporte e segurança, empresas de comércio e varejo, entre outros. Inclusive, a Usina Naviraí e a Energética Brasilândia (que foi incorporada à Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool), também apareceram na lista de maiores devedores do FGTS.

Sete companhias estão situadas na Capital e o restante no interior do Estado, em cidades como Sidrolândia, Brasilândia, Naviraí, Aquidauana, Corumbá e Laguna Carapã.

Fonte: Correio do Estado

Estão incluídos na discussão os combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina

Ministério de Minas e Energia estuda a criação de uma política de amortecimento de preços dos combustíveis que chegue ao bolso do consumidor. Nesta segunda-feira (4), técnicos do MME e do Ministério da Fazenda, que integram o grupo de trabalho criado para discutir o assunto, têm reunião marcada. Estão incluídos na discussão os combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina. As informações são da Agência Brasil.

O acordo firmado com os caminhoneiros para o fim do movimento de paralisação define a redução de R$ 0,46 no preço do diesel nas bombas. Agora, a intenção é incluir na discussão também os demais combustíveis, criando um mecanismo que proteja o consumidor final da volatilidade dos preços.

Segundo o MME, o grupo de trabalho vai convidar especialistas no assunto para ajudar a construir uma solução que permita, por um lado, a continuidade da prática de preços livres ao produtor e importador e, por outro, o amortecimento dos preços ao consumidor.

A primeira reunião do grupo ocorreu na última sexta-feira (1º), com participação de técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP). "[Essa política de proteção] terá que preservar a atual prática de preços de mercado para o produtor e importador, o que é tido pela atual administração como um ponto fundamental para a atração de investimentos para o setor. Vai trazer previsibilidade e segurança ao consumidor e ao investidor", diz a pasta em nota.

POLÍTICA DE PREÇOS

Desde 2016, a Petrobras segue uma política de variação do preço dos combustíveis que acompanha a valorização do dólar e o encarecimento do petróleo no mercado internacional. Na nota, o MME diz que a política de liberdade de preços da Petrobras, assim como das demais empresas de petróleo que atuam no país, "é uma política de governo". "A Petrobras teve e tem total autonomia para definir sua própria política de preços", destaca o texto.

+ Abastecimento está 'completamente normalizado', diz governo

Com os reajustes, no início de maio, a Petrobras anunciou um crescimento do lucro líquido de 56,5% no primeiro trimestre deste ano, em relação a igual período do ano passado, atingindo R$ 6,96 bilhões. O crescimento expressivo surge depois de quatro anos seguidos de prejuízos e de um processo de reestruturação e de redução do endividamento da companhia, que teve início após as denúncias da Operação Lavo Jato.

Este foi, segundo a estatal, o melhor resultado trimestral desde o início de 2013, quando a empresa havia lucrado R$ 7,69 bilhões, e também terminou o trimestre com resultados positivos em sua métrica de segurança.

FLUTUAÇÕES

As flutuações, no entanto, impactam o consumidor. Ontem (2) a Petrobras aumentou em 2,25% o preço da gasolina em suas refinarias. Com isso, o litro do combustível ficou 4 centavos mais caro, ao passar de R$ 1,9671 para R$ 2,0113, de acordo com a estatal. Em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro, já que, em 1º de maio, o combustível era negociado nas refinarias a R$ 1,8072.

O preço do diesel, que recuou 30 centavos desde o dia 23 de maio, no ápice da greve dos caminhoneiros, será mantido em R$ 2,0316 por 60 dias.O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) diz, em nota técnica, que a política de preços resultou, entre o final de abril e maio, em 16 reajustes do preço da gasolina e do diesel nas refinarias.

Para o consumidor final, os preços médios nas bombas de combustíveis subiram, considerando os impostos federais e estaduais, de R$ 3,40 para R$ 5, no caso do litro de gasolina (crescimento de 47%), e de R$ 2,89 para R$ 4,00, para o litro do óleo diesel (alta de 38,4%). Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou nesta sexta-feira o maior nível de fechamento desde março de 2016, com a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras impondo desconfiança aos investidores sobre a condução da economia brasileira.

O dólar avançou 0,8 por cento, a 3,7667 reais na venda, maior nível desde os 3,7937 reais de 7 de março de 2016. Na semana, a moeda subiu 2,68 por cento. O dólar futuro DOLc1 avançava 1,04 por cento.

