Saúde (128)

Os postos disponíveis serão abertos em uma próxima etapa prevista para os dias 23 e 24 de janeiro.

Cerca de 18% das vagas disponíveis para o Programa Mais Médicos não foram preenchidas desde que o governo de Cuba saiu do programa de cooperação com o Brasil. De acordo com o G1, ao todo 7057 vagas foram preenchidas de um total de 8517, cerca de 82% das posições oferecidas pelo Ministério da Saúde.

Os postos disponíveis serão abertos em uma próxima etapa prevista para os dias 23 e 24 de janeiro destinadas a profissionais brasileiros que se formaram no exterior.

Dentre os 1707 médicos que se inscreveram na última chamada, apenas 1089 compareceram aos locais escolhidos. Os postos não preenchidos foram somados aos 842 que haviam sobrado anteriormente, gerando um total de 1460 vagas em aberto.

Ainda de acordo com o G1, se as vagas não forem preenchidas em sua totalidade nesta próxima etapa, elas serão reabertas nos dias 30 e 31 de janeiro para médicos estrangeiros.

Fonte: Noticias ao minuto

 

O médico Luiz Henrique Mandetta assumiu hoje (2) o comando do Ministério da Saúde. Na cerimônia em que recebeu o cargo de Gilberto Occhi, Mandetta disse que planeja implantar um terceiro turno de atendimento, com horário estendido, em unidades de saúde que atualmente abrem das 7h às 11h e das 13h às 17h. De acordo com o ministro, o objetivo é reestruturar a atenção à saúde básica no país.

A proposta para implantação do terceiro turno ainda está em estudo. De acordo com o ministro, é necessário observar as peculiaridades de cada região do país para adotar as medidas adequadas. Ele esclareceu que não se deve implementar ações iguais para todos os locais. “São diferentes ‘Brasis’ . Não adianta uma receita de bolo para esse país inteiro.”

Mandetta disse também que tem um “compromisso muito grande” com a família, a fé e a pátria. Segundo ele, “cada centavo” economizado pela pasta em sua gestão irá para a assistência à população. “A mulher trabalhadora e o homem trabalhador, muitas vezes, saem de casa antes das 7h e voltam depois das 18h. Ou seja, a unidade básica de saúde, para eles, fica praticamente inalcançável.”

Deputado federal de 2011 a 2018 e ex-secretário de Saúde de Campo Grande, o médico ortopedista teve o nome confirmado em novembro pelo presidente Jair Bolsonaro.

Primeiros 100 dias

Além da reestruturação da atenção básica, os primeiros 100 dias da nova gestão na pasta devem priorizar o atendimento hospitalar, com foco no Rio de Janeiro, onde há uma rede de responsabilidade da União – seis hospitais federais e três institutos.

“Devemos fazer um choque de gestão nessas unidades, construindo alguns conceitos coletivos de compra para a redução de custo, dando transparência ao acesso”, defendeu o ministro.

De acordo com Mandetta, há ainda planos para enviar profissionais especializados do Ministério da Saúde para Roraima, estado que registra surto de sarampo há pelo menos 10 meses. A cepa do vírus que circula na área é a mesma identificada no surto que assola a Venezuela.

“Essa entrada de venezuelanos, desregrada como foi, trouxe à tona um surto de sarampo em Roraima que se se estendeu à região amazônica e que está se estendendo pelo país porque a nossa vacinação é muito baixa.”

Mais Médicos

Mandetta confirmou que pretende revisar o Programa Mais Médicos e rebateu a afirmação de que faltam profissionais no Brasil. Segundo ministro, o país conta com aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento desse contingente em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados.

“Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde.”

Médicos militares

O ministro ressaltou que a alternativa de usar a mão de obra de médicos militares já existe – profissionais, quando se formam, precisam se reapresentar ao serviço militar para fazer a retirada do diploma. Atualmente, segundo ele, cerca de 4.500 médicos são convocados para atuar no militarismo brasileiro.

