Economia (277)

Caminhoneiros protestaram nesta quarta-feira, 16, contra os aumentos nos preços do óleo diesel impedindo o acesso de veículos ao Porto de Santos. Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o protesto atrapalhou o transporte de carga para o local, mas não houve incidentes. "O acesso de veículos rodoviários de carga às instalações do Porto de Santos ficou comprometido, apesar de o sistema de agendamento de caminhões, realizado previamente, ter acusado forte redução na demanda, já em virtude do protesto anunciado", disse a Codesp em nota. "O movimento afetou significativamente as operações de recepção e entrega de mercadorias pelos terminais." Já as operações de carga e descarga de navios ocorreram normalmente, conforme a Codesp. A companhia ressaltou que não houve registro de qualquer incidente decorrente das manifestações na área portuária.

De acordo com a Codesp, os manifestantes se concentraram sobretudo em dois pontos: na rotatória da Alemoa e ao longo da Rua Xavier da Silveira. Nesses locais houve maior fiscalização por parte da Guarda Portuária (Gport) e da Polícia Militar (PM). A Codesp informou, ainda, que nesta quinta-feira, 17, será realizado balanço a partir dos dados consolidados pelo sistema de agendamento, quando será possível ter uma dimensão do represamento do tráfego de cargas pelo modal rodoviário.

Na segunda-feira, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) ameaçou fazer uma paralisação geral em nível nacional dos transportadores caso não obtenha apoio do governo federal para as suas reivindicações sobre o custo do diesel. A associação protocolou ofício na Presidência da República e Casa Civil para cobrar medidas do governo contra os aumentos do combustível e pela redução dos tributos sobre o diesel, segundo nota. A associação sugere que o governo federal crie um Fundo de Amparo ao Transportador Autônomo destinado ao custeio de um programa para aquisição de diesel ou um sistema de subsídio para aquisição do combustível por parte dos transportadores autônomos.

Segundo a nota, as recentes paralisações feitas em rodovias do País refletem o desespero e a insatisfação da categoria, "que não tem seus pleitos ouvidos pela governo". "Além da correção quase que diária dos preços dos combustíveis realizada pela Petrobras, que dificulta a previsão dos custos por parte do transportador, os tributos PIS e Cofins, majorados em meados de 2017 com o argumento de serem necessários para compensar as dificuldades fiscais do governo, são o grande empecilho para manter o valor do frete em níveis satisfatórios."

Fonte: A Crítica

“Cenário Econômico e Perspectivas”, é o tema da palestra com o economista e superintendente de riscos e economia do Banco Cooperativo Sicredi, Alexandre Englert Barbosa

A Sicredi Centro-Sul MS em parceria com o Sindicato Rural de Dourados traz para 54ª Expoagro a palestra com o economista e superintendente de riscos e economia do Banco Cooperativo Sicredi, Alexandre Englert Barbosa. O evento será realizado na quarta-feira, dia 16, às 10h, no auditório do Parque de Exposições João Humberto de Carvalho, dentro da programação do Simpósio e Palestras da Feira de Agronegócios em Dourados. A entrada é gratuita.

Com o tema: “Cenário Econômico e Perspectivas”, Barbosa apresentará a atual conjuntura e o ritmo de recuperação da economia, a situação das contas públicas do país, tópicos relacionados a atividade econômica brasileira, taxas de câmbio, juros, inflação e também a relação da economia com o cenário político.

De acordo com o presidente da Sicredi Centro-Sul MS, Sadi Masiero, “o objetivo do evento é disseminar conhecimento aos associados, produtores rurais e profissionais da área sobre a situação da economia brasileira e suas perspectivas para o futuro, contribuindo para o crescimento da região e comprovando o que está na essência do cooperativismo: crescer gerando desenvolvimento para todos”.

Palestrante

Alexandre Englert Barbosa é economista formado pela UFRGS, mestre em Economia Internacional e doutor em Economia Aplicada também pela UFRGS. Atualmente, exerce o cargo de superintendente de riscos e economia do Banco Cooperativo Sicredi.

