Geral (523)

Após crise envolvendo filho do presidente, advogado publicou texto que não menciona Bolsonaro

O ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, que está de saída do governo de Jair Bolsonaro, publicou um desabafo em seu Instagram na madrugada deste sábado (16).

"O desleal, coitado, viverá sempre esperando o mundo desabar na sua cabeça", diz um trecho do texto atribuído ao escritor Edgard Abbehusen.

Outro trecho diz: "Saímos de qualquer lugar com a cabeça erguida ao carregar no coração a lealdade."

Bebianno, no entanto, não cita o nome do presidente na publicação. Seu Instagram, cuja foto de perfil é ele ao lado de Bolsonaro, é privado e tem 10 mil seguidores.

Após uma semana turbulenta em que articulou para se manter no cargo, Bebianno decidiu deixar o governo. Ele recusou o convite para ocupar a diretoria de uma estatal ou um cargo menor na estrutura federal. O ministro teria dito que a oferta era uma demonstração de “ingratidão”.

Fonte: Noticias ao minuto

 

Desafio do novo presidente do partido é eleger diretórios definitivos até 28 de junho

O presidente regional do PSD, Antonio Lacerda, foi destituído do cargo com uma “canetada” do presidente nacional do partido, ex-ministro Gilberto Kassab, depois de fechar questão com os irmãos, senador Nelsinho Trad, e deputado federal Fábio Trad. Pelo acordo, Nelsinho assumirá imediatamente o comando do PSD em Mato Grosso do Sul com a missão de eleger diretórios municipais e estadual definitivos até o dia 28 de junho por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com o comando do PSD nas mãos de Nelsinho, fechou-se também o consenso para integrar o Fábio Trad e o deputado estadual Londres Machado para integrarem a direção partidária. Eles vão dividir o trabalho para reorganizar o PSD em todo o Estado até o dia 28 de junho. Além disso, preparar a legenda para as próximas eleições municipais, em 2020.

A definição da “derrubada” de Lacerda e da composição do novo comando do partido foi definido na reunião realizada na noite de terça-feira (12) em Brasília com Gilberto Kassab. “Temos a missão agora de construir os diretórios de todas as cidades”, declarou o senador.

Fonte: Correio do Estado

 

Mesmo sem ter valores específicos, a diretoria do Flamengo tem uma base de cálculo para as indenizações das famílias dos dez jogadores mortos no incêndio do alojamento no Ninho do Urubu, na última sexta-feira, em Vargem Grande.

A conta é extremamente subjetiva, ainda mais por se tratar de jovens em formação, com um futuro difícil de prever. Porém, o clube adotou referências para identificar uma média.

Acostumado a revelar ano a ano jogadores para o mercado do futebol, o Rubro-Negro, hoje, tem exemplos factíveis de jovens promissores que chegaram ao profissional e estouraram. O mais notável é Vinícius Júnior, que, aos 18 anos, está no Real Madrid e ganha mais de R$ 2 milhões por mês.

Outro caso de sucesso vindo da base é Lucas Paquetá, hoje no Milan. No clube italiano, ele vai receber na temporada quase R$ 8 milhões (algo em torno de R$ 600 mil por mês).

Os dois jogadores, porém, estão num patamar muito acima da média. No primeiro contrato profissional, por exemplo, passaram a receber o teto destinado aos jovens da base, de R$ 50 mil. Boa parte não passa dos R$ 10 mil em vencimentos, e os aumentos ao longo dos anos levam em consideração a progressão dentro de campo e convocações e jogos pela seleção.

Muitos, no entanto, chegam à idade limite para o profissional, não são aproveitados no time principal e acabam emprestados ou vendidos para clubes de menor expressão.

— É muito delicado. Pela idade dos meninos, a imprevisibilidade do futuro é grande. Não dá para saber se seria um novo Neymar ou um jogador comum — diz Luiz Fernando Leven Siano, especialista em direito internacional e esportivo.

Por isso, a conta não deve ser igual para todas as famílias. De acordo com o especialista, o clube deverá avaliar cada caso por parâmetros específicos, como tempo de casa no Rubro-Negro e presença em seleções das categorias de base. O goleiro Christian Esmério, por exemplo, atuou tanto pela sub-15 e quanto pela sub-17:

— Se os critérios forem justos, as famílias se sentirão acolhidas. Mas, se eu estivesse no clube, jogaria os valores para cima para evitar ações.