Na máxima da sessão, a moeda foi a 3,7711 reais, justamente quando saiu a notícia de Pedro Parente deixar a gestão da principal estatal do país.

"A demissão gera dúvidas sobre a continuidade das políticas ortodoxas do governo", afirmou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano.

Parente decidiu deixar o cargo em meio a discussões sobre a política de preços da petroleira. Por causa da greve dos caminhoneiros, a estatal havia concordado em reduzir a frequência dos reajustes do diesel por um determinado período contanto que a União pagasse pelas perdas causadas à empresa.

Parente trouxe credibilidade à estatal, bastante arranhada após o rombo decorrente da Lava-Jato, com a implementação de política de reajustes quase que diários dos combustíveis, acompanhando os preços internacionais do petróleo.

Na abertura, a moeda subia ante o real, depois que dados mais fortes do mercado de trabalho norte-americano endossaram a força da economia do país e reforçaram as apostas de mais juros nos EUA neste ano.

Foram criadas 223 mil nos EUA vagas em maio, a taxa de desemprego ficou em 3,8 por cento e houve avanço de 0,3 por cento na renda média por hora. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de abertura de 188 mil postos de trabalho, 3,9 por cento de taxa de desemprego e 0,2 por cento de avanço na renda.

Os operadores seguem confiantes sobre os aumentos da taxa básica em junho e setembro e vêem cerca de 36 por cento de chance de um aumento nos juros em dezembro, ante 32 por cento antes do relatório. O Fed elevou a taxa uma vez este ano até o momento, em março. Os operadores também aumentaram as apostas de novos aumentos em 2019.

Além disso, havia alguma tensão com o recrudescimento de uma guerra comercial após os Estados Unidos anunciarem tarifas de importação sobre alumínio e aço do Canadá, México e União Europeia.

"Investir em risco no atual momento não parece ser a melhor decisão, afinal os cenários externo e interno não contribuem para essa ousadia, ainda mais em uma sexta-feira de emenda de feriado, o que reduz a liquidez dos mercados no Brasil", comentou mais cedo a Advanced Corretora em relatório.

No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, e operava misto ante as moedas emergentes.

Internamente, o Banco Central manteve atuação no mercado de câmbio, vendendo 15 mil novos contratos de swap cambial tradicional --equivalente à venda futura de dólares--, totalizando 750 milhões de dólares. Em maio, o BC vendeu 7,250 bilhões de dólares em novos contratos.

Também vendeu integralmente a oferta de até 8.800 contratos de swap cambial tradicional, rolando 440 milhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vence em julho.

(Por Claudia Violante)

Fonte: Extra

Pedro Parente comunicou saída do cargo nesta sexta-feira (1º)

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão na manhã desta sexta (1º), em reunião com o presidente Michel Temer. Eles estão reunidos neste momento. Parente estava na empresa desde junho de 2016.

Parente vinha sendo criticado pela insistência com a política de preços dos combustíveis implantada durante sua gestão, que levou a aumentos que culminaram com a paralisação dos caminhoneiros.

Em fato relevante, a Petrobras informou que um presidente interino será escolhido pelo conselho de administração da companhia nesta sexta. Disse ainda que não haverá mudanças na diretoria.

Ao assumir, disse que recebeu garantias de Temer de que a Petrobras praticaria preços de mercado e não sofreria interferência política. Nas últimas semanas, porém, sua política de preços esteve no centro do debate, com críticas partindo inclusive da base aliada do governo. Para tentar aliviar a pressão grevista, a Petrobras chegou a reduzir em 10% o preço do diesel em suas refinarias.

+ Apoio da população a caminhoneiros causa perplexidade, diz Economist

Nos últimos dias, Parente se dedicou a defender as mudanças na política de preços e na gestão da área de refino da estatal, que entraram no foco do debate eleitoral após o início da greve dos caminhoneiros, no último dia 21. Promoveu duas teleconferências com analistas e gravou vídeos para convencer os empregados que a política é melhor para a empresa.

Em julho de 2017, a Petrobras autorizou a realização de ajustes diários nos preços, alegando que precisava combater importações de derivados de petróleo por terceiros. A partir do início de 2018, porém, a escalada das cotações internacionais do petróleo e a desvalorização do real pressionaram os preços internos dos combustíveis.