“Se estamos formando 25 mil, podemos, sim, discutir uma maneira de aumentar, se estiver faltando. Principalmente nesses locais de difícil provimento é, sim, uma possibilidade a utilização desses profissionais via Exército Brasileiro.”

Saúde indígena

O ministro adiantou planos de mudanças na saúde indígena. Ele lembrou que a Secretaria Nacional de Saúde Indígena, para operacionalizar o sistema, faz repasses sistemáticos ao terceiro setor para que organizações não governamentais possam chegar às populações em questão.

“Não nos parece a maneira mais adequada para controle, nem a maneira adequada de estruturar uma política permanente de saúde indígena”, disse, ao citar indicadores como elevadas taxas de mortalidade infantil, de obesidade e de diabetes nas aldeias.

Em seguida, Mandetta acrescentou: “Não conseguimos, nesses anos todos, trazer uma política de saúde pública para a população indígena sempre porque partimos do conceito de que tem que ser tutorado”. “Não temos preconceito algumcom organizações não governamentais [ONGs]. Mas a maneira como é feito hoje, me parece que há um repasse de volumes muito altos para uma prestação de contas muito frágil.”

Fonte: Agencia Brasil

 

Segundo o ministro Marun, recursos serão usados para aquisição de ambulâncias

Cinco municípios de Mato Grosso do Sul receberão 6,5 milhões em recursos extras para a Assistência de Média e Alta Complexidade. Recursos referem-se a emendas parlamentares e a liberação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, nesta sexta-feira (28).

Ministro chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse ao Correio do Estado que a liberação do recurso ocorreu na tarde de hoje, em Brasília, e que o valor deverá ser usado para aquisição de ambulâncias comuns. Ainda segundo o ministro, até o dia 31 de dezembro, novos recursos devem ser destravados para o Estado.

"Conseguimos a liberação desse recurso agora e vamos tentar, até o fim do ano, novas brechas para liberar mais recursos para o Mato Grosso do Sul e para o Brasil", disse Marun.

Conforme portaria publicada no Diário Oficial da União, do Ministério da Saúde, Campo Grande receberá R$ 2 milhões; Costa Rica, Coxim, Maracaju e Nova Andradina receberão R$ 1 milhão cada e Paranaíba receberá R$ 500 mil. Os valores serão destinados aos Fundos Municipais de Saúde.

O Fundo Nacional de Saúde deverá transferir os valor para os Fundos Municipais em até seis parcelas. Municípios deverão prestar contas sobre a aplicação dos recursos por meio do Relatório Anual de Gestão.

Fonte: Correio do Estado

 

A Prefeitura de Novo Horizonte do Sul através da Gerência Municipal de Saúde juntamente com a Coordenação de Controle Vetores de Novo Horizonte do Sul, faz um alerta aos moradores da nossa cidade, que calor e chuva faz com que aumente os focos do mosquito aedes aegypti transmissor da dengue, chikungunia e zica.

Vamos evitar essas doenças nesse próximo verão!

Não deixem água parada e nem depósitos que possam conter água sem a devida proteção, limpem quintais e terrenos vazios.

A prevenção é o maior remédio. Vamos todos juntos combater o mosquito!

Nesta SEXTA-FEIRA | dia 07 de dezembro MULTIRÃO CONTRA A DENGUE, coloque na frente de suas casas lixos e entulhos que acumulem água e que possa prolifera esse mosquito.

 

A alta rotatividade de médicos é considerada prejudicial em programas de atenção básica e saúde da família

Metade dos brasileiros (54%) que participaram do Mais Médicos não ficaram nem um ano e meio no programa. Os dados, obtidos via Lei de Acesso à Informação, são referentes ao período de 2013 a 2017.

A alta rotatividade dos profissionais preocupa especialistas, especialmente depois que Cuba anunciou a saída do programa. O governo de Havana não aceitou as condições impostas por Jair Bolsonaro (PSL), que incluíam revalidação do diploma e mudanças na forma de remuneração.