Responsável pela área premiada por suas projeções econômicas no ranking da Agência Estado e figurando entre os dez melhores do país em diversas oportunidades nos últimos anos. Frequentemente, também leva o Sicredi ao topo dos rankings mensais do Banco Central e da Bloomberg em vários indicadores econômicos.

Sobre a Cooperativa Sicredi Centro-Sul MS

A Sicredi Centro-Sul MS está presente em 23 municípios da região sul do Estado: Amambai, Aral Moreira, Bataguassu, Batayporã, Bela Vista, Caarapó, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Dourados (5), Eldorado Fátima do Sul, Iguatemi, Itaporã, Itaquiraí, Ivinhema, Laguna Carapã, Mundo Novo, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Ponta Porã e Rio Brilhante. Atualmente são mais de 70 mil associados atendidos pela Cooperativa.

Os números da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de março, divulgados ontem (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levaram a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a rever de 5% para 5,4% a projeção de crescimento do varejo em 2018. De acordo com o IBGE, o chamado varejo restrito, que abrange oito segmentos do comércio, apresentou alta de 0,3% nas vendas em março, ante fevereiro, na série com ajuste sazonal.

Já a CNC trabalha com o varejo ampliado, que pega dez segmentos do comércio varejista, incluindo o comportamento de veículos e materiais de construção. Falando à Agência Brasil, o economista Fabio Bentes, da CNC, disse que na análise da confederação, o varejo brasileiro evoluiu 1,1% em março em relação ao mês anterior, "melhor resultado do varejo nesse tipo de comparação desde 2013, quando a alta foi de 1,2%". Na comparação de março de 2018 sobre o mesmo mês de 2017, a alta no varejo ampliado atingiu 7,8%, melhor desempenho do setor desde março de 2012 (10,3%).

Recuperação do varejo

"Isso quer dizer para a gente que o varejo está recuperando parte do desempenho decepcionante que ele teve no primeiro bimestre do ano, quando os dados mensais praticamente não saíram do lugar". De acordo com a CNC, o dado positivo de março foi puxado pelo comércio automotivo, que deverá ser o segmento de destaque do comércio varejista este ano. As vendas de automóveis, que subiram 2,9% em março, vinham subindo acima de 3% a 4% nos últimos meses, acumulando alta superior a 12% nos últimos cinco meses.

Segundo Fabio Bentes, isso é importante porque esse segmento responde por um quarto das vendas do varejo e demanda um nível de confiança relativamente elevado, porque envolve financiamentos de longo prazo. "Se as pessoas estão consumindo mais automóveis nos últimos meses e de forma contínua, é um sinal que elas estão mais encorajadas a contrair esse tipo de financiamento". Por isso, o economista aposta que o varejo ampliado tem todas as condições de fechar o ano com um desempenho acima do crescimento de 4% observado nas vendas no ano passado.

Segmento de combustíveis

Bentes salientou que também o segmento de combustíveis influenciou o resultado de março. Ocorreu nesse mês uma trégua na alta dos preços. "Os preços não subiram em março pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Pelo contrário, até caíram 0,04%". Para os próximos meses, deverá se levar em conta dois fatores preocupantes no desempenho dos combustíveis: a alta do preço do petróleo no mercado internacional e a variação do dólar americano, porque boa parte dos combustíveis consumidos no Brasil é importada. A tendência é que os consumidores continuem pagando reajustes mais altos nos próximos meses por conta desses dois elementos, afirmou Bentes.

No acumulado do primeiro trimestre, o varejo ampliado acumula alta de 6,6% em relação a igual período de 2017. Destaque, mais uma vez, para o comércio automotivo, que subiu 17,9%.