As ações da Petrobras estão em intervalo -quando chega um fato relevante de empresa, é normal as negociações dos papéis daquela empresa serem suspensas por 20 minutos. As ADRs (recibos de ações negociadas nos EUA) caiam 7,93% às 11h50 (horário de Brasília). Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen, afirmou nesta quinta-feira que a população que apoiou a paralisação dos caminhoneiros tem "cota de responsabilidade" no financiamento das soluções da crise. A redução de R$ 0,46 no litro do óleo diesel custará R$ 13,5 bilhões aos contribuintes. Para bancar a queda no preço, a equipe econômica realizou cortes em programas de todas as áreas, incluindo Saúde e Educação.

— Obviamente quem apoiava a greve e apoiava as soluções teria a sua cota de responsabilidade com participação no financiamento disso. No final somos nós contribuintes, e isso inclui os caminhoneiros — disse o ministro, em entrevista no Palácio do Planalto. — Tivemos um apoio de 90%, em determinado momento, da população à manifestação.

— É inevitável o reflexo do ponto de vista do consumidor, do contribuinte. Isso é inevitável. O governo não foi além do que era sua responsabilidade — acrescentou.

O ministro disse esperar um retorno positivo para a população “os benefícios que os caminhoneiros ganham nesse movimento” com recálculo do custo dos fretes. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional afirmou também que o governo não foi “além do necessário” durante as negociações com os caminhoneiros:

— O governo acha que deu na medida do necessário, não foi além do que a responsabilidade do que o restante da população exigia. O governo não produz dinheiro, ele arrecada recursos pelos meios que tem para arrecadar.

Segundo o ministro, o governo prepara um documento no qual vai reunir os “aprendizados” que adquiriu durante a manifestação dos caminhoneiros. Ele citou como exemplo um novo modelo de sindicalismo, com lideranças indefinidas e que se organiza em pequenos grupos, via redes sociais.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que às 12h12 desta quinta-feira não havia nenhum ponto de aglomeração de pessoas e veículos em áreas próximas às rodovias federais. O fluxo de veículos era normal. A avaliação do governo para o 11º de manifestações dos caminhoneiros é que a situação do país está “voltando à normalidade”, mas que o abastecimento não está totalmente restabelecido.

Fonte: Extra

Governo do estado se comprometeu a reduzir alíquota do diesel para 12%

Pelo menos 100 mil caminhoneiros cruzaram os braços em Mato Grosso do Sul nos últimos 10 dias e começaram hoje a voltar para a estrada, segundo estimativa do Sindicato dos Caminhoneiros de MS (Sindcam). Há cerca de 200 mil trabalhadores de transporte rodoviário no Estado.

Com o fim da paralisação, prevê-se que até semana que vem, todos os serviços e distribuição de produtos que foram comprometidos estejam normalizados.

O representante da entidade, Roberto Sinai, que é o relações públicas do sindicato, afirma que a pressa agora é para que os caminhões que ficaram parados sejam carregados. “De 85% a 90% dos caminhões pararam já descarregados, porque a paralisação já estava prevista”, comentou.

Já quem parou carregado (cargas não perecíveis), “basta seguir caminho”, segundo Sinai.

A decisão dos trabalhadores por voltarem ao trabalho decorreu de anúncio do governo do Estado de reduzir a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do óleo diesel, de 17% para 12%.

A medida ainda não está em vigor, mas deve ser votada ainda esta semana pela Assembleia Legislativa, mesmo com o feriado de Corpus Christi, comemorado amanhã. Colaboraram com a decisão as medidas do governo federal de redução do valor do combustível e redução dos impostos Pis/Cofins e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis).

A paralisação começou na semana passada, segunda-feira, dia 21 de maio e começou a ser desmobilizada nesta manhã. A categoria afirma que com as reduções previstas, será mais vantajoso e competitivo o trabalho e ainda que será possível haver lucro. “Antes, estávamos pagando para trabalhar com o preço alto do diesel”, comentou Sinai.

Fonte: Correio do Estado

Suinocultura foi mais atingida, com ração reduzida pela metade

A posição de destaque na produção de suínos e aves de Mato Grosso do Sul (8º produtor nacional em produção e 7º em exportação) está ameaçada de fortes prejuízos, em razão da paralisação nacional dos caminhoneiros que hoje (28), completa uma semana.

No caso da suinocultura, a situação está no limite, pois, animais em fase de terminação (engorda) para abate tiveram a alimentação diária reduzida pela metade (nesta fase, cada animal consome diariamente 4kg de ração que foi reduzida para 2kg) e os frigoríficos de Dourados e São Gabriel do Oeste interromperam o abate desde a última quinta-feira (24).