Para efeito de comparação, mais da metade dos cubanos ficava mais de dois anos e meio no Mais Médicos.
O entra e sai de médicos é mais expressivo em São Paulo e Mato Grosso, onde sete a cada dez participantes deixou o programa em até um ano e meio –em SP, 40% não ficaram nem 12 meses.

A maioria dos desistentes (58%) atuava em periferias de capitais e regiões metropolitanas e áreas consideradas de extrema pobreza. É justamente neste último grupo de municípios que estava fatia significativa dos cubanos (35%, contra 25% do Brasil).

Para evitar distorções, foram desconsiderados os profissionais que participaram da parceria do Mais Médicos com o Provab. O programa, extinto em 2016, dava bônus nos concursos de residência médica para aqueles que trabalhassem um ano na atenção básica. Também não foram contabilizados os brasileiros formados no exterior que não fizeram a prova de revalidação do diploma.

Segundo especialistas consultados, o perfil dos integrantes do Mais Médicos é de recém-formados, que querem trabalhar por um ou dois anos antes de começar a residência. Muitos deles se graduaram em instituições privadas e contrataram financiamentos para arcar com as mensalidades, em geral elevadas.

"Hoje temos uma legião de médicos que saem da faculdade com dívida muito alta. A preocupação deles é o pagamento da dívida, ou o abatimento. Então, depois de um ano e meio ganhando R$ 11 mil [valor aproximado da bolsa], eles vão embora", diz Mauro Ribeiro, presidente em exercício do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Outra hipótese a ser considerada são as condições de trabalho oferecidas em áreas mais afastadas e periferias de grandes cidades, onde a estrutura das unidades de saúde muitas vezes é precária.

"As dificuldades do local, da qualidade de vida, as condições de trabalho inadequadas certamente podem ser fatores. É um mercado com pleno emprego. O médico suporta durante um tempo, mas depois a pessoa sai, vai fazer residência", diz Mário Scheffer, professor da USP e autor do estudo Demografia Médica 2018, que traçou o perfil dos profissionais da medicina.

A alta rotatividade de médicos é considerada prejudicial em programas de atenção básica e saúde da família, em que o acompanhamento dos pacientes por longos períodos é fator importante.

"Não é o ideal, mas considerando a dificuldade histórica de fixar médicos no interior, que não é só do Brasil, [o governo] tem que trabalhar com essa característica [da rotatividade], pensar em como se garante a reposição [das vagas] e fazer com que a assistência seja adequada", diz Scheffer.

O "entra e sai" de médicos é ainda pior em municípios afastados e distritos de saúde indígena. Na UBS da terra indígena Massacará, em Euclides da Cunha (BA), os índios kaimbé lamentam a saída dos cubanos. A UBS está sem médico e não há previsão de substituição.

Segundo o cacique Edicarlos de Jesus, 46, antes dos cubanos os médicos não paravam no posto, que atende 1.175 índios, em sete aldeias. "Os brasileiros passavam uma temporada e saíam. Chegava a trocar três vezes por ano. E nisso a gente ficava meses sem nenhum médico", afirma Edicarlos, que é lavrador.

O médico cubano estava havia três anos no posto. "Ele conhecia todo mundo, essa é a qualidade do cubano. O brasileiro, quando a comunidade menos esperava, ia embora", conta.

O agente de saúde e presidente do conselho local, Narciso Gonçalvez, afirma que os médicos brasileiros, além de ficarem pouco tempo no cargo, faziam vários trabalhos ao mesmo tempo.

"Eles estavam aqui dois dias por semana. Nos outros, faziam plantão em cidades vizinhas. Faltavam, chegavam atrasados, sempre tinha um imprevisto. Já os cubanos estavam aqui direto."

Segundo o secretário de saúde de Euclides da Cunha, o enfermeiro Claudio Lima, esses postos são sempre os últimos a serem preenchidos.