Fonte: Agência Brasil

Indústria, repassada a grupo russo, terá consumo alto do insumo importado da Bolívia

Com a expectativa da venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras (UFN-3) para o conglomerado russo Acron, que está em negociação exclusiva com a estatal pelos próximos 90 dias, já se começa a especular todos os efeitos que o funcionamento da fábrica poderá causar à região de Três Lagoas
e ao Estado.

O impacto positivo pode representar acréscimo de milhões de reais na receita de Mato Grosso do Sul. Isto porque, quando entrar em operação, a unidade vai consumir 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, volume que deve ser importado da Bolívia. Consequentemente, Mato Grosso do Sul deverá arrecadar de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões, mensais, em Imposto Sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS).

Além disso, a Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGás), que assinou contrato de prestação de serviço com a Petrobras, receberá, mensalmente, de R$ 600 a R$ 700 mil. As informações são do presidente da MSGás, Rudel Trindade, que fala da importância da concretização do empreendimento.

Fonte: Correio do Estado

A Petrobras anunciou hoje (11) novo reajuste para a gasolina, que entrará em vigor nesse sábado (12). O preço para as distribuidoras será de R$ 1,9330, mostrando aumento de 2,23% em relação ao valor de R$ 1,8908 que vigorou nessa sexta-feira. Essa é a sexta vez consecutiva que a estatal eleva os preços dos combustíveis em maio deste ano no país.

Também amanhã, o litro do diesel terá redução de 0,88%, passando de R$ 2,2361 para R$ 2,2162.


A política de preços adotada a partir de julho do ano passado pela Petrobras para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras se baseia no preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais desses produtos mais os custos que os importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo, esclareceu a empresa.

Segundo ela, “a paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”. O preço considera ainda uma margem que cobre eventuais riscos, como volatilidade do câmbio e dos preços.

Fonte: Campo Grande News

Impulsionada pela valorização do petróleo nos últimos dias, a petrolífera atingiu R$ 358,9 bilhões em valor de mercado

Os quatro dias de forte valorização das ações da Petrobras fizeram a petrolífera retomar o posto de mais valiosa da América Latina, desbancando a Ambev, que ocupava a posição desde outubro de 2014. Impulsionada pela valorização do petróleo nos últimos dias, a petrolífera atingiu R$ 358,9 bilhões em valor de mercado, enquanto a gigante de bebidas fechou o dia com R$ 342,6 bilhões.

Somente nas últimas quatro sessões, a estatal ganhou R$ 56,3 bilhões em valor de mercado. Um dos fatores que explicam a alta é o aumento da cotação do petróleo no exterior, em especial após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a saída do acordo nuclear com o Irã.

O anúncio fez o barril do Brent, negociado em Londres e referência internacional, atingir US$ 77. Mas o resultado da estatal no primeiro trimestre também agradou aos investidores. A Petrobras teve alta de 56,4% no lucro no período, para R$ 6,96 bilhões, e voltou a distribuir juros sobre capital próprio aos acionistas, o que não ocorria desde abril de 2014.

Por outro lado, a Ambev fechou em baixa pelo segundo dia nesta sessão. A gigante de bebidas viu seu lucro subir 13,4% no primeiro trimestre, para R$ 2,598 bilhões, mas os resultados no Brasil foram considerados fracos.

"Tem essa explosão do petróleo, então as ações sobem por reflexo do petróleo e do balanço. A venda de ativos da empresa segue em curso, é um cenário favorável", diz Rafael Passos, analista da Guide Investimentos.

Em relatório, o banco UBS disse que a Petrobras está sendo negociada com um "desconto significativo" em comparação com seus principais concorrentes.

Segundo o banco, considerando a relação valor de mercado sobre o ebitda [capacidade de geração de caixa da companhia], o desconto estaria entre 25% e 45%, o que o UBS considera muito elevado.

O banco situa a companhia como uma das mais expostas a esse cenário de alta do petróleo na América Latina, ao lado da colombiana Ecopetrol e da argentina YPF.

Apesar de voltar ao topo da Bolsa, a estatal ainda está longe do patamar atingido em 2008, quando chegou a valer mais de R$ 500 bilhões, em valores da época.

