Corrupção (15)

A demora por uma reação consistente por parte de Flávio Bolsonaro está causando "grande desconforto" entre setores do governo

A falta da apresentação de uma justificativa "plausível" para os depósitos de R$ 96 mil na conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, incomodou integrantes da equipe do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Nesse sábado, 19, Flávio visitou o pai no Palácio da Alvorada. Havia a expectativa de que o parlamentar desse explicações após o encontro.

A demora por uma reação consistente está causando "grande desconforto" entre setores do governo. Além do grupo de Moro, militares não escondem o incômodo, apesar de manterem a defesa enfática do presidente. Para eles, esta "não é uma crise do governo", mas há a avaliação de que a repercussão sobre as movimentações atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) pode atingir a imagem do presidente.

Um dos interlocutores de Bolsonaro ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo afirmou que continua valendo "a máxima de que a mulher de César não precisa apenas ser honesta, mas tem de mostrar que é honesta".

Entre os interlocutores próximos do presidente, era esperado que, ainda na tarde deste sábado, Flávio se manifestasse sobre o relatório do Coaf revelado na sexta-feira pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

Segundo a reportagem, o Coaf detectou 48 depósitos suspeitos feitos em dinheiro na conta pessoal do deputado, no valor total de R$ 96 mil. Os repasses foram feitos entre junho e julho de 2017 em um caixa eletrônico da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O jornal O Estado de S. Paulo mostrou neste sábado que as investigações do caso Coaf começaram há seis meses e envolvem esquemas suspeitos de "lavagem de dinheiro e ocultação de bens".

Reação

Parte do governo avalia que o objetivo da investigação do Ministério Público do Rio é atingir a imagem de Bolsonaro. Desde a sexta-feira, o presidente tem se mostrado "chateado" com o que considera "ataques" contra seu filho.

Para um grupo próximo a Bolsonaro, a cada hora que passa sem explicações, a contaminação acaba sendo inevitável.

Em sua página no Facebook, Flávio Bolsonaro atacou o Ministério Público do Rio dizendo que seu sigilo bancário foi quebrado "sem autorização judicial" e "vazados propositalmente".

"A história que inventaram sobre os depósitos em minha conta, querendo insinuar que possuem alguma relação com meu ex-assessor, é uma mentira deslavada que terei o prazer de derrubar com provas reais e documentais", escreveu o senador eleito.

Fonte: Noticias ao minuto

 

Marco Aurélio Mello, relator do caso envolvendo o filho do presidente, diz que vai assinar a decisão em 1º de fevereiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, relator do caso envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o seu ex-assessor Fabrício Queiroz, disse que vai assinar a decisão sobre ação movida pelo filho do presidente Jair Bolsonaro já no dia 1º de fevereiro.

"Já na sexta-feira, pela manhã, assinarei a decisão – sexta, dia 1º de fevereiro”, disse o ministro ao blog da jornalista Andréia Sadi, do 'G1'.

"O Supremo não pode variar, dando um no cravo outro na ferradura. Processo não tem capa, tem conteúdo. Tenho negado seguimento a reclamações assim, remetendo ao lixo."

"Não é antecipação de decisão. É só coerência com o que, até aqui, fiz", concluiu Marco Aurélio.

O ministro rejeitou pedidos anteriores parecidos com o que foi feito por Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira (17).

Fonte: Noticias ao minuto

 

Nathalia atuava como personal trainer no mesmo período em que trabalhava para Bolsonaro, de dezembro de 2016 a outubro de 2018

O gabinete do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Câmara dos Deputados atestou frequência total de sua ex-assessora Nathalia Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, mencionado em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Como revelou a Folha de S.Paulo, Nathalia atuava como personal trainer no mesmo período em que trabalhava para Bolsonaro, de dezembro de 2016 a outubro de 2018. A frequência é atestada pelo gabinete ou pelo parlamentar, por meio eletrônico. No período acima, não houve registros de faltas injustificadas ou licenças.

A reportagem obteve a frequência da ex-assessora por meio de um pedido com base na Lei de Acesso à Informação.

Os secretários podem trabalhar em Brasília ou no estado de representação do deputado, contanto que cumpram a carga horária de 40 horas semanais.