"Quando a gente contrata pelo município a rotatividade é enorme, às vezes saem em três meses", diz. Ele se preocupa com os novos médicos do programa. "Até agora se apresentaram 7, dos 16. É a primeira vez que vamos ter brasileiro com CRM aqui. Eu receio que eles não fiquem muito tempo", afirma.

Em situação parecida, a cidade de Juruá (AM), a 24 horas de barco de Manaus, tinha até esta quinta-feira (29) três vagas abertas no programa –e nenhum médico interessado em ocupá-las.

Outros 26 municípios ainda não tinham perspectiva de preencher todas as vagas após uma semana das inscrições do novo edital do Mais Médicos, aberto na semana passada para preencher os postos vagos após a saída dos cubanos. "Todo médico que vem aqui só quer ficar por 15 dias ou com salários mais altos", relata a secretária de saúde de Juruá, Nádia Teixeira.

Levantamento feito pela Folha com base em lista do Ministério da Saúde mostra que, até às 18h desta quinta (29), todas as 151 vagas ainda disponíveis estavam em municípios de maior vulnerabilidade socioeconômica ou distritos sanitários indígenas.

A dificuldade no preenchimento desses postos, no entanto, contrasta com a alta adesão registrada. Das 8.517 vagas ofertadas, 8.366 já foram ocupadas, segundo o Ministério da Saúde.

Balanço do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, porém, aponta que essa adesão pode ter deixado ao menos outras 2.844 vagas abertas nas unidades de saúde. O número corresponde aos médicos que já atuavam no Programa Saúde da Família antes de se inscreverem para o Mais Médicos.

Outra preocupação dos secretários está nos relatos que vem sendo recebidos sobre possíveis desistências de inscritos. "Há uma falsa ideia de que a intenção manifesta nas vagas supostamente preenchidas vai se transformar imediatamente em médico presente em todos os lugares e que eles lá permanecerão. Quem acha isso tem total desconhecimento da realidade", diz Scheffer, da USP.

Segundo a professora da UnB (Universidade de Brasília) Leonor Pacheco, para mudar essa realidade é preciso investir nos programas de formação em saúde da família. Segundo ela, mais universidades têm focado a atenção básica, mas ainda é preciso melhorar. "As pessoas não podem achar que só é bacana ser cirurgião plástico. É bacana ser médico da família, é bacana estar na comunidade."

Em nota, o Ministério da Saúde diz que "está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba".

Segundo a pasta, vagas não preenchidas devem ser direcionadas a um segundo edital, previsto para ser lançado após 14 de dezembro.

Sobre a alta rotatividade de profissionais, disse que são lançados editais periódicos para cobrir desistências e que é oferecida "remuneração diferenciada" aos participantes.

Fonte: Correio do Estado

 

 

De 151 vagas, 68 ficavam em áreas com até 20% da população em extrema pobreza e 83 em Dseis

NATÁLIA CANCIAN - BRASÍLIA, DF - Desde a saída dos médicos cubanos do Mais Médicos, o município de Juruá, no interior do Amazonas, vive um cenário de alerta na saúde.

"Ficou o caos. Estamos mantendo o auxílio com base em enfermeiros e no único médico que temos, mas que também atende urgência e emergência e não pode ficar em tempo integral", diz a secretária de saúde do município, Nádia Teixeira.

Localizado a 24 horas de distância da capital do estado, Manaus, e com acesso apenas por barco e lancha, a cidade de até 14 mil habitantes tinha até esta quinta-feira (29) três vagas abertas no programa -e nenhum médico interessado em ocupá-las.

"Quando vi o edital, já sabia que sairíamos prejudicados. Todo médico que vem aqui só quer ficar por 15 dias ou com salários mais altos", relata.

Além de Juruá, outros 26 municípios ainda não tinham perspectiva de preencher todas as vagas após uma semana das inscrições.

Em comum, são municípios de mais difícil acesso e com maior nível de pobreza -fatores que acabaram deixando para que ficassem em último na escolha de profissionais.