Especialista calcula até R$ 10 milhões por jogador

Em um cálculo rápido, o especialista em gestão de crises e em Direito Internacional e Leven Siano faz uma soma média de cerca de R$ 10 milhões por família, considerando um salário médio de R$ 50 mil ao longo de uma carreira de 18 anos.

Ele lembra que o peso de ser um jogador de base do Flamengo é muito diferente de um clube de segunda divisão, por exemplo. A conta deve ser feita tendo em vista que o jovem formado no rubro-negro teria mais chances no mercado do futebol.

E, ao contrário dos jogadores da Chapecoense, mortos num acidente de avião em novembro de 2016, o cálculo se torna mais complicado. Afinal, nenhum dos meninos do Flamengo tinha contrato profissional.

Independentemente das apurações da polícia e da Justiça, caso as famílias não concordem com os valores oferecidos pelo clube, elas poderão acionar o clube judicialmente.

— Dificilmente o clube escaparia de uma indenização milionária numa ação judicial. Ainda que o incêndio tivesse uma causa fortuita, como um raio, o Flamengo é responsável pelos meninos — explicou.

Fonte: Extra

 

A equipe de auxiliares de Bolsonaro tentará convencer o governo italiano a interceder junto à Santa Sé para evitar ataques diretos à política ambiental e social do governo brasileiro durante o Sínodo sobre Amazônia

Como parte de uma estratégia para combater a ação do que chama de "clero progressista", o Palácio do Planalto recorrerá à relação diplomática com a Itália, que vive um bom momento desde o esforço do presidente Jair Bolsonaro para garantir a prisão de Cesare Battisti. A equipe de auxiliares de Bolsonaro tentará convencer o governo italiano a interceder junto à Santa Sé para evitar ataques diretos à política ambiental e social do governo brasileiro durante o Sínodo sobre Amazônia, que será promovido pelo papa Francisco, em Roma, em outubro.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou neste domingo, 10, que o Planalto quer conter o que considera um avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo, como efeito da perda de protagonismo dos partidos de esquerda. Nos 23 dias do Sínodo, as discussões vão envolver temas como a situação dos povos indígenas e quilombolas e mudanças climáticas - consideradas "agendas de esquerda" pelo Planalto. O governo quer ter representantes nas reuniões preparatórias para o encontro em Roma.

A ação diplomática do Planalto terá várias frentes. Numa delas, o governo brasileiro quer procurar os representantes da Itália e do Vaticano no Brasil - Antonio Bernardini e d. Giovanni D'Aniello, respectivamente - para pedir a ajuda deles na divulgação dos trabalhos brasileiros nas áreas social, de meio ambiente e de atuação indígena. Serviria como contraponto aos ataques que o governo está certo que sofrerá no Sínodo, por ver influência de partidos de esquerda nesses setores. Os embaixadores do Brasil na Itália e no Vaticano também terão a missão de pressionar a cúpula da Igreja para minimizar os estragos que um evento como esse poderia trazer, dada a cobertura da mídia internacional.

Simpósio. Em outra ação diplomática, o Brasil decidiu realizar um simpósio próprio também em Roma e em setembro, um mês antes do evento organizado pelo Vaticano. Na pauta, vários painéis devem apresentar diferentes projetos desenvolvidos no País com intuito de mostrar à comunidade internacional a "preocupação e o cuidado do Brasil com a Amazônia". "Queremos mostrar e divulgar as ações que são desenvolvidas no Brasil pela proteção da Amazônia na área de meio ambiente, de quilombolas e na proteção dos índios", disse um dos militares do Planalto.

Em nota divulgada na noite de domingo, 10, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) afirmou que a Igreja Católica "não é objeto de qualquer tipo de ação", mas que existe preocupação "com alguns pontos da pauta do Sínodo". "Parte dos temas do referido evento tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional. Por isso, reiteramos o entendimento do GSI de que cabe ao Brasil cuidar da Amazônia brasileira."

