Geral (542)

O ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun (MDB-MS) foi o primeiro a visitar o ex-presidente Michel Temer, preso em uma sala na superintendência da Polícia Federal no Centro do Rio de Janeiro (RJ). “Está sendo trado muito bem, com respeito. Está muito triste, mas confiante na Justiça”, disse Marun em entrevista.

Marun já tinha se manifestado a respeito da prisão do ex-presidente nesta quinta. “É mais um lamentável caso de exibicionismo do Judiciário. Ainda não tenho conhecimento do processo, detalhes do caso, mas posso afirmar, sem medo de errar, que se trata de mais um caso de exibicionismo”.

Prisão

Na sentença que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer (MDB), o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, afirmou que o emedebista “é o líder da organização criminosa a que me referi, e o principal responsável pelos atos de corrupção aqui descritos”. A organização a qual o magistrado se referiu atua há 40 anos no Rio de Janeiro.

Temer foi preso em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (21) por agentes da Polícia Federal do Rio de Janeiro. O ex-presidente já está na aeronave que o levará para o Rio de Janeiro, onde prestará depoimento.

Fonte: Midiamax

 

O massacre de Suzano, que deixou 10 mortos e 11 feridos, tinha ainda mais requintes de crueldade, já que os atiradores e o terceiro envolvido, um adolescente de 17 anos tinham como plano, além das mortes estuprar várias alunas da Escola Estadual Raul Brasil.

O relatório da polícia, que tem ao menos 10 provas que comprovam que o adolescente de 17 anos estaria envolvido no planejamento do massacre a escola. É feito o pedido de apreensão do garoto.

No relatório da Polícia Civil consta conversas entre os três, em que revelam o planejamento do crime. “Eu e o Taucci iríamos um pra cada lado com facas. Eu ia executar os namorados primeiro (os que ficam mais escondidos), e ele, o povão lá do meio do pátio”, detalhou o menor em uma mensagem.

Para o estupro, eles iam deixar as meninas nuas no meio do pátio e depois executá-las, “A gente ia deixar o corpo de uma forma humilhante, e fazer coisas a mais, para o crime ficar inesquecível”, estava escrito na mensagem.

Quando um dos garotos respondeu na mensagem, que o massacre ganharia repercussão se ocorressem estupros, um deles respondeu “era a intenção”. “Nos baseamos em alguns jogos para pensar nisso, tipo matar uma galera na frente de uma mina [sic], e esfaquear quem ela gosta e deixar uma amiga de refém”, disse na conversa.

O adolescente também enviou mensagem a Guilherme Taucci Medeiros, 17 anos, um dos atiradores, após o ataque no Raul Brasil. “Teve um tiroteio dentro da escola viado. Mano, dois adolescentes. E eles se mataram. Taucci, um dos atiradores tinha um machado igual ao seu”, disse.

Segundo a polícia, o garoto teria ajudado os atiradores Guilherme Taucci e Luiz Henrique de Castro, 25, a planejar o ataque. Contudo, os investigadores não acreditam que ele esteve na escola onde o crime aconteceu.

No dia do ataque, o atirador Guilherme Taucci teria reconhecido a irmã do adolescente apreendido nesta terça-feira (19) nos corredores do Raul Brasil e a poupou de uma agressão. A Polícia Civil descobriu também que o celular usado pelo adolescente suspeito é fruto de um roubo a residência ocorrido em novembro de 2015. O documento com as provas é assinado pelos delegados Alexandre Dias e Jaime Pimentel.

Nesta terça-feira (19), o menor foi ouvido em audiência de apresentação no Fórum de Suzano. A juíza Erica Marcelino Cruz manteve a decisão de deixar o adolescente internado por 45 dias em uma unidade da Fundação Casa.

Fonte: Midiamax

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou as primeiras buscas e apreensões no âmbito do inquérito sigiloso que apura ataques e divulgação de notícias falsas (fake news) contra os ministros da Corte nas redes sociais. Nesta quinta-feira (21), são cumpridos mandados nos estados de São Paulo e Alagoas.

Ontem (20), Moraes designou dois delegados para auxiliar na condução das investigações. São eles: Alberto Ferreira Neto, chefe da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal; e Maurício Martins da Silva, da Divisão de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo.

Na decisão, Moraes disse que o inquérito tem dois alvos: o vazamento de documentos sigilosos e a suposta existência de um esquema de financiamento para divulgação em massa nas redes sociais de mensagens para “lesar a independência do Poder Judiciário e o Estado de Direito”.

