Brasil (236)

Principal reivindicação da classe é a retirada dos encargos tributários sobre o óleo diesel

Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) convocou os caminhoneiros autônomos do País a participar de paralisação nacional a partir das 6h desta segunda-feira (21) contra os impostos sobre o óleo diesel. Segundo a entidade, a decisão foi tomada após a espera por uma resposta do Governo Federal que, conforme a associação, não teria, até o momento, tomado qualquer iniciativa em relação aos pleitos feitos pela categoria.

O presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes, disse que a principal reivindicação é a retirada dos encargos tributários sobre o óleo diesel. A entidade protocolou na segunda-feira (14) ofício na Presidência da República e na Casa Civil pedindo que o governo zerasse a carga tributária sobre operações com óleo diesel e também promovesse a isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a receita da venda interna de óleo diesel a ser usado pelo transportador autônomo de cargas.

"A necessidade que temos é essa, e a nossa perspectiva é levar isso até o fim", disse Lopes, ressaltando que a paralisação não tem data para terminar. "Estamos taxativos e objetivos. Se não tirar tributos do diesel, não tem acerto, continuamos parados”. Segundo ele, o diesel representa 42% do custo dos transportadores autônomos. A associação também busca discutir a política de ajuste do preço do diesel da Petrobras, que, segundo o representante da Abcam, prejudica o planejamento dos caminhoneiros autônomos.

A Abcam tem 600 sindicatos e sete federações filiadas e representa de 600 mil a 700 mil caminhoneiros no Brasil. Lopes projeta adesão em torno de 60% a 70% da categoria até o meio-dia de segunda-feira (21). Segundo o representante, nos primeiros dias a maior adesão deve ser no Sul e Centro-Oeste do País para depois se estender para Norte e Nordeste. Outras entidades também vão aderir à paralisação, segundo a Abcam: União Geral dos Transportadores Escolares (Ugtesp), Cooperativa de Turismo do Distrito Federal (Coopetur), Sindfrete, Unitrans Brasil, Sindicato de Escolares de Pernambuco e Sindicato de Taxistas de São Paulo e Nordeste.

Lopes ressaltou, ainda, que a associação prevê manifestações pacíficas, com apenas interrupção do transporte de cargas, diferentemente do que aconteceu em 2015. "Queremos todo mundo em casa e, quem não puder chegar em casa, que pare em um posto de abastecimento. A gente não gostaria de ver ninguém trancando rodovia, queimando pneu e quebrando caminhão. Caso contrário, não vamos conseguir atingir os nossos objetivos”, disse.

O presidente da Abcam afirmou também que, mesmo que o governo decida chamar os caminhoneiros para conversar na segunda-feira (21), o diálogo vai ocorrer em meio à paralisação. "Não vamos aceitar pedidos para suspender o movimento e vir conversar, de maneira nenhuma. Temos hora e dia para começar, mas não temos hora e dia para parar."

Ele ressaltou que, se a greve se estender por cinco a seis dias, o comércio e o agronegócio devem ser afetados pelo desabastecimento de produtos. Nas palavras dele, caminhões que na segunda-feira estejam em trânsito com carga viva terão a passagem liberada para descarregar. (As informações são do Estadão Conteúdo).

Fonte: NovaNews

Ex-ministro foi condenado a 30 anos de prisão na Lava Jato

juíza federal substituta Gabriela Hardt, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, determinou, nesta quinta-feira (17), a prisão do ex-ministro José Dirceu. As informações são da revista Veja.

A magistrada, que atua no lugar do juiz federal Sergio Moro, expediu o pedido depois de ser notificada oficialmente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) sobre o julgamento que negou o último recurso possível do petista ao tribunal de segunda instância. Moro está nos Estados Unidos.

O ex-ministro foi condenado 30 anos de prisão a que foi condenado em um processo da Lava Jato.

Fonte: Noticias ao minuto

Senadora visitou o ex-presidente em Curitiba nesta quinta-feira (17)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há mais de um mês na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), diz que não aceita receber um indulto. Foi o que afirmou a presidente do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, na tarde desta quinta-feira (17). Ela visitou o petista ao lado do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

"Hoje ele me disse claramente: 'Tem que parar de falar em indulto para mim. Eu não aceito indulto. Eu sou inocente, quero provar minha inocência'", relatou.

A ideia de defender o indulto a Lula não é consensual no PT, conforme noticiou a Folha de S.Paulo. Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, e Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, já se manifestaram dizendo que prometer o indulto seria "uma loucura".

Gleisi voltou a afirmar que Lula é o candidato do partido no primeiro turno e argumentou que o ex-presidente tem os direitos políticos preservados. No entendimento da senadora, a Lei da Ficha Limpa não impede que Lula concorra -ela fez referência a 145 prefeitos condenados que foram candidatos nas últimas eleições e ao artigo 26-C do texto.