Paresi. Também no Brasil o governo quer fazer barulho e mostrar projetos sustentáveis. O primeiro evento já será nesta quarta-feira, na aldeia Bacaval, do povo Paresi - a 40 quilômetros de Campo Novo do Parecis, no norte de Mato Grosso. Ali, será realizado o 1.º Encontro do Grupo de Agricultores Indígenas, que tem por objetivo celebrar a Festa da Colheita.

O evento já estava marcado, mas o governo Bolsonaro quer aproveitar o encontro para enfatizar o projeto de agricultura sustentável tocado pelos índios naquela região. Trata-se do plantio de dois mil hectares de soja sob o regime de controle biológico de pragas, ou seja, sem pesticidas. Mais de dois mil indígenas (dados do último censo do IBGE) têm se revezado também no plantio de milho, mandioca, abóbora, batata, batata-doce e feijão. A nova direção da Funai afirma que pretende incentivar projetos semelhantes em áreas onde os índios tenham interesse em plantar em suas terras.

A apresentação de projetos de extração legal de madeira, assim como o apelo às empresas estrangeiras para que só comprem material certificado, é uma outra ideia para divulgar trabalhos realizados no Brasil. Com isso, o governo espera abrir outra frente de contraponto ao que vê como tentativa de interferência externa na Amazônia e ataque a políticas governamentais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Noticias ao minuto

 

A ida da presidente da sigla à posse de Maduro dividiu opiniões no partido

A ida de Gleisi Hoffmann à posse de Nicolás Maduro, na Venezuela, foi tema de discussão entre a presidente do PT e o candidato derrotado do partido à Presidência, Fernando Haddad, em reunião da Executiva Nacional da legenda neste sábado, em São Paulo.

Último a falar, Haddad foi questionado por Valter Pomar, líder da corrente Articulação de Esquerda e aliado de Gleisi, sobre "declarações públicas" a respeito da ida da presidente do partido à posse de Maduro. Ele se referia a uma entrevista de Haddad ao jornal El País, na qual disse que não foi consultado sobre a viagem.

"O Valter Pomar falou sobre críticas públicas e eu perguntei se ele leu o que eu disse", explicou Haddad. "O que eu falei foi que não participei da discussão, depois percebi que ninguém tinha participado e que recebi pela imprensa a informação. Estou falando de um protocolo que precisa ser observado. Nem precisava me ouvir, mas ninguém foi ouvido. O que falei é que teve uma carga simbólica muito forte e sobre o problema de comunicação, sobre a forma como se comunica isso", disse o ex-prefeito de São Paulo depois da reunião.

Segundo relatos, durante o encontro Haddad teria argumentado que suas críticas à viagem de Gleisi foram de "método e não de mérito". Ainda na Executiva, Gleisi tomou o microfone e rebateu Haddad. "Eu discordo dele. Acho que não é só questão de método. Tem um fundo político nisso. O PT tem que discutir, mas já temos uma posição pública que é a defesa da autodeterminação dos povos, da soberania e do reconhecimento do resultado das eleições", disse a presidente do partido.

A ida de Gleisi à posse de Maduro dividiu opiniões no PT. Setores do partido reclamaram do fato de a presidente ter tomado a iniciativa sem consultar a direção e enxergaram no gesto de Gleisi um movimento rumo à esquerda petista e aos movimentos sociais em busca de apoio para a sua reeleição. O mandato de Gleisi termina este ano.

Neste domingo, a Executiva vai debater a forma de escolha da próxima direção. Alguns setores defendem a manutenção da eleição direta. Outros são favoráveis à eleição por meio de delegados para evitar denúncias de fraudes e irregularidades que marcaram as eleições internas anteriores.

A reunião deste domingo terá início com um relato do jornalista Breno Altman, que esteve na Venezuela e irá descrever o que viu no país de Nicolás Maduro. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: Noticias ao minuto

 

Segundo a Prefeitura do Rio, o clube decidiu reabrir o centro de treinamento em 2017 mesmo depois de ter sido lacrado pela Prefeitura

Por determinação da Secretaria de Fazenda, a Prefeitura do Rio lacrou o CT do Flamengo em outubro de 2017. A decisão foi tomada após o clube do Flamengo ter sido multado 30 vezes por falta de alvará de funcionamento.