A abertura do inquérito foi anunciada na quinta-feira (14) pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, no início da sessão plenária, quando Moraes foi definido relator do caso. A medida foi tomada após o Supremo ter sido alvo de manifestações sobre a decisão que definiu a competência da Justiça Eleitoral para julgar crimes de corrupção conexos a eleitorais.

PGR pede esclarecimentos
Na semana passada, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo a procuradora, a portaria na qual a investigação foi instaurada não esclareceu quais pessoas devem ser investigadas. Além disso, cabe ao Ministério Público realizar tais investigações, e não ao Judiciário, ressaltou a procuradora.

Ao menos um ministro do STF, Marco Aurélio Mello, criticou publicamente a abertura do inquérito por inciativa da Corte. Para ele, caberia ao MP conduzir a investigação. Ele criticou ainda o fato de Moraes ter sido designado por Toffoli como relator, sem que houvesse sorteio entre todos os ministros do Supremo.

Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) manifestaram apoio à abertura da investigação.

Fonte: Midiamax

 

A Mega-Sena sorteia, nesta quarta-feira (6), o prêmio acumulado de R$ 80 milhões. O sorteio do concurso 2131 será realizado às 20h (horário de Brasília), no Caminhão da Sorte que está estacionado na Avenida Emílio Chechinato, em Itupeva (SP).

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) desta quarta, em qualquer lotérica do país e também no Portal Loterias Online. Clientes com acesso ao Internet Banking Caixa podem fazer suas apostas pelo seu computador pessoal, tablet ou smartphone. Para isso, basta ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos.

O serviço funciona das 8h às 22h (horário de Brasília), exceto em dias de sorteios, quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.

Para jogar pela internet, no Portal Loterias Online, o apostador precisa ser maior de 18 anos e efetuar um pequeno cadastro. O cliente escolhe seus palpites, insere no carrinho e paga todas as suas apostas de uma só vez, utilizando o cartão de crédito. O valor mínimo da compra no Portal (que pode conter apostas de todas as modalidades disponíveis no site) é de R$ 30,00 e máximo de R$ 500,00 por dia.

Outra opção é o Bolão Caixa, disponível apenas nas unidades lotéricas, para apostadores que queiram dividir cotas com outras pessoas. Na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 10,00, mas cada cota não pode ser inferior a R$ 4,00. É possível realizar um bolão de no mínimo 2 e no máximo 100 cotas.

Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica, informando os números da aposta e a quantidade de pessoas que participarão. Também é possível comprar cotas de bolões organizados pelas próprias Unidades Lotéricas. Neste caso, poderá ser cobrada uma Tarifa de Serviço adicional de até 35% do valor da cota.

Fonte: Ivinoticias

 

Mulher teria sofrido bullying quando criança e chegou a afirmar que tiroteio em sala de aula seria ‘divertido’

 

'Esses caras são os meus herois, eles ganharam o meu respeito, mas eu teria matado mais, teria matado diretores e alguns professores'. Essa foi uma das frases publicadas por mulher, que não será identificada na matéria, a respeito do ataque de atiradores que deixou 10 mortos em Suzano, interior paulista.

A mulher publicou sua opinião sobre o assunto em seu perfil no Facebook. Outras frases controversas escritas por ela foram 'às vezes a melhor solução contra o bullying é entrar matando geral' e ‘seria divertido um tiroteio em sala de aula’, em publicações em modo público. Todas já foram apagadas.

Em seu perfil, ela aparece como natural e moradora de Campo Grande. A mulher costuma publicar sua revolta contra maus-tratos a animais e se diz ativista pela causa.

Ataque seria 'divertido', disse a mulher sobre tragédia em Suzano
Seus amigos na rede social se dizem surpresos e preocupados com o teor agressivo das postagens. Uma das pessoas consultadas pela reportagem do TopMídiaNews afirmou que estudou com a jovem e que ela teria sofrido com bullying provocado por outros alunos.

“Então, se for pensar no porquê, acho que é por isso. Mas nem vi essa publicação, [...] ela fala o que pensa às vezes, sem se segurar, mas nunca mal. É bem defensora dos animais, mas nada de ruim assim, não... mas sofreu com muito bullying mesmo”, opina a colega, que prefere não se identificar.