A informação foi confirmada com o presidente da Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), Celso Phillipe Júnior, que reforçou a maior preocupação dos suinocultores.

"Até o momento conseguimos contornar a situação com a ração já produzida em estoque, no entanto, desde o início da paralisação não entra matéria-prima para produzir alimento e isso está refletindo, tanto na mortandade de animais recém-nascidos quanto naqueles em fase de engorda que iniciam o processo de canibalismo, mordendo e depois comendo uns aos outros", explica.

Phillipe Júnior destaca que a associação está tentando negociar com os manifestantes a liberação controlada de animais vivos para abate, evitando assim uma situação de caos nas granjas do Estado. "Atualmente, a cadeia produtiva de suínos abate diariamente 8,5 mil animais. Então temos, lotes em diferentes estágios de desenvolvimento e precisamos evitar prejuízos ainda maiores", complementa.

AVICULTURA TAMBÉM PREOCUPA

As granjas de avicultura do Estado também enfrentam situação preocupante, mas, felizmente não foram identificados casos de canibalismo. Detendo a oitava posição na produção e sétima na exportação nacional de aves, o avicultor já amarga prejuízos que podem demorar até oito meses para normalizar.

De acordo com Adroaldo Hoffmann, presidente da Associação de Avicultores de Mato Grosso do Sul (Avimasul), os produtores até agora conseguiram manter a alimentação sob controle, mas, o problema também é maior em relação aos animais preparados para abate.

"Um exemplo pessoal que posso compartilhar é a minha situação como avicultor. Tenho uma granja com 250 mil animais que ao ficarem prontos para abate renderão em torno de cinco mil quilos de carne (5 toneladas). Se este lote não for abatido em no máximo 15 dias, testemunharemos a mesma realidade noticiada nos últimos dias, em que granjas de outros estados registram focos graves de canibalismo", argumenta.

Na avaliação de Hoffmann, a manifestação é legítima, no entanto, é muito triste verificar o sofrimento dos animais, que ou morrem por fome ou terão de ser mortos para evitar o canibalismo. No caso de um volume alto como é o caso que mencionei, pode, refletir em outro situação prejudicial, que é a contaminação do solo e do lençol freático, no entorno das granjas", reforça o avicultor.

A Avimasul encaminhou nesta segunda-feira (28), uma solicitação de estudo dos prejuízos obtidos na cadeia produtiva para a equipe técnica da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e deve ter um panorama real até a próxima semana.

RESOLUÇÃO FEDERAL

Entre os anúncios feitos na entrevista coletiva desta manhã (28), a Secretaria de Governo da Presidência da República informou que a Força Aérea Brasileira (FAB) foi autorizada a realizar transporte de medicamentos e insumos de saúde em situações de urgência.

Além disso, foi pontuada a situação da falta de ração para animais, pontuou o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que confirmou a adoção da medida de transporte aéreo caso seja necessário.

A decisão foi priorizada, com a divulgação feita pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), de que a falta de ração pode levar a morte, pelo menos um bilhão de aves e 20 milhões de suínos.

Fonte: Correio do Estado

 

A proposta partiu do presidente da Famasul, Mauricio Saito, que protocolou o documento solicitando ao Governo de MS a redução da alíquota do ICMS para óleo diesel de 17% pra 12%

 

O presidente do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul, Mauricio Saito, protocolou no Comitê de Gerenciamento de Crise, nessa segunda-feira (28), um documento solicitando a redução da alíquota do ICMS do óleo diesel, de 17% para 12%. O percentual é equivalente ao cobrado pelos estados de São Paulo e Paraná.

O pedido foi feito durante a reunião realizada na sede da Fiems, com a presença de representantes de todos os setores. Segundo Mauricio Saito, na soja, por exemplo, considerando a temporada 2017/18, o custo com o óleo diesel representou em média 50% das operações agrícolas, entre elas o plantio, aplicação de defensivos e colheita, enquanto que na safra anterior este percentual foi de 34,4%.

Saito esclareceu que desde o primeiro dia da paralização, a Federação se posicionou a favor do movimento dos caminhoneiros, devido ao impacto da precificação do óleo diesel, inclusive o agro.