O artigo citado determina: "O órgão colegiado do tribunal ao qual couber a apreciação do recurso (...) poderá, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal".

A senadora também disse que, "se nada der certo", Lula "saberá encaminhar o processo com a direção do PT".

+ Lula é oportunidade de o Brasil reencontrar democracia, diz PT

Fernando Haddad, tratado como o plano B da legenda, tem mantido conversas com outros partidos de esquerda. Nesta quinta, ele afirmou que o ex-presidente recomendou que o diálogo continue. "Lula é o primeiro a estabelecer o diálogo. É do interesse dele que os partidos progressistas, que se opõem ao governo Temer, mantenham o diálogo, independentemente de ter candidato próprio."

Questionada se Lula havia comentado sobre a foto do juiz Sergio Moro com o ex-prefeito João Doria (PSDB), Gleisi disse que não. "Não precisa nem de comentários, a foto é autoexplicativa. Já esteve com Aécio [Neves], [Michel] Temer, vive de convescotes com o pessoal do establishment."

Fonte: Noticias ao minuto

Estratégia é defendida por estrategistas do PSDB; presidente da República é alvo de quatro inquéritos no Supremo

Os estrategistas do PSDB têm defendido que, pelo apoio de Michel Temer e do MDB, o pré-candidato tucano ao Planalto, Geraldo Alckmin, garanta um cargo para o atual presidente da República, a partir de 2019.

O emedebista é alvo de quatro inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Duas das investigações foram barradas por decisão da Câmara dos Deputados, e só podem ser retomadas a partir de janeiro próximo, quando ele perder o foro. As outras duas estão em tramitação na Corte.

De acordo com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, é cogitada, por exemplo, a nomeação de Temer para uma embaixada. Dessa forma, o foro especial estaria garantido, impedindo que o já ex-presidente seja alvo de medidas cautelares determinadas por juízes de primeira instância.

O advogado de Temer, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, tem afirmado que, a partir de janeiro, “começará uma ativa e intensa ação persecutória, de investigação, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal” sobre o presidente.

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Ainda conforme a colunista, caso Alckmin não ganhe a eleição, ainda há João Doria e Márcio França, aliados do tucano, que podem ser eleitos para o governo de São Paulo. Neste caso, Temer poderia ser acomodado em um cargo da estrutura estadual. Tanto Doria como França querem o apoio do MDB no estado.

Histórico

Na primeira denúncia arquivada pela Câmara, apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), Temer é acusado de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo para receber, por intermédio de um ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela operação Lava Jato.

Na segunda denúncia, Temer e parlamentares do MDB são acusados de participação em suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara, com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Em relação aos dois inquéritos em tramitação no STF, um apura suspeitas de repasses da Odebrecht a campanhas eleitorais do MDB, em troca de vantagens para a empresa, e outro investiga o favorecimento de empresas do setor portuário, por meio de decreto assinado por Temer, em maio do ano passado.

No desenrolar deste segundo processo, amigos do presidente chegaram a ser presos, durante a operação Skala, entre eles o advogado José Yunes, o coronel João Baptista Lima Filho e o ex-ministro Wagner Rossi.

Fonte: Noticias ao Minuto

Ministro falará em evento sobre oportunidades de investimento no país; foto de juiz com João Doria gerou críticas à parcialidade de Moro

O ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun (MDB/MS), está nos Estados Unidos, onde participa nesta quarta-feira (16) do Lide Brazilian Investiment Forum, organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e que tem entre os palestrantes e homenageados o juiz federal Sergio Moro –cuja presença gerou polêmica graças a foto publicada ao lado do ex-prefeito de São Paulo e virtual candidato ao governo paulista, João Doria (PSDB).

Marun, conforme informações de sua assessoria veiculadas pela imprensa nacional, fica nos EUA até sexta-feira (18). Em Nova York, o ministro deve fazer apresentação sobre oportunidades de investimentos no novo ciclo de crescimento do Brasil.

Entre os integrantes da delegação brasileira está o coordenador regional da Funai (Fundação Nacional do Índio), Paulo Rios, que disse ao Campo Grande News integrar a comitiva “como um simples cidadão brasileiro que pediu licença do seu trabalho por cinco dias”, e que arcou pessoalmente com os custos da viagem. Rios é ex-assessor de Marun e foi indicado para o cargo quando o ministro exercia mandato de deputado federal.

Na Funai, a informação era de que o coordenador regional estava em viagem oficial. Contudo, reforçou-se que todas as atividades do órgão eram realizadas normalmente.