Levantamento feito pela Folha de S.Paulo com base em lista do Ministério da Saúde mostra que, até às 18h desta quinta, todas as 151 vagas ainda disponíveis estavam em municípios de perfis 7 e 8 -considerados no edital como áreas de maior vulnerabilidade.

Deste total, 68 vagas estavam em municípios onde 20% da população ou mais apresenta situação de extrema pobreza, com renda inferior a R$ 89 mensais.

Já outras 83 ficavam em áreas de Dseis (distritos sanitários indígenas), que até então tinham a maioria dos postos ocupados por médicos cubanos.

Excluídos, dois municípios não tinham recebido nenhum médico interessado em ocupar as vagas: caso de Juruá e Jutaí, ambos no Amazonas.

Uma preocupação que se agrava com dados de balanço do Ministério da Saúde.

Apesar da corrida inicial por inscrições, desde segunda-feira (26), o percentual de vagas ocupadas no edital do Mais Médicos tem tido pouca variação -de 97% a 98%, o que mostra maior resistência em ocupar vagas nestes locais.

Para representantes das duas prefeituras ouvidas pela Folha, a distância em relação à capital e cidades maiores é o principal impeditivo para escolha das vagas.

"Desde que abriram as vagas, ao menos três médicos já entraram em contato comigo pedindo como era a distância", relata Kárita Mendes, secretária de saúde em Jutaí, cidade cujo tempo de deslocamento até Manaus varia de um a quatro dias.

Outro pedido tem sido por aumento: segundo Mendes, os mesmos três profissionais pediram por um pagamento maior -de R$ 11,8 mil, a proposta é que o valor subisse para R$ 20 mil a R$ 30 mil. "Mas não temos como pagar isso", diz.

Segundo Mendes, nos últimos anos, cubanos foram alguns dos poucos que aceitaram se fixar por mais tempo no local.

Sem outros médicos na atenção básica após a saída dos estrangeiros, unidades de saúde quase fecharam as portas.

A solução, diz Mendes, foi montar um sistema de "rodízio" com outros municípios até o fim do edital. Até esta quinta, porém, nenhuma das seis vagas havia sido preenchida.

MIGRAÇÃO

A dificuldade no preenchimento destas vagas, no entanto, contrasta com a alta adesão registrada no edital do programa.

Das 8.517 vagas ofertadas, 8.366 já foram ocupadas, segundo o ministério.

Balanço do Conasems, porém, aponta que essa adesão pode ter deixado ao menos outras 2.844 vagas abertas nas unidades de saúde.

O número corresponde ao total de médicos que já atuavam no Programa Saúde da Família antes de se inscreverem para atuarem no Mais Médicos.

Outra preocupação dos secretários está nos relatos que vem sendo recebidos sobre possíveis desistências de inscritos, informa Mauro Junqueira, presidente do conselho.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que "está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba".Segundo a pasta, vagas não preenchidas devem ser direcionadas a um segundo edital, previsto para ser lançado após 14 de dezembro, prazo final para que médicos inscritos se apresentem aos municípios.

Outra alternativa em discussão, informa, é a possibilidade de remanejamento dos médicos em atividade no Mais Médicos para outras localidades, como já ocorreu para atender a população em Roraima" durante o surto de sarampo."Outra iniciativa estudada é ampliar a participação de brasileiros com os alunos formados através do Fies (Programa de Financiamento Estudantil)", informa a pasta.

Para o ministério, o edital do Mais Médicos "tem mostrado que os profissionais brasileiros têm escolhido os municípios mais vulneráveis do país", uma vez que "apenas 17,3% escolheram vagas em capitais".

A pasta, porém, desconsidera que esse percentual corresponde o total de vagas ofertadas nestes locais -as primeiras a serem escolhidas no sistema. Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao Minuto

 

Estado vai perder 115 profissionais do programa Mais Médicos

Médicos cubanos, que participam do programa Mais Médicos, deixarão Mato Grosso do Sul no dia 27 de novembro. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Com isso, pelo menos, 115 postos de trabalho ficarão em aberto no Estado. Este é o número de vagas disponibilizadas no primeiro edital, divulgado pelo Ministério da Saúde, para repor os profissionais de Cuba, após o país cancelar acordo de cooperação com o Brasil.