A personal trainer também aparece no relatório do Coaf que identificou movimentações financeiras atípicas no total de R$ 1,2 milhão por parte de seu pai, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro.

Nathalia também trabalhou como assessora do filho do presidente. Em 2007, aos 18 anos, começou a atuar na vice-liderança do PP, de Flávio, onde ficou até fevereiro de 2011. De agosto do mesmo ano até dezembro de 2016, esteve lotada em seu gabinete.

Residente no Rio de Janeiro, as redes sociais de Nathalia giravam em torno de sua atuação como professora de educação física –nas academias cariocas e na praia. Havia registros, inclusive, de aulas com famosos, como os atores Bruno Gagliasso, Bruna Marquezine e Giovanna Lancellotti.

Após ser contatada pela reportagem, a ex-assessora apagou as redes sociais -agora retomadas apenas para amigos.

A reportagem questionou o presidente eleito sobre a função exercida pela personal trainer em seu gabinete. "Ah, pelo amor de Deus, pergunta para o chefe de gabinete. Eu tenho 15 funcionários comigo", respondeu.

A reportagem ligou diversas vezes para Jorge Oliveira, que chefiava o gabinete no período em que Nathalia era funcionária de Jair Bolsonaro, mas não obteve resposta. Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

 

Que o pagamento de diárias a políticos de Mato Grosso do Sul é um peso a mais nos cofres públicos não é novidade. A verba é paga a servidores como ressarcimento aos dias ‘trabalhados’ fora dos municípios onde atuam, mas acaba servindo de canal para que alguns façam dela um ‘pé de meia’, às custas dos impostos do contribuinte.

Tem vereador usando congressos realizados pela UCV (União das Câmaras de Vereadores) para incrementar seu salário. “Vereador vai para Campo Grande, pega diária e coloca o dinheiro no bolso”, denuncia o vereador de Ivinhema Juliano Ferro (PR).

“Isso é dinheiro público, tem que haver mais critério e controle dos órgãos fiscalizadores. A Justiça tem que estar mais atenta a essas situações, não é justo com o povo que paga tanto imposto para ter vereador enriquecendo por aí”, lamenta.

Ele também questiona o teor e a frequência dos encontros. “Vereador vai para a Capital uma, duas vezes por mês para estudar a lei. Isso tem que ser tarefa de casa, obrigação de todo mundo que é eleito é se adaptar às mudanças da lei, não tem necessidade”, cobra.

Após o recesso parlamentar, ele promete usar a Tribuna da Câmara Municipal para ‘chamar a atenção’ dos colegas para o problema e promete levar a questão ao MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). “Já deveriam ter averiguado isso faz tempo”, disse.

A reportagem tentou ouvir o presidente da União das Câmaras, Jeovani Vieira (PSDB), mas até a publicação deste material, as ligações não foram atendidas.

Farra das diárias

E a situação é bem mais comum do que se imagina, tanto que o MP-MS ajuizou mais uma ação civil pública para apurar pagamentos irregulares e enriquecimento ilícito por parte de vereador, desta vez em Bonito, distante 300 km de Campo Grande.

O motivo, o mesmo. Segundo os autos, denúncia anônima informava haver uma “farra de diárias” na Câmara Municipal da cidade, em decorrência dos deslocamentos dos parlamentares para participarem de congressos na Capital.

Segundo a denúncia, vereadores recebiam um valor total para diária, com tudo incluso, como hospedagem e alimentação. Todavia, muitas vezes, eles viajavam e voltavam no mesmo dia, não usando o valor total da diária. Nesses casos, os vereadores chegavam a ficar com os valores que ‘sobravam’ dessas diárias, enriquecendo ilicitamente.

O promotor João Meneghini Girelli diz que a própria lei gera improbidade, ao não prever pagamento fracionado dos valores quando há deslocamento, mas não pernoite. “Até a própria lei fere princípios da administração pública, tais como a moralidade e a eficiência”, pontua.

Fonte: Midiamax

 

Procuradoria ainda não se manifestou sobre índicios apontados pela PF contra o presidente da Câmara

Quase dois anos depois de a Polícia Federal apontar a existência de indícios de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) até hoje não se manifestou sobre eventual denúncia ou arquivamento do caso.