O local pegou fogo nesta sexta-feira (8). Dez pessoas morreram no incêndio. Os nomes das vítimas não foram divulgados.

Segundo a Prefeitura do Rio, o clube decidiu reabrir o centro de treinamento em 2017 mesmo depois de ter sido lacrado pela Prefeitura.

A Prefeitura do Rio informa ainda que o Flamengo nunca pediu autorização ao governo municipal para instalação de prédios na área hoje atingida por incêndio.

A área em que o Rubro-Negro construiu o alojamento de suas categorias de base que pegou fogo tinha permissão da prefeitura para funcionar apenas como estacionamento. A Folha apurou que a autorização foi concedida no ano passado. Pelo menos 10 pessoas morreram no incêndio.

O Flamengo ainda não se manifestou sobre o assunto. A Prefeitura do Rio divulgou em nota que a atual licença do CT tem validade até oito de março de 2019.

"A área de alojamento atingida pelo incêndio não consta do último projeto aprovado pela área de licenciamento, em 05/04/18, como edificada. No projeto protocolado, a área está descrita como um estacionamento. Não há registros de novo pedido de licenciamento da área para uso como dormitórios", diz a prefeitura, que informou também que irá abrir " um processo de investigação para apurar as responsabilidades".

Segundo informações iniciais, entre as vítimas estão funcionários do clube e jogadores das categorias de base. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o incêndio às 5h17 e atingiu a ala mais velha do CT, que servia de alojamento para as categorias de base e recebia jogadores de 14 a 17 anos de idade. As chamas foram controladas às 6h. Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

 

O projeto de Moro criminaliza o caixa 2 nas campanhas eleitorais e endurece penas para crime organizado e corrupção

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, atendeu a reivindicações de governadores e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello e, dois dias depois de apresentar o pacote anticrime, anunciou mudanças no texto. O projeto de Moro criminaliza o caixa 2 nas campanhas eleitorais e endurece penas para crime organizado e corrupção.

Nesta quarta-feira, 6, Moro apresentou o texto a cerca de cem deputados, na Câmara, em encontro promovido pela Frente Parlamentar de Segurança. A reunião ocorreu a portas fechadas, mas deputados do PSL e do PSOL ignoraram o sigilo e transmitiram parte dela ao vivo em suas redes sociais.

No seu primeiro teste político no Congresso, Moro afirmou aos deputados que o pacote anticrime não tem ideologia e os convocou a apoiar o texto. "É uma proposta de responsabilidade do governo e do Congresso", disse o ministro.

A tentativa da oposição de constranger Moro com perguntas sobre investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi frustrada. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), chegou a ser vaiado por criticar o ministro. "O senhor Moro vai falar até as 16 horas para não responder as perguntas?", gritou.

Os governistas reagiram pedindo "mais respeito" e que o colega parasse com "a palhaçada". "O clima não foi dos melhores porque ele fala uma hora e escuta um minuto. Ele precisa entender que deixou de ser juiz da Lava Jato", disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Moro pediu desculpas pela demora em sua apresentação e disse que está de portas abertas para receber os deputados que tiverem interesse em dialogar com ele sobre o tema.

Mudanças

No Supremo, ministros como o decano Celso de Mello apontaram falhas que já levaram Moro a fazer alterações na proposta. Uma delas obrigará o titular da Justiça a encaminhar dois e não um projeto ao Congresso. Isso para evitar erro de procedimento, uma vez que nem todas as mudanças propostas podem ser feitas por lei ordinária.

Moro também aceitou alterar alguns pontos, após acatar sugestões de governadores feitas a ele em reunião na segunda-feira. A primeira delas prevê que as audiências de presos em estabelecimentos fora da comarca devem ocorrer "obrigatoriamente" por videoconferência. O texto original usava o termo "preferencialmente".

Além disso, Moro fez um acréscimo no trecho segundo o qual o juiz deve negar liberdade provisória a presos em flagrante que forem reincidentes ou integrantes de organização criminosa. Agora, a regra irá se estender a presos em flagrante por porte de arma de fogo de uso restrito em circunstâncias que indiquem ser membro de grupo criminoso.