Apologia ao crime

Apesar da liberdade de expressão ser garantida em Constituição Federal, há limites que, ultrapassados, permitem a classificação de uma opinião em incitação ou apologia ao crime.

Conforme o portal Canal de Ciências Criminais, a apologia é a defesa um fato criminoso, de um crime já ocorrido ou o autor de um crime, de forma pública.

Segundo os artigos 286 e 287 do Código Penal, para ambos a pena é de detenção, ou seja, não existe a privação da liberdade em um regime fechado e haverá o enquadramento apenas em regime semiaberto ou aberto.

Massacre em Suzano

Dois jovens atacaram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã de quarta-feira (13) e mataram oito pessoas, sendo cinco alunos, duas funcionárias do colégio e um comerciante fora do local. Como noticiou o portal G1, um dos assassinos em seguida atirou no comparsa e se suicidou.

Os assassinos Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, eram ex-alunos do colégio. Também há registro de 11 feridos.

Fonte: Topmidianews

 

Ator, que está na próxima novela da Globo, mandou recado a Jair Bolsonaro em entrevista ao colunista Leo Dias

Apoiador histórico do PT, o ator José de Abreu, 72 anos, que se autoproclamou presidente do Brasil no Twitter, deu uma entrevista ao colunista Leo Dias neste domingo (17).

Nela, ele fala sobre a repercussão que isso causou dentro e fora das redes sociais. O ator chegou a ser recebido por uma multidão de fãs ao desembarcar no aeroporto do Rio de Janeiro, em 8 de março.

"Fiquei muito assustado porque é uma repercussão imensa, né? E não para. Em todo lugar que eu vou as pessoas dizem 'presidente, posso tirar uma foto?'. Porque aqui no Rio ninguém tira uma foto com ator. Só turista pede. Mas com o presidente está todo mundo tirando foto. Fiquei até assustado!", disse Zé de Abreu.

"As pessoas estão adorando a minha presidência. É só coraçãozinho vermelho na internet. Está tudo muito lindo. E é uma coisa de carinho. A sensação que eu tenho é que furou uma bolha em que as pessoas estavam muito tristes. Com essa coisa do Bolsonaro, milicianos, perseguição aos gays, e no Carnaval todo mundo mandando ele tomar naquele lugar... E eu acho que tudo isso veio por causa dessa presidência que eu faço de comédia e as pessoas mesmo sabendo que era falso, deu uma esperança de que poderia ser verdadeiro. E está virando uma lenda!", afirmou.

O ator, que estará na próxima novela das 21h da Globo, ainda aproveitou a entrevista a Leo Dias para mandar um recado a Jair Bolsonaro:

"Vai embora pra casa. Bolsonaro, vai brincar de arminha na sua casa, ao lado de seu vizinho miliciano, porque a presidência não é pra você. Você não tem capacidade nem pra ser síndico de condomínio, que dirá presidente da república de um país tão maravilhoso quanto o Brasil. Vai se benzer, vai aprender a amar. Essa família (Bolsonaro) é ódio. Esse deve ter sido um pai super ausente porque os filhos fazem o que querem. São todos adultos, mas parecem um monte de criança tirando ministro, colocando ministro. Mas o que que é isso? Isso é falta de decoro! O Brasil não merece uma coisa dessa que estamos vivendo".

Fonte: Noticias ao minuto

 

A Quina teve 60 apostas ganhadoras

Nenhuma aposta acertou o prêmio principal do concurso 2.134 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite desse sábado, no Caminhão da Sorte estacionado na cidade de Itupeva, em São Paulo.

Foram as seguintes as seis dezenas sorteadas: 06 - 21 - 34 - 46 - 54 – 59.

A Quina teve 60 apostas ganhadoras, cada uma vai pagar um prêmio de R$ 39.699,48. A Quadra registrou 4.157 acertadores, que vão receber, cada um, R$ 818,57.

De acordo com a Caixa, a estimativa de prêmio para o próximo concurso, na quarta-feira (20), é de R$ 33 milhões.

Fonte: Agencia Brasil

 

A Quina teve 60 apostas ganhadoras

Nenhuma aposta acertou o prêmio principal do concurso 2.134 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite desse sábado, no Caminhão da Sorte estacionado na cidade de Itupeva, em São Paulo.

Foram as seguintes as seis dezenas sorteadas: 06 - 21 - 34 - 46 - 54 – 59.