Com apoio do PSL, partido do governo de Jair Bolsonaro, o deputado tenta se reeleger para ficar mais dois anos no cargo.

O inquérito sobre o caso foi concluído no fim do mandato do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em fevereiro de 2017.

Desde que assumiu o comando da PGR, em setembro de 2017, a substituta dele, Raquel Dodge, pediu algumas providências, mas até agora não apresentou acusação formal ou encerrou o caso.

A PGR afirmou à reportagem que a investigação "não ficou parada" e que "a análise dos autos revelou a necessidade de complemento de diligências apuratórias, o que foi feito diretamente pelo órgão".

"Por uma questão de estratégia de investigação, aguardou-se a disponibilização de elementos de corroboração que apenas recentemente foram disponibilizados. O inquérito continua em análise e, tão logo haja uma decisão, as providências cabíveis serão adotadas pela PGR", diz nota do órgão.

O inquérito foi aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) em maio de 2016 e está em sigilo. Por esse motivo, o Ministério Público Federal diz não poder dar detalhes do caso.

Assim que Dodge se manifestar, o Supremo vai decidir o futuro de Maia e se acolherá pedido da procuradora-geral para que vire réu ou para que se arquive o caso.

O relator do inquérito é o ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato na corte.

De acordo com relatório da Polícia Federal, o parlamentar prestou favores à empreiteira OAS em troca de doações eleitorais.

A investigação teve como base supostas mensagens de celular trocadas entre Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora, e Maia.

Reportagem da Folha de S.Paulo de 2016 revelou que, no celular de Pinheiro, havia mensagens de uma pessoa identificada como Rodrigo Maia com pedidos de doação, encontros e conversa sobre projetos do Congresso.

"A doação de 250 vai entrar?", diz mensagem de um número identificado como o do deputado do DEM, em 17 de setembro de 2014.

Em 26 de setembro, ele reitera: "Se tiver ainda algum limite pra doação, não esquece da campanha aqui".

Naquele mesmo mês, o então presidente da OAS encaminha para um destinatário desconhecido outra mensagem supostamente recebida de Rodrigo Maia.

"Saiu MP nova. Trata de programa de desenvolvimento da aviação regional. Prazo de emenda até 8/8". Léo Pinheiro completa com um comentário: "Vamos preparar emendas".

A OAS fez doações naquele ano para César Maia, pai do presidente da Câmara, que foi candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Desde que os autos do inquérito voltaram para a PGR, novas informações da Lava Jato do Paraná também foram adicionadas.

Também se aguardou o andamento de acordos de colaboração que estavam em negociação, porque havia a expectativa de que seriam úteis no caso.

Léo Pinheiro, preso em Curitiba, tenta assinar uma delação premiada.

Oito executivos da empreiteira que trabalhavam no setor responsável pelo caixa dois e pelos repasses de propinas da construtora já tiveram seus acordos homologados pelo Supremo.

Os ex-funcionários não ocupavam a cúpula da OAS, mas, por atuar na área de movimentação ilegal de dinheiro, conhecida internamente como controladoria, forneceram documentos que podem permitir a comprovação de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

Desde o início das investigações, Maia sempre afirmou que nunca recebeu vantagem indevida para apreciar qualquer matéria na Casa.

Tem dito também que, ao longo de seus cinco mandatos de deputado federal, sempre votou "de acordo com a orientação da bancada ou com a própria consciência."

Maia também é investigado por repasses recebidos da Odebrecht. Ele apareceu na delação premiada de executivos da empreiteira.

Além das explicações do episódio específico, a PGR informou de forma genérica que os inquéritos são trabalhados de acordo com determinados critérios de "natureza fática" ou "jurídica", como as investigações nas quais ocorreria a perda de foro perante o Supremo Tribunal Federal. Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

 

O titular da pasta é descrito como pessoa-chave para as transações e que detinha controle sobre a destinação dos recursos aplicados

FÁBIO FABRINI - Documentos de fundos de pensão, sob análise do MPF (Ministério Público Federal) em Brasília, mostram que o ministro da Economia, Paulo Guedes, atuou como uma espécie de fiador de negócios suspeitos de fraude, feitos por uma de suas empresas com entidades de previdência patrocinadas por estatais. Guedes tem dito que não tinha papel de protagonista nessas transações.