Outro ajuste permitirá que presos fiquem mais de três anos em penitenciárias de segurança máxima. Na versão original essa medida era "excepcional". No total, o projeto altera 14 leis do Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos e Código Eleitoral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: A Critica

 

Deputado federal mais votado em Minas, o ministro patrocinou um esquema de candidaturas laranjas no estado.

Em ato assinado em conjunto com o ministro Sergio Moro (Justiça), o presidente Jair Bolsonaro voltou a nomear Marcelo Álvaro Antônio para o cargo de ministro do Turismo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (7).

Deputado federal mais votado em Minas, o ministro patrocinou um esquema de candidaturas laranjas no estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara. O caso foi revelado pela Folha de S.Paulo na última segunda-feira (4).

No mesmo dia da revelação do caso, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, afirmou que o caso deve ser investigado. Segundo ele, se os órgãos de investigação confirmarem a existência da irregularidade em relação ao ministro, trata-se de uma denúncia grave. Bolsonaro foi eleito sob a promessa de combater qualquer tipo de desvio na máquina pública.

Álvaro Antônio havia sido exonerado nesta quarta-feira (6) do cargo na Esplanada para tomar posse como deputado federal, cargo para o qual foi eleito em outubro pelo PSL de Minas.

Inicialmente sem explicações, sua saída gerou desconfianças sobre se teria relação com o esquema de candidaturas laranjas. Após a divulgação de sua exoneração, o ministro foi às redes sociais explicar que se tratava de decisão temporária para assumir mandato na Câmara e que retornaria no dia seguinte.

Nesta quarta-feira, Álvaro Antônio foi ao plenário da Câmara em cadeira de rodas, permaneceu apenas o tempo necessário para que fosse cumprido o protocolo da posse e depois deixou a Casa. Ele disse que realizou uma cirurgia na perna.

No período eleitoral, após indicação do PSL de Minas, presidido à época pelo próprio ministro, o comando nacional do partido de Bolsonaro repassou R$ 279 mil a quatro candidatas do estado.

Apesar de figurarem entre os 20 candidatos do PSL no país que mais receberam dinheiro público, essas quatro mulheres tiveram desempenho insignificante. Juntas, receberam pouco mais de 2.000 votos, em um indicativo de candidaturas de fachada, em que há simulação de alguns atos reais de campanha, mas não empenho efetivo na busca de votos.

Sobre o teor da reportagem da Folha de S.Paulo, o ministro Marcelo Álvaro Antônio afirmou, por meio da assessoria, que "a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei" e que "refuta veementemente a suposição com base em premissas falsas de que houve simulação de campanha com laranjas no partido."

A reportagem da Folha de S.Paulo visitou as cidades de Ipatinga, Governador Valadares, Timóteo e Coronel Fabriciano, na região do Vale do Rio Doce, leste de Minas Gerais, e investigou as informações prestadas por elas à Justiça Eleitoral.

Dos R$ 279 mil repassados pelo PSL, ao menos R$ 85 mil foram parar oficialmente na conta de quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje ministro de Bolsonaro.

Esse é o caso, por exemplo, de Lilian Bernardino, candidata a deputada estadual em Governador Valadares. Ela é próxima a Haissander Souza de Paula, que foi assessor do gabinete parlamentar de Álvaro Antônio de dezembro de 2017 ao início deste ano, quando o deputado assumiu o Ministério do Turismo. Haissander hoje é secretário parlamentar do suplente de Álvaro Antônio na Câmara, Gustavo Mitre, do PHS.

Lilian recebeu da direção do PSL R$ 65 mil de recursos públicos, declarou ter gasto todo esse valor e obteve apenas 196 votos. No mesmo dia ou poucos dias depois de ter recebido as verbas, ela repassou boa parte para quatro empresas que têm ligações com o ministro do Turismo.

Um total de R$ 14,9 mil foi para duas empresas de comunicação de um irmão de Roberto Silva Soares, conhecido como Robertinho Soares, que foi assessor do gabinete de Álvaro Antônio e coordenou sua campanha no vale do Rio Doce. Outros R$ 10 mil foram direcionados para uma gráfica de uma sócia do irmão de Robertinho.