A Quina teve 60 apostas ganhadoras, cada uma vai pagar um prêmio de R$ 39.699,48. A Quadra registrou 4.157 acertadores, que vão receber, cada um, R$ 818,57.

De acordo com a Caixa, a estimativa de prêmio para o próximo concurso, na quarta-feira (20), é de R$ 33 milhões.

Fonte: Agencia Brasil

 

PL faz parte do cronograma de ações da campanha "Por Respeito, Por Direitos, Por Justiça, Pelas Mulheres" do parlamentar

O deputado estadual Coronel David (PSL) apresentou nesta terça-feira (12) um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa, que proíbe agressores de mulheres condenados pela Lei 11.340 (Lei Maria da Penha) a ingressarem na Administração pública direta e indireta.

"Estamos no mês de comemoração ao Dia Internacional da Mulher e nada mais justo que presenteá-las com um Projeto de Lei propositivo no que se refere ao combate a violência contra a mulher. Sabemos que Mato Grosso do Sul tem inúmeros casos de feminicídio e outros tipos de violência, por isso apresentamos esse projeto que visa impedir a nomeação de cargos efetivos ou em comissão de todos os agressores que tenham sua sentença transitada em julgado pela Lei Maria da Penha. Estamos fechando o cerco contra esses covardes agressores que agridem mulheres. Esses covardes tem um inimigo e esse inimigo se chama Coronel David”, cravou o deputado.

"Por Respeito, Por Direitos, Por Justiça, Pelas Mulheres"
Como forma de enfrentamento a todos os tipos de violência e injustiças contra a mulher, o deputado estadual Coronel David (PSL) iniciou na semana passada, desde o dia (8), data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a campanha “Por Respeito, por Direitos, por Justiça, Pelas Mulheres”.

Trata-se de uma mobilização que irá propagar durante todo o mês de março, por meio das redes sociais e com a comunidade em geral, ações que destaquem o respeito às mulheres, a prevalência de seus direitos, o combate a todas as formas de assédio e violência, seja física, psicológica, moral, sexual, ou de gênero, fazendo Justiça e levando culpados à cadeia.

“Sabemos que as mulheres vivem um momento de transformação, destaque, empoderamento e posicionamento nas esferas sociais, políticas e econômicas, sobretudo, nota-se que Mato Grosso do Sul é um dos Estados com maior crescimento no número de agressões e assassinato de mulheres, além da impunidade ser uma infeliz realidade local. Por isso, enquanto parlamentar e representante da segurança pública me senti na obrigação de mobilizar, criar ações que façam um alerta e busquem a prevenção, ou ajudar mulheres a se livrarem das agressões, rompendo o ciclo de violência e colocando covardes atrás das grades. Se através desta campanha, desta pequena atitude, pudermos salvar ao menos uma vida, nosso trabalho terá valido a pena”, disse Coronel David.

Fonte: Jornal da Nova

 

Aliados também criticaram publicação obscena feita pelo presidente em uma rede social

DANIEL CARVALHO E ANGELA BOLDRINI - BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Integrantes da oposição e aliados de Jair Bolsonaro (PSL) reagiram nesta quarta-feira (6) às publicações obscenas feitas pelo presidente em uma rede social.

Opositores defenderam a necessidade de "intervenção psíquica" e disseram que vão representar criminalmente por "crime de divulgação, sem o consentimento da vítima, de cena de sexo, nudez ou pornografia".

Aliado de Bolsonaro, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) afirmou que a publicação é "incompatível com a postura de um presidente, ainda mais de direita", e a classificou como "bola fora".

"Há muitas boas razões para criticar o Carnaval, não faltam problemas que poderiam ser evidenciados e evitados. Isso não justifica mostrar uma obscenidade para milhões de famílias por meio de uma rede social sob o pretexto de criticar a festa. Isso não é postura de conservador", escreveu o parlamentar.

Um dia depois de ter compartilhado em sua conta oficial do Twitter um vídeo em que um homem aparece dançando após introduzir o dedo no próprio ânus e um outro rapaz surge urinando na cabeça do que dançava, Bolsonaro publicou na manhã desta Quarta-Feira de Cinzas uma pergunta: "O que é golden shower?"

"Acho que tem mais praticante do que pessoas que conhecem a terminologia", afirmou aos risos o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), sobre o fetiche de urinar na frente de um parceiro ou sobre ele.

O senador disse acreditar que a intenção de Bolsonaro era chamar a atenção "para essas coisas sem limites".