Segundo relatórios da Funcef, fundação previdenciária dos empregados da Caixa, a experiência de Guedes como economista compensaria a falta de segurança e de garantias dos investimentos.

O ministro é descrito como pessoa-chave para as transações e que detinha controle sobre a destinação dos recursos aplicados. Caberia a ele, segundo os documentos, "participar ativamente das estratégias de investimento e desinvestimento".

Guedes é alvo de três investigações, abertas pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República no Distrito Federal, para apurar indícios de gestão fraudulenta ou temerária ao captar e aplicar, a partir de 2009, R$ 1 bilhão de sete fundos de pensão.

Entre eles, além da Funcef, estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios). O dinheiro foi aportado nos fundos de investimento em participações (FIPs) BR Educacional e Brasil de Governança Corporativa, por ele criados, e usado em projetos diversos.

Como noticiou a Folha de S.Paulo em outubro, a suspeita é que transações com os recursos tenham gerado ganhos excessivos para o economista, em detrimento das entidades que injetaram o dinheiro, responsáveis pela aposentadoria complementar de milhares de empregados das estatais.

Na época, elas eram capitaneadas por executivos ligados ao PT e ao MDB. Para administrar os recursos, Guedes criou a BR Educacional Gestora de Ativos.

Segundo as investigações, apesar da alta cifra captada, a empresa não tinha nenhum histórico de atuação no mercado, tendo, em 2009, obtido recentemente autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para operar.

Além da falta de experiência da gestora, a primeira empresa a receber investimentos, a BR Educação Executiva S.A., era, segundo investigadores, "de prateleira".

Havia sido criada em abril de 2009 por um escritório de advocacia especializado em vender CNPJs. Constavam como sócios dois funcionários da banca, os quais figuram como responsáveis por inúmeras outras firmas.

Segundo as investigações em curso, a empresa foi destino de R$ 62,5 milhões do FIP BR Educacional. Não tinha patrimônio líquido, histórico de faturamento ou qualquer outra garantia.

A BR Educação Executiva teve o nome alterado para HSM. Guedes atuou nas duas pontas do negócio. Foi nomeado presidente do conselho administrativo da empresa, que recebeu os recursos dos fundos de pensão. Ao mesmo tempo, ele era sócio majoritário da gestora, que decidia o destino do dinheiro.

Para os investigadores, esse duplo papel pode configurar um conflito de interesses, o que será aprofundado durante as investigações.

Guedes foi intimado a depor na Procuradoria duas vezes, mas as oitivas foram desmarcadas pelos investigadores na primeira ocasião e pelo ministro na segunda. Ele alegou problemas de saúde.

Em petição enviada à força-tarefa Greenfield – grupo de procuradores responsável pelo caso –, a defesa do economista disse que ele "não detinha participação na operacionalização cotidiana dos investimentos em questão, à qual cabia às equipes técnicas da gestora".

O roteiro do investimento de R$ 62,5 milhões, iniciado em 2009, terminou em 2015 com um prejuízo de R$ 22 milhões aos fundos de pensão (em valores atualizados pela Selic, a taxa básica de juros da economia), de acordo com os cálculos de técnicos que auxiliam a força-tarefa.

O valor inicialmente aportado foi usado para comprar a empresa HSM do Brasil, voltada para cursos e palestras para executivos. O pagamento foi feito a um grupo com sede em Delaware, paraíso fiscal dos Estados Unidos.

Do total investido, R$ 50,2 milhões foram pagos como ágio sobre as ações por se tratar da compra de uma marca.

Em 2011, dois anos após o desembolso, um documento da empresa registrou que esse mesmo ativo, a marca, valia cerca de 10% do que fora pago (R$ 5,1 milhões).

Segundo os técnicos que auxiliam a força-tarefa, a desvalorização é fundamental para compreender as perdas que esse projeto causou aos fundos de pensão.

Entre 2012 e 2013, parte das ações da HSM foi vendida e outra parte trocada por participação na Gaec Educação. Na ocasião, segundo os documentos sob análise dos investigadores, a empresa tinha alto endividamento e risco de insolvência.