No início do governo Dilma Rousseff, em 2010, a empresa valia R$ 380,2 bilhões. A partir daí, diante da insatisfação dos investidores com a gestão da companhia, iniciou uma trajetória de queda que culminou com a perda da liderança para a Ambev em 2012.

Em 2014, durante o período eleitoral, a Petrobras chegou a assumir a ponta novamente, mas despencou após a reeleição de Dilma e chegou a ficar atrás do Itaú Unibanco por cerca de dois anos. Em 2018, as ações da estatal acumulam alta de 60%. Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

Conglomerado russo Acron foi o vencedor da licitação

A Petrobras emitiu, na manhã desta quarta-feira (9), uma nota em que confirma a venda da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras (UFN-III), em Três Lagoas, para o conglomerado russo Acron. A informação já tinha sido antecipada pelo Correio do Estado em abril deste ano. Com isto, as obras devem ser retomadas em 60 dias.

O Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck disse ao Correio do Estado que esta negociação representa um “projeto estratégico tanto para o país quanto para Mato Grosso do Sul e reposiciona o Estado ao cenário industrial”, declarou.

HISTÓRICO

A construção da unidade de fertilizantes teve início em setembro de 2011 e foi interrompida em dezembro de 2014, quando a Petrobras rompeu contrato com o consórcio até então responsável, formado pelas empresas Galvão Engenharia – denunciada na Lava Jato – e Sinopec. Estima-se que 80,95% do projeto esteja executado.

Em setembro de 2017, a Petrobras deu início ao processo de venda, como parte de sua estratégia de saída integral da produção de fertilizantes no País.

Ao todo, a obra consumiu R$ 3 bilhões de investimentos e, para concluí-la, o novo comprador deve arcar com custo de R$ 2 bilhões, mas pode ser que esse valor tenha aumentado, em razão do desgaste natural após tanto tempo de paralisação.

Em janeiro, o grupo russo Acron, que adquiriu a planta, já havia se reunido com o governo do Estado para discutir a concessão de incentivos fiscais à Petrobras e o fornecimento de gás natural. (Colaborou Eduardo Fregatto)

Fonte: Correio do Estado

Ação reúne palestras e oficinas para melhorar gestão das empresas

Entre os dias 14 e 18 de maio, Campo Grande e mais 19 municípios de Mato Grosso do Sul receberão um evento realizado anualmente, com objetivo de orientar cidadãos que desejam tornar-se microempreendedores individuais ou formalizar e aprimorar o negócio.

Trata-se da Semana do Microempreendedor Individual (MEI) e na capital, as atividades gratuitas se concentrarão na sede do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul (Sebrae-MS), das 8h às 17h.

Os participantes terão acesso a palestras, oficinas, consultorias e atendimento sobre formalização, declaração anual, principais regras do MEI e parcelamento de dívidas; além de orientações online, por meio do “Fale com um Especialista”, e tira-dúvidas com parceiros como o INSS e a Vigilância Sanitária.

“O MEI muitas vezes é o primeiro passo para quem tem o sonho de empreender. O Sebrae realiza uma série de eventos anualmente, porque é fundamental levar conhecimento especializado a este público que cria oportunidades e participa ativamente do desenvolvimento econômico local”, afirma Cláudio Mendonça, superintendente do Sebrae/MS.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Segundo dados do Portal do Empreendedor, em Mato Grosso do Sul existem mais de 98 mil MEIs e 41.361 deste total estão em atividade na Capital. Para ser um microempreendedor individual é necessário faturar no máximo média de R$ 6.750 por mês e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. Pode-se ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

O MEI é automaticamente enquadrado no Simples Nacional e está isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, paga apenas o valor fixo mensal de R$ 48,70 (comércio ou indústria), R$ 52,70 (prestação de serviços) ou R$ 53,70 (comércio/indústria e serviços) - destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS - montante atualizado anualmente, conforme o salário mínimo.