“Se analisarmos as safras do ano passado e a temporada deste ano, teríamos um incremento de 20% de aumento no custo de produção, com o preço do diesel. Nosso modal rodoviário responde por 65% na composição das despesas do produtor. Por mais que tenhamos uma eficiência na produção, temos o gargalo que é a distribuição, ou seja, o transporte”, afirmou.

Em seguida, o presidente da Federação esclareceu os impactos da paralisação. “Após uma semana de movimento, temos a preocupação, principalmente, com os suínos e aves que dependem da ração, o que envolve bem-estar e perda de animais. A redução da alíquota atenderia todos os setores que sentem o reflexo e a população de uma forma geral”.

Desde o início da nova política de preços da Petrobras (em julho de 2017), o óleo diesel em MS experimentou alta de 25% ao consumidor final saindo de R$ 3,24 para R$ 4,05 por litro (dado de maio de 2018), segundo dados da Agência Nacional do Petróleo – ANP.

Na condição de tomador de preços, o produtor não dispõe do mesmo mecanismo dos postos de combustíveis, que podem repassar o valor e perdem assim rentabilidade da sua atividade, inviabilizando investimentos futuros, principalmente em tecnologia.

O governo do Estado será consultado acerca da viabilidade de proceder a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Caso haja manifestação positiva por parte do Governo, poderá enviar uma Medida Provisória à Assembleia Legislativa propondo uma redução para 12% na base de cálculo do ICMS.

ICMS

Em novembro de 2017, a pedido da Famasul, o Governo de MS, reduziu o imposto da comercialização interestadual do leite spot, que é negociado entre empresas com pagamento à vista. A alíquota saiu de 10,2% para 1,44%. Outra solicitação da instituição foi sobre a venda de gado em pé para outros estados, feita em outubro do ano passado e atendida pelo governo, passando de 12% para 7%.

Participaram da reunião dessa segunda-feira: o presidente da Fiems, Sérgio Longen; o diretor-presidente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça; o presidente da OAB/MS, Mansour Karmouche; o presidente da Faems, Alfredo Zauith; o presidente da Amas – Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados, Adeilton Prado; o superintendente do Banco do Brasil em MS, Glaucio Fernandes; o superintendente da Infraero, Richard Fernandes ; o presidente da Câmara Dirigente de Lojistas, Adelaido Vila; gerente geral da Caixa Econômica Federal, Jorge Luiz Ribeiro Júnior; o vice-presidente Regional, Luiz Cláudio Fornari e o General Comandante Militar do Oeste, José Luiz Dias Freitas.

Fonte: A Crítica

Governo espera que a greve se encerre nesta segunda-feira (28)

Os esforços do governo para encerrar a greve dos caminhoneiros, que chega ao seu oitavo dia nesta segunda-feira (28), foram aprovados por representantes da categoria.

O presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), José da Fonseca Lopes, afirmou que, com o acordo firmado com o governo neste domingo (27), o "assunto está resolvido".

"Eu acho que o assunto está definido. O caminhoneiro está antenado, ele também quer sair desse movimento agora, porque já faz sete ou oito dias", disse à Folha de S. Paulo.

Com a apresentação da nova proposta no domingo (27), o presidente Michel Temer espera que a greve se encerre.

As medidas incluem redução no preço do litro de diesel em R$ 0,46 por um prazo de 60 dias, além da isenção de pedágio para eixos de caminhões vazios.

No pacote estava prevista a edição de três medidas provisórias, que atenderiam às demandas dos caminhoneiros. As MPs saíram em edição extra do Diário Oficial da União publicada no fim da noite deste domingo.

+ Pronunciamento de Temer é marcado por panelaços e gritos nas capitais

De acordo com representantes dos caminhoneiros, após liberação das rodovias, o abastecimento de combustível e alimentos deve ser normalizado de 8 a 10 dias.

"Daquilo que se propunha, o nosso movimento está contemplado. Nós queríamos piso mínimo de frete, suspensão no preço do combustível do PIS-Cofins, que está contemplado, queríamos a suspensão por 60 dias de novos reajustes para ter previsibilidade e o setor se organizar. Está contemplado", afirmou Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS).

Dahmer considera a fixação de um valor mínimo para o frete uma das principais conquistas da categoria.

"Essa política de preço vai fazer com que a gente saiba a quanto está trabalhando e ninguém vai poder nos explorar menos do que aquele valor, que será o nosso custo", disse ele ao G1.

Fonte: Noticias ao minuto

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