Os investigadores sustentam que o fundo de investimentos administrado por Guedes pagou valor bem mais alto do que outros acionistas pelas ações na Gaec. Elas foram vendidas mais adiante, entre 2013 e 2015, resultando no prejuízo estimado de R$ 22 milhões.

A Procuradoria em Brasília também investiga os investimentos feitos pelo FIP Governança Corporativa, que aplicou em 2010 R$ 112,5 milhões em recursos de fundos em um grupo de infraestrutura, a Enesa. O negócio, concluído no início de 2018, deu perda total às entidades de previdência.

Nesse caso, a suspeita é que o dinheiro aportado tenha escoado para acionistas do grupo por meio de distribuição irregular de dividendos.

No início de 2018, um laudo constatou que a Enesa havia perdido o valor de mercado e o FIP de Guedes vendeu por simbólicos R$ 100 mil as ações que havia adquirido por R$ 112,5 milhões.

Dezenas de perguntas sobre os aspectos dessas transações foram preparadas pela força-tarefa, mas ainda não há data para o depoimento de Guedes.

Um dos objetivos dos investigadores é saber se, de fato, a gestora de ativos do ministro acompanhou adequadamente o negócio malsucedido, pois recebia comissões altas para isso.

OUTRO LADO

A defesa de Paulo Guedes reafirmou "a legalidade e a correção de todos os investimentos dos fundos que, diga-se de passagem, têm sido lucrativos aos cotistas, incluindo os fundos de pensão".

Em nota, os advogados do ministro, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, informaram que já foi apresentada ao Ministério Público Federal "vasta documentação e petição comprovando a diligência, a lisura e a lucratividade dos investimentos".

"O ministro, aliás, se colocou à disposição dos órgãos investigatórios para esclarecimento de quaisquer pontos que ainda se fizessem necessários."

A Gaec afirmou que passou a ser, "apenas a partir de 23 de março de 2013", controladora da HSM, "instituição de educação corporativa brasileira que promove a HSM Expo, o maior evento de educação corporativa da América Latina".

Procurada pela reportagem, a Enesa não se pronunciou. Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

 

Ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) falou pela primeira vez nesta quarta-feira (26)

O motorista Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), afirmou em entrevista ao jornal SBT Brasil nesta quarta-feira (26) que parte da movimentação atípica de R$ 1,2 milhão feita por ele vem da compra e venda de carros.



"Eu sou um cara de negócios, eu faço dinheiro, compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, sempre fui assim, gosto muito de comprar carro de seguradora, na minha época lá atrás, comprava um carrinho, mandava arrumar, revendia, tenho uma segurança."

É a primeira vez que Queiroz fala publicamente sobre o caso das movimentações atípicas identificadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) desde que o caso veio à tona, em 6 de dezembro, na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Um relatório produzido pelo Coaf em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio indicou a movimentação financeira atípica de Queiroz quando trabalhou com o então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), que é filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Na entrevista, Queiroz não quis detalhar a origem do dinheiro que movimentava. "Esse mérito eu queria explicar para o MP (Ministério Público)", disse.

O ex-assessor, no entanto, faltou a depoimentos no MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) para explicar a movimentação atípica em sua conta.

A Promotoria afirmou que a defesa de Querioz disse que ele "precisou ser internado para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos". Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao minuto

 

Falta de explicações de ex-assessor de Flávio Bolsonaro deixa os parlamentares em alerta

Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado e senador eleito Flávio Bolsonaro, faltou pela segunda vez, nesta sexta-feira (21), a um depoimento marcado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para ouví-lo sobre a movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em sua conta, conforme apontou um relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras).

De acordo com a coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo”, a falta de explicações alimenta desconfianças no Congresso Nacional. Preocupados, parlamentares aliados ao novo governo acreditam que a oposição usará o “caso Queiroz” para pressionar Jair Bolsonaro já no início do seu mandato, em janeiro.

Flávio não voltou a conversar com Queiroz após encontrá-lo no início do mês, logo quando as suspeitas do Coaf vieram à tona.

Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz (Reprodução / Instagram / Flávio Bolsonaro)

Fonte: Noticias ao minuto

 

Ele já sido alvo de operação da PF, na qual foi preso Breno Solon Borges

Tiago Vinícius Vieira, chefe de quadrilha de traficantes de armas ligada à organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios e que estava forarigo desde maio, quando fugiu da Penitenciária Máxima de Campo Grande com ajuda de um policial militar, foi preso no fim da tarde de ontem (11), no Rio de Janeiro.