Fonte: Correio do Estado

Em nota divulgada nesta segunda-feira, os Correios confirmam que pretendem fechar agências de atendimento em todo o país. De acordo com a estatal, a empresa vem realizando estudos de readequação da rede de atendimento, o que inclui não apenas a sua rede física como também novos canais digitais e outras formas de autosserviços.

Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", que publicou entrevista com o presidente dos Correios, afirma que a estatal fechará 513 agências, com demissão de até 5,3 mil funcionários.

Em nota assinada pelo presidente Carlos Fortner, os Correios frisam que estes estudos são, inclusive, acompanhados pelo Tribunal de Contas da União, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. A nota, porém, não diz o número de agências que serão fechadas.

Sobre o total de postos que serão fechados, o presidente destaca que "especular prematuramente a respeito de números sem conhecer o projeto de remodelagem da rede de atendimento não é apenas irresponsável e leviano: é uma prestação, antes de mais nada, de um desserviço ao cidadão. As conclusões alcançadas pelos estudos necessários a este projeto somente serão divulgadas após a exaustiva avaliação interna dos Correios e externa pelos órgãos competentes, processo este ainda em curso."

Segundo os Correios, o objetivo da ação é tornar a empresa mais competitiva.

"Dentre os objetivos deste projeto está contemplada a modernização da empresa para torná-la mais ágil, competitiva e sustentável, gerando não apenas benefícios para a sociedade como também resultados para o seu acionista controlador: o Tesouro Nacional. É o mínimo que se espera de qualquer empresa que se proponha a prestar serviços de qualidade".

Fonte: Extra

Dinheiro é de compensações financeiras e cidades de MS serão beneficiadas

O presidente Michel Temer anunciou, neste domingo (6), por meio de sua conta oficial no Twitter, que assinou a liberação de crédito suplementar no valor de R$ 4 bilhões para estados e municípios. Os recursos são resultado das compensações financeiras pela produção de petróleo e gás natural. "Estes recursos irão beneficiar a população brasileira", destacou Temer, em seu comunicado.

Em Mato Grosso do Sul, cidades que podem receber royalties são mais de 17, entre elas Nova Andradina, Água Clara, Brasilândia, Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas. A região beneficiada fica localizada na Bacia do Paraná, que está dividida em 13 blocos para exploração de petróleo e gás natural, sendo que 11 foram arrematados pela Petrobras em setembro de 2017 pelo valor de R$ 1.690.771,75.

A medida do governo federal pode ainda ajudar a diminuir a falta de repasse sofrida pelas 79 prefeituras do Estado, que deixaram de receber R$ 326,9 milhões em royalties porque o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu divisão equitativa entre os estados. O valor é uma somatória no período dos últimos cinco anos.

Agora em abril a Confederação Nacional dos Municípios (CMN) convocou prefeitos a assinarem um manifesto que foi enviado à ministra e presidente do STF, Cármen Lúcia, para que seja julgado a ADI 4719, que tenta voltar a divisão equitativa de royalties do petróleo.

Segundo o Palácio do Planalto, a sanção do projeto de lei será publicada na edição de desta segunda-feira (7) do Diário Oficial da União. Só então será possível confirmar o valor do repasse que os municípios sul-mato-grossenses devem receber.

O crédito suplementar havia sido aprovado no último dia 25, pelo Congresso Nacional, e prevê, além da compensação financeira decorrente da exploração de petróleo e gás, no valor de R$ 4,3 bilhões, a compensação pela utilização de recursos hídricos na geração de energia elétrica, no valor de R$ 6,7 milhões, e devolução de R$ 18,3 bilhões de Imposto Territorial Rural.

Os recursos a serem repassados são oriundos de excesso de arrecadação de impostos pela União. Na justificativa do projeto de lei, o governo havia assegurado que as transferências não afetam o alcance da meta fiscal prevista para este ano, que projeta um déficit primário de R$ 159 bilhões.

Fonte: Correio do Estado

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