Houve também pagamento de R$ 11 mil à empresa de Mateus Von Rondon Martins, de Belo Horizonte, responsável pela divulgação do mandato de Álvaro Antônio e hoje assessor especial do Ministério do Turismo.

Lilian declarou gasto de R$ 2.500 com o secretário do PSL em Ipatinga, Edmilson Luiz Alves, que, segundo o que informou a candidata à Justiça Eleitoral, fez atividades de militância e mobilização de rua para a campanha.

À Folha de S.Paulo, Edmilson, que coordenou o comitê de campanha do PSL na região, disse nunca ter visto a candidata.

"Em Valadares eu não acompanhei ninguém", afirmou, dizendo que jamais assinou recibo eleitoral de serviços para Lilian. "Não, não conheço essa Lilian não. Nem o telefone dela eu tenho."

Um dia após a Folha de S.Paulo procurar ouvir os envolvidos, Edmilson ligou de novo dizendo ter se lembrado do trabalho. Segundo ele, sua tarefa consistiu em intermediar a contratação para Lilian de uma empresa de disparo de mensagens de WhatsApp.

Ele não soube explicar por que o nome dele, e não da suposta empresa, aparece na prestação. Também se comprometeu a passar o nome e o contato dessa empresa, mas não fez isso até a conclusão desta reportagem.

A reportagem da Folha de S.Paulo procurou Lilian por telefone e em endereços de Valadares em que teria morado, mas não conseguiu contato. Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

 

Também está em jogo o comando das comissões permanentes e mistas do Congresso

O Senado vai se reunir hoje (6) à tarde para eleger os dez cargos vagos da Mesa Diretora. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), articulou um acordo com os partidos para que o PSDB e o Podemos fiquem com as vice-presidências, o PSD, o MDB e o PSL ocupem três das quatro secretarias.

Se o acordo for fechado, a eleição da Mesa será em votação única, ao contrário da eleição do presidente que exigiu duas sessões e teve até anulação. Se não houver acordo, a votação será feita cargo por cargo. O acerto passa pela articulação envolvendo o PT, PP, PDT e PSB.

Além da distribuição de cargos na Mesa Diretora, também está em jogo o comando das comissões permanentes e mistas do Congresso. PSDB e MDB têm interesse em ficar com a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), considerada a mais importante por ser onde começa a tramitação de propostas legislativas.

Depois da definição da Mesa Diretora, o próximo debate será em torno do comando das comissões permanentes do Senado. Alcolumbre convocou reunião de líderes, na próxima terça-feira (12), para escolha dos presidentes das comissões - as mais cobiçadas são a CCJ e a de Assuntos Econômicos (CAE).

Fonte: Correio do Estado

 

Trabalho uniu polícia internacional, de São Paulo e Santa Catarina

O serviço de inteligência da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul foi responsável por localizar nesta segunda-feira (4) Sérgio de Arruda Quintiliano, de 36 anos, o ‘Minotauro’, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Superintendente da PF no Estado, Cléo Mazzotti destacou nesta terça-feira (5) que um trabalho conjunto de seis meses foi necessário para que os mandados de prisão emitidos por São Paulo fossem cumpridos.

“Foi um trabalho conjunto com a polícia internacional, do Paraguai, as forças públicas de segurança do Estado de Mato Grosso do Sul e uma intensa troca de informações que possibilitaram a prisão realizada na segunda”, informou Mazzotti.

Minotauro estava na Avenida Atlântica, em um apartamento de luxo, quando foi preso. Ele é um dos narcotraficantes mais procurados pela polícia do Brasil e do Paraguai e apontado como o mandante de diversos assassinatos na fronteira, entre eles de Jorge Rafaat e do policial civil Wescley Vasconcelos.

Sérgio também é acusado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e de ser integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), em Pedro Juan Caballero.

O criminoso tentou controlar o crime na fronteira depois que Jarvis Chimenes Pavão foi extraditado para o país vizinho e seu principal concorrente, Elton Leonel Rumich da Silva, conhecido como “Galán”, também ter sido preso no Brasil em fevereiro do ano passado.

Os policiais apreenderam com o suspeito 100 mil dólares, dinheiro em espécie, celulares e um carro de luxo.

Fonte: Midiamax

 

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