"O objetivo dele foi dizer que parcela da população perdeu seus limites morais, de cidadania. Vai muito no estilo Jair Bolsonaro de comunicação. Ele simplesmente vem mantendo o estilo de comunicação direta", afirmou Olímpio, para quem não houve quebra de decoro e as publicações não são uma cortina de fumaça para as críticas de que Bolsonaro foi alvo durante o Carnaval em várias cidades.

Filipe Garcia Martins, assessor especial internacional do Palácio do Planalto, evocou o ex-presidente americano Theodore Roosevelt para argumentar que Bolsonaro recorreu ao "bully pulpit" (púlpito intimidador, em tradução livre) para postar o vídeo nas redes. O termo se refere a um palanque de destaque para se manifestar e ser ouvido, no caso a rede social em que o presidente tem 3,47 milhões de seguidores.

"Theodore Roosevelt dizia que a Presidência da República é um 'bully pulpit', uma posição pública que permite falar com clareza e com força sobre qualquer problema. Foi o que o Presidente @jairbolsonaro fez ao expor o estado de degeneração que tomou nossas ruas nos últimos dias", escreveu Martins.

"Se uma mulher se ajoelhasse para um homem heterossexual e este fizesse xixi na cabeça dela, as feminazis diriam que se trata de subjugar a mulher. Sendo um gay, pode?? Pois é, o problema não está no delito, mas Presidente ter compartilhado... Sei....", escreveu a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) em sua conta no Twitter.

Políticos petistas disseram que vão acionar Bolsonaro judicialmente.

"Vamos representar Jair Bolsonaro pelo vídeo que postou. A lei 13.718, recentemente aprovada, tipifica o crime de divulgação, sem o consentimento da vítima, de cena de sexo, nudez ou pornografia", escreveu no Twitter o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

Nas regras do Twitter, que incluem a política de privacidade e os termos de serviço que os usuários têm que respeitar para usar a plataforma, há uma série de diretrizes sobre conteúdo adulto.

"Consideramos conteúdo adulto qualquer mídia que seja pornográfica ou destinada a causar excitação sexual. Alguns exemplos incluem, mas não estão limitados a representações de: nudez total ou parcial, incluindo closes dos órgãos genitais, nádegas ou seios; simulação de ato sexual; ou relação sexual ou qualquer outro ato sexual envolvendo seres humanos, representações de animais com características humanas, desenhos, hentai ou animes", dizem as regras do Twitter.

Mídias com conteúdo adulto devem ser marcadas como mídia sensível, o que não foi feito inicialmente no vídeo de Bolsonaro. Dessa forma, a depender do rigor da análise do Twitter, o presidente pode sofrer alguma punição, que pode variar desde a retirada do conteúdo do ar até a suspensão da conta, caso seja entendido que ele cometeu grave infração.

Cerca de duas horas após a publicação do vídeo foi colocada a marcação de mídia sensível, que funciona como um filtro prévio que requer que o usuário confirme que deseja ver o conteúdo.

A lei 1.079 da Constituição Federal, que dispõe sobre os crimes de responsabilidade, inclui entre os crimes contra a probidade na administração "proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo".

Líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que, apesar da indecência das publicações, não acredita que isto seja suficiente para um processo de impeachment.

"Claramente ele infringiu a lei 1.079. Mas, por mais indecente, de todos os pontos de vista da indecência, que seja o presidente da República, esta publicação ainda não é o bastante para afastar alguém que teve 56 milhões de votos. Mas ele passou de todos os limites do razoável", afirmou o senador, que também disse não ser possível solicitar exame de sanidade mental de Bolsonaro.

"Se fosse nos Estados Unidos, caberia ao Congresso pedir um exame de sanidade do presidente. Como não há este instituto no direito brasileiro, não cabe. Toda pessoa sabe que existem limites. A representação exige a postura para o exercício da função. Esse caso é de desrespeito à instituição Presidência da República. E também desrespeito ao país, à cultura nacional. O presidente da República, visivelmente, precisa de intervenção psíquica", disse Randolfe.

Apesar disso, uma hashtag pedindo o impeachment de Bolsonaro era a mais comentada do Twitter na manhã desta quarta-feira.

O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), criticou o presidente na mesma linha.

"Estamos diante de um quadro psiquiátrico grave e, politicamente, desastroso", afirmou.

Fonte: Noticias ao minuto

 

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