O edital foi publicado na terça-feira (20). Nele, são ofertadas 8.517 vagas, disponibilizadas para 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Indígenas.

Em Mato Grosso do Sul, são 104 vagas para municípios e 11 para o Distrito Sanitário Indígena.
Neste primeiro edital, podem se inscrever médicos brasileiros e estrangeiros, que tenham registro no Conselho de Medicina do Brasil. As inscrições foram abertas às 8h de ontem e vão até as 23h59min de 25 de novembro. Há um sistema em que o médico deve acessar e fazer um cadastro. No ato de inscrição, o profissional escolhe o município disponível para a atuação.

Fonte: Correio do Estado

 

Governador disse que há médicos formados no exterior que querem trabalhar e não conseguem

Com a saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos, que vai desfalcar a saúde de Mato Grosso do Sul em 114 profissionais, o governador do Estado, Reinaldo Azambuja sugeriu que não seja exigido o Revalida de médicos brasileiros formados no exterior para atuarem no Brasil.

“Eu acho que é um ganho, porque tem muitos brasileiros que não conseguem trabalhar aqui porque não fizeram o Revalida. Como abriu uma exceção para os cubanos, que abra para os brasileiros formados no exterior”, disse o governador, durante agenda pública, na tarde de hoje.

Conforme o governador, o edital aberto para chamamento de novos médicos ajudará a "cobrir a lacuna deixada pelos cubanos", mas retirar a exigência do Revalida pode aumentar o número de profissionais. "Se abrir a exceção, acho que teremos um grande números de formandos que virão", afirmou Azambuja.

O acordo com o governo brasileiro foi rompido quarta-feira passada (14) pelas autoridades cubanas, que não concordaram com algumas exigências feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro e anunciaram a retirada dos médicos do País.

Em Mato Grosso do Sul havia 114 profissionais cubanos atuando pelo Mais Médicos.

Para ocupar as vagas deixadas pelos cubanos, novo edital do Mais Médico foi publicado hoje no Diário Oficial da União. Inicialmente, estão abertas vagas para os médicos brasileiros com inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) ou com diploma revalidado no país. No Estado, são 115 vagas.

Fonte: Correio do Estado

 

 

Vagas estão distribuídas em 46 cidades do interior e 7 Diseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) do Estado

Com 115 vagas distribuídas em 46 cidades do interior e 7 Diseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) de Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (20) edital para contratação por meio do programa Mais Médicos. Os profissionais substituirão os cubanos que estão deixando o Brasil, depois que o governo de Cuba decidiu encerrar parceria.

A publicação ocorre no dia seguinte ao anúncio do Ministério da Justiça de que serão ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 áreas indígenas, antes ocupadas por médicos cubanos.

O texto apresenta em detalhes os oito perfis das localidades que poderão ser escolhidas pelos profissionais que se candidatarem ao programa.

No Estado, por exemplo, há 11 municípios onde há percentual da população classificada como de extrema pobreza.

Veja a lista de cidades de MS que solicitaram contratações e o respectivo número de vagas:

ALCINOPOLIS 1
AMAMBAI 1
ANGELICA 1
ANTONIO JOAO 2
AQUIDAUANA 2
ARAL MOREIRA 1
BANDEIRANTES 2
BATAGUASSU 1
BELA VISTA 3
BONITO 2
BRASILANDIA 2
CARACOL 1
CHAPADAO DO SUL 3
CORGUINHO 1
CORONEL SAPUCAIA 2
CORUMBA 10
COSTA RICA 5
COXIM 6
DEODAPOLIS 4
DOIS IRMAOS DO BURITI 1
DOURADOS 9
ELDORADO 1
FIGUEIRAO 1
GLORIA DE DOURADOS 2
GUIA LOPES DA LAGUNA 1
IGUATEMI 3
ITAQUIRAI 1
IVINHEMA 2
JAPORA 2
JARAGUARI 1
JARDIM 2
JATEI 1
LADARIO 2
MUNDO NOVO 1
NOVA ANDRADINA 1
PARANHOS 3
PEDRO GOMES 2
PORTO MURTINHO 1
RIBAS DO RIO PARDO 1
RIO VERDE DE MATO GROSSO 4
SANTA RITA DO PARDO 2
SAO GABRIEL DO OESTE 2
SETE QUEDAS 3
SELVIRIA 1
SONORA 1
TACURU 3

Também há vagas abertas para Diseis:

DSEI AMAMBAI 3
DSEI ANTÔNIO JOÃO 1
DSEI AQUIDAUANA 2
DSEI CORUMBÁ 1
DSEI NIOAQUE 1
DSEI PARANHOS 2
DSEI TACURU 1

Médico presta atendimento em comunidade indígena (Foto: Arquivo)

Salário e inscrições – Os profissionais selecionados receberão salário de R$ 11.865,60 por 36 meses, contrato que pode ser prorrogado. Para o médico que se candidatar para trabalhar em áreas distantes, será repassada ajuda de custo para o médico que solicitar.

As vagas são para médicos brasileiros com inscrição no CRM (Conselho Regional de Medicina) e com diploma revalidado no país.

O Ministério da Saúde prevê que o médicos comecem a trabalhar em 3 de dezembro.

Os profissionais podem se inscrever no site maismedicos.gov.br.

Impasse - No dia 14 de novembro, o governo de Cuba divulgou nota anunciado a interrupção da cooperação técnica com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) que permite o envio de médicos para o Brasil. O comunicado cita "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras" feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) à presença dos médicos cubanos no Brasil.

O país caribenho envia profissionais para trabalhar nas regiões mais carentes do país desde 2013, quando a gestão de Dilma Rousseff (PT) criou o Mais Médicos.

Com a decisão do governo cubano, Mato Grosso do Sul deve perder ao menos 110 profissionais, conforme dados do Ministério da Saúde divulgados na semana passada. Todos eles atuam no interior.

O número de médicos cubanos no Estado corresponde a metade dos profissionais que atuam por meio do programa – 205 no total, segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde).

Fonte: Campo Grande News

 

Com dez médicos, Corumbá será a cidade mais afetada pela decisão do governo de Cuba

Pegos de surpresa com a decisão de Cuba de sair do programa Mais Médicos, gestores de municípios do interior de Mato Grosso do Sul temem um colapso na saúde pública, caso o governo federal não tome uma medida urgente para suprir as vagas dos médicos cubanos. Em cidades como Deodápolis, onde há quatro médicos de origem cubana, restará apenas um profissional para atender a população de 12.868 habilitantes.

“Não temos nenhum plano B, porque fomos pegos de surpresa. Estamos aguardando que o Ministério da Saúde tome alguma providência. Temos um plantonista no hospital, outro que pediu afastamento e outro que se aposentou. Talvez seja a situação mais grave do Estado. Nós temos quatro médicos cubanos que são exemplares, não há queixa nenhuma da população, são os melhores médicos que temos, é uma perda irreparável”, disse o prefeito Valdir Luiz Sartor, de Deodápolis.

Em São Gabriel do Oeste, há apenas dois médicos cubanos, mesmo assim,a saída deles preocupa a secretária municipal de Saúde, Michele Alves Pauperio. “Temos 10 unidades de básicas de saúde da família, em duas o atendimento é feito por cubanos. Nós não temos condições financeiras de repor médicos cubanos ao custo do médico brasileiro. A gente acredita que a vinda não será imediata. Como vamos ficar meses sem esses médicos? Estamos esperando que venha uma resposta do governo federal o quanto antes”, pontua.

Fonte: Correio do Estado

 

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