O megatraficante é velho conhecido da polícia de Mato Grosso do Sul. No ano passado, ele já planejava fugir, mas operação Cerberus, da Polícia Federal impediu um plano. A ação envolveu Breno Fernando Solon Borges, de 37 anos, filho da desembargadora afastada Tânia Garcia de Freitas Borges. Conforme a polícia descobriu na época, a quadrilha planejava resgatar Tiago durante escolta para consulta médica.

Ontem, o megatraficante foi preso em cumprimento de mandado de prisão, na cidade do Rio de Janeiro. Recentemente, ele foi condenado a mais 14 anos de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro, na ação resultante da operação da Polícia Federal. Nesta mesma ação, Breno Solon Borges foi condenado a mais de 9 anos de prisão.

Conforme informações da PF, a princípio, Tiago estaria no Rio de Janeiro usando documentos falsos. Ele recebia apoio de integrantes de sua organização criminosa, tanto para escondê-lo como no auxílio para negociações envolvendo venda de armas e munições na cidade.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, policiais encontraram e apreenderam várias “balinhas” de ecstasy, correntes e relógios de ouro, celulares importados e veículos em nome de terceiros. Os produtos seriam fruto das atividades ilícitas praticadas pela quadrilha.

Tiago foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. De lá, ele foi levado para a o Presídio de Benfica, onde é feita a triagem de presos para o Sistema Penitenciário Carioca.

FICHA EXTENSA

No ano passado,Tiago Vinícius Vieira ele já planejava, mas o plano foi descoberto e impedido. Segundo informou a PF na época, a ação seria violenta, portanto, haveria morte de agentes penitenciários. Ainda segundo investigações, Breno Borges era o mentor dessa associação e responsável pela tomada das principais decisões.

Na casa da namorada de Tiago, foram encontradas uma pistola, munições e R$ 8 mil. Dinheiro que, segundo a Polícia Federal, seria usado durante o resgate do preso. As investigações começaram em março, quando o líder da organização criminosa planejou tentativa de fuga da Penitenciária de Três Lagoas, com uso de uma pistola calibre .380.

Após esta primeira tentativa, o presidiário foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima da Capital. Ele, então, passou a contar com o apoio de sua namorada e outros três comparsas para contrabandear armas de fogo, além de planejar nova tentativa de fuga e possível assassinato de agentes penitenciários.

Antes disso, em 2010, Tiago foi preso depois de participar de um assalto ao shopping Norte Sul Plaza, em que foram roubados R$ 3,8 mil em dinheiro, além de diversas peças de joias. O roubo ocorreu no mês de maio e movimentou a polícia local. Mas, foi um plano frustrado, pois alguns dos envolvidos acabaram presos horas após o crime.

Na época, a polícia classificou o grupo, do qual Tiago era membro, como uma quadrilha especializada em grandes assaltos, pois a ação havia sido planejada com um mês de antecedência e buscava vários alvos na Capital.

No dia 19 de maio deste ano, ele fugiu da Penitenciária de Segurança Máxima da Capital. Acompanhado de outros quatro detentos, eles serraram as grades da cela e pularam a muralha do presídio com auxílio de uma escada improvisada, feita de tecidos. Todos os outros foram recapturados, menos Tiago. Um policial militar foi afastado sob suspeita de ajudar.

Fonte: Correio do Estado

 

Ação também ocorre na casa da irmã do senador, Andréa

A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (11) mandados de busca e apreensão em imóveis de Aécio Neves (PSDB-MG) e Andréa Neves, sua irmã, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Não há ordem de prisão. A ordem foi autorizada pelo Ministro Marco Aurelio Mello, do STF.

 

Também são alvos dos mandados de busca da PF os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ) e Benito da Gama (PTB-BA) e os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN).

A procura de documentos é baseada na delação premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos da JBS, do grupo J&F, afirmam que repassaram de cerca de R$ 100 milhões em propina a Aécio Neves, nos anos de 2014 e 2017.

A Operação Ross é um desdobramento da Operação Patmos.

Fonte: Noticias ao minuto

 

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