Doria e Moro, nos extremos da foto; imagem foi divulgada na internet para contestar imparcialidade de juiz. (Foto: Arquivo pessoal/Reprodução)

Polêmica – O evento da Lide deve reunir investidores, banqueiros, analista de rating e empresários em Nova York. Sergio Moro, que vai proferir palestra sobre o fortalecimento das instituições para crescimento do Brasil, recebeu antes o prêmio de Personalidade do Ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, que neste ano também agraciou o prefeito novaiorquino Michael Bloomberg.

O prêmio foi entregue no Museu de Arte Moderna de Nova York em um evento para mais de mil pessoas que, conforme o Jornal do Brasil, pagaram US$ 1.200 para participar da solenidade. Em discurso de 20 minutos, Moro declarou que a operação Lava Jato –que apura um esquema de corrupção ramificado no Palácio do Planalto– “é uma prova de vigor da democracia”.

No evento, Moro tirou uma foto com Doria, que passou a ser reproduzida em redes sociais por críticos à Lava Jato, apontando parcialidade do ministro nos julgamentos –que, até aqui, resultaram em condenações ao ex-presidente Lula e políticos do entorno petista. O ex-prefeito é um criadores da Lide.

Fonte: Campo Grande News

RIO — O ator Marcello Novaes foi vítima de um assalto na Barra da Tijuca, nesta terça-feira. A informação foi confirmada pela Polícia Militar. O crime aconteceu na Avenida Érico Veríssimo. Na abordagem, os bandidos levaram a moto do artista, que não ficou ferido.

Durante a madrugada desta quarta-feira, o batalhão responsável por aquela região, o 31º BPM, informou que o último dado — o veículo do ator fora rastreado — era de que a moto estaria na área da Avenida Leopoldo Bulhões, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Por meio das redes sociais, internautas falaram sobre a violência na região da Barra da Tijuca:

"Correndo hoje aqui na orla da Barra foram dois assaltos, um no posto 3 e outro no 6. A Pm já estava em ambos os locais. Muito cuidado!', escreveu um homem. "Eu perdi minha moto em frente ao posto 6", escreveu outro internauta.

Fonte: Extra.globo

O juiz Sergio Moro condenou neste domingo (13) réus como Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, por fraude na licitação para a construção do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. A sentença foi anexada aos autos do processo nesta segunda (14).

A propina acertada foi de R$ 20 milhões, equivalente a cerca de 2% do valor do contrato. Paulo Adalberto Alves Ferreira foi condenado a nove anos e dez meses por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Léo Pinheiro e Renato Duque foram condenados por corrupção, a dois anos e seis meses e cinco anos e quatro meses, respectivamente.

Veja quem são os condenados e as condenações:

Adir Assad - lavagem de dinheiro, cinco anos e dez meses;

Agenor Franklin Magalhães - corrupção, dois anos e seis meses;

Alexandre Romano - lavagem de dinheiro e associação criminosa, nove anos e quatro meses;

Edison Freire Coutinho - corrupção e associação criminosa, cinco anos;

Genésio Junior - corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, 12 anos e oito meses;

José Adelmário Pinheiro - corrupção, dois anos e seis meses;

José Antonio Schwartz - lavagem de dinheiro e associação criminosa, cinco anos e seis meses;

Paulo Adalberto Alves Ferreira - lavagem de dinheiro e associação criminosa, nove anos e dez meses;

Renato de Souza Duque - corrupção, cinco anos e quatro meses;

Ricardo Pernambuco - corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, nove anos e seis meses;

Rodrigo Morales - lavagem de dinheiro, seis anos e dez meses;

Roberto Capobianco - corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, 12 anos;

Roberto Trombeta - lavagem de dinheiro, seis anos e dez meses.

Fonte: Folhapress

Dezenas de crianças de cerca de 50 famílias ocupam barracas há mais de dez dias, que se recusam a ir para abrigos oferecidos pela Prefeitura

A Promotoria de Infância e Juventude de São Paulo acionou o Conselho Tutelar para avaliar a situação das crianças acampadas no largo do Paissandu, na região central da capital paulista, desde que o prédio em que viviam pegou fogo e desabou, na madrugada do dia 1º.

Conforme a Folha de S.Paulo mostrou no sábado (13), dezenas de crianças de cerca de 50 famílias ocupam barracas há mais de dez dias porque se recusam a ir para abrigos oferecidos pela Prefeitura de São Paulo.

Não há banheiros públicos por perto, e as mães enfrentam uma peregrinação pelos bares do entorno quando as crianças ficam apertadas.

Há 12 banheiros químicos instalados a poucos metros do acampamento, mas o uso é exclusivo dos bombeiros e oficiais que ainda trabalham nos escombros. Principal reivindicação dos acampados é que o uso seja liberado.

Na hora do banho, as mães recorrem a outros prédios ocupados no entorno.

"Xixi dá para fazer no copinho, mas coco é mais difícil. Muitas vezes elas fazem nas calças mesmo porque não dá tempo de achar um banheiro", disse na última semana à reportagem Daisy da Silva Rodrigues, 32, mãe de sete filhos, sendo que quatro vivem com ela atualmente dentro de uma barraca no largo Paissandu, entre elas, a pequena Sofia, 1.

Fonte: Notícias ao Minuto

Entre 2010 e 2011, vítima foi submetida a condições degradantes de trabalho

Uma empresária foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por submeter a empregada doméstica de onde morava, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, a um trabalho análogo ao de escravo. A Justiça diz que a vítima chegou a ser mantida trancada dentro da área de serviço por uma semana, sem comida.

Segundo o G1, os casos ocorreram no período entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011. Quando a trabalhadora adoeceu, a empresária considerou que se ela não conseguia trabalhar, também não deveria receber salário ou se alimentar.

A MPF informou que a doméstica, e outra empregada que também trabalhava no apartamento, eram vítimas constantes de xingamentos e abusos psicológicos. A proprietária da casa dizia, por exemplo, que teria que passar álcool no sofá caso elas se sentassem. Testemunhas que fazem parte da denúncia alegam que a doméstica era submetida a jornadas de trabalho ilegais, de 7h até meia-noite, sem folgas.

Segundo a reportagem, a empregada doméstica se mudou junto com a empresária para o Rio de Janeiro. Antes, as duas moravam em Brasília.

O MPF também acusa a mulher por fazer ameaças, dizendo que qualquer criminoso no Rio bateria na vítima por R$ 50 ou tiraria sua vida por R$ 100.

O Ministério Público denunciou o caso em 2014 e a Justiça do Rio declinou a denúncia para a Justiça Federal. Em abril de 2018, o caso foi então remetido ao Ministério Público Federal, que fez uma nova acusação.

Fonte: Noticias ao minuto

Após 13 dias de trabalho, o Corpo de Bombeiros encerrou neste domingo, 13, os trabalhos de busca por desaparecidos e retirada de escombros no edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo. Uma homenagem foi prestada ao serviço dos bombeiros. O incêndio e o desabamento do prédio de 26 andares ocorreram nas primeiras horas do dia 1º de maio. Neste sábado, 12, foi confirmado que as ossadas de duas crianças encontradas nos escombros do edifício Wilton Paes de Almeida, no centro de São Paulo, nesta quarta-feira, 9, são dos gêmeos Wendel e Werner da Silva Saldanha, de 10 anos. Além deles, já foram identificados Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro e Francisco Lemos Dantas. A mãe dos irmãos, Selma Almeida da Silva, e mais três pessoas continuam desaparecidas: o casal Eva Barbosa Lima, 42, e Walmir Sousa Santos, 47, e Gentil Rocha de Sousa, de 54 anos. O nome deste último foi oficialmente adicionado à lista de desaparecidos na sexta-feira, 11, após sua família registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento nesta manhã. Ele morava no prédio e, desde o incêndio, não foi visto por vizinhos e não entrou em contato com parentes.

Segundo o Núcleo de Biologia e Bioquímica do Instituto de Criminalística, o DNA recolhido dos remanescentes humanos de duas crianças encontrados apresentou vínculo genético com o material fornecido pela família dos gêmeos. Uma homenagem foi prestada aos bombeiros na manhã deste domingo após o encerramento oficial dos trabalhos. O governador de São Paulo Márcio França e o secretário da Segurança Pública Mágino Alves Barbosa estiveram no local.

Segundo Barbosa Filho, os bombeiros "fizeram tudo o que podiam". O secretário afirmou ser provável que os corpos estejam na área do incêndio em estado já pulverizado.

"Os corpos podem ter sofrido os efeitos do calor excessivo no local e podem ter simplesmente pulverizado. Os bombeiros encerraram agora essa etapa do seu trabalho e, a partir de agora, vamos ter uma estabilização da área. O entulho que foi retirado volta para a cratera existente ali para estabilizar o terreno", afirmou o secretário.

O governador afirmou que a partir de agora a Prefeitura tomará conta da área. "Estamos aqui no Largo do Paissandu finalizando os trabalhos dos bombeiros tentando aqui do rescaldo que sobrou fazer a devolução da área para prefeitura. A gente lamenta bastante o ocorrido, as pessoas que se perderam aqui", disse. "Quero enaltecer o trabalho de quase 1700 bombeiros que trabalharam incessantemente desde o dia da ocorrência e conseguiram salvar muito mais vida. Eu quero cumprimentar todos esses profissionais, heróis dos bombeiros pelo trabalho feito até agora. Daqui para frente, a prefeitura vai tomar contar da área", afirmou.

Fonte: Correio Brasiliense

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