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Brasil (75)

A trama lembra em tudo um romance policial. Combina assassinato, fuga e a obsessão de um policial em fazer justiça. A viúva negra é Lúcia de Fátima Dutra Weisz, hoje com 61 anos. Em 1995, ela era uma vaidosa e bem vestida jovem que planejou a morte do marido, o diretor de banco Gravil Weisz, de 39 anos, executado com quatro tiros em Americana, no interior paulista. Indiciada como mandante do crime, ela conseguiu fugir da cadeia de Sumaré (SP), onde aguardava julgamento.

Desde então, recapturá-la se tornou um desafio para o investigador do caso, Adinei Brochi, o mesmo que a levou de volta para trás das grades no último dia 5. Ela foi detida dentro de uma agência bancária em Ponta Grossa (PR). “Não fiquei feliz de prender uma sexagenária, mas ela tem uma dívida com a Justiça e precisa pagar”, afirma Brochi. “Também não tenho dúvida de que o momento da prisão foi de "libertação" para ela, que não teve vida social nesses anos todos que ficou fugindo da polícia.” Hoje uma mulher envelhecida, que em nada lembra seu passado de luxo, ela levava uma vida reclusa, alugando casas simples em bairros residenciais de cidades pequenas.

Sempre discreta, Lúcia conseguiu manter-se foragida por 21 anos – um recorde, segundo a Polícia Civil de São Paulo. Ao longo dessas duas décadas, morou em Curitiba (PR), Araçatuba e Guararapes (SP), além de cidades do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, até se estabelecer em Ponta Grossa, onde também vive seu filho, que na época do crime tinha 11 anos. Hoje, ele é engenheiro civil. Lúcia não tinha conta bancária, telefone fixo ou contas em seu nome. Pagava os aluguéis em dia. Segundo o investigador, usava o nome de Fátima, mas não chegou a fazer documentos falsos. Também não morava com o filho. Vivia só, na companhia de bichos de estimação. “Ela viveu esses anos todos com a ajuda de familiares, mas sempre uma vida muito simples e isolada”, diz Brochi. O filho foi criado por uma irmã de Lúcia. “Monitoramos por anos todos os familiares, mas não conseguimos descobrir nada. Ela sempre foi muito cautelosa e conseguiu viver no anonimato todo esse período.”

ASSASSINATO E FUGA
Lúcia planejou e cometeu o crime com a ajuda de outras três pessoas: sua então empregada, Neusa Cardoso, de 46 anos, a filha dela, Valdelaine, 23, e Sílvio Cesar da Silva, também 23. Eles receberam 20 mil dólares pelo crime — e já cumpriram suas penas. Neusa e Valdelaine foram libertadas em 2004. Sílvio, em 2006. No dia do crime, Lúcia ligou para a delegacia onde travalhava o investigador Brochi reportando um assalto seguido de morte. “Os fatos não condiziam com os relatos e todos foram presos”, diz o investigador. Para ele, a motivação foi financeira. Lúcia e Gravil viviam em casas separadas, mas o divórcio ainda não havia sido assinado. Suspeita-se que nesses anos todos Lúcia tenha recebido, por procuração, uma pensão pela morte do marido. Os imóveis e propriedades rurais em nome dele foram a leilão depois do assassinato.

Foi na cadeia de Sumaré, onde aguardava o julgamento, que Lúcia se envolveu com José Paulo Gordo, indiciado por estelionato. “Eles se conheceram e acabaram fugindo juntos”, diz Brochi. A fuga ocorreu durante um resgate de presos. Gordo foi encontrado quatro anos depois, em Curitiba, cidade onde o casal se escondeu. Durante os anos em que esteve foragida, Lúcia se isolou completamente do filho e dos outros familiares. “Ela sempre foi bem cautelosa e usava telefones públicos distantes até da cidade onde estava morando”, afirma o investigador. O crime, que na época teve grande repercussão, ainda não prescreveu. Julgada à revelia em 2010, Lúcia foi condenada a 14 anos de reclusão. Hoje cumpre a pena na Penitenciária Feminina de Campinas.

Fonte: isto é

Decisão do ministro do STF vale até que Corte julgue pedido de habeas corpus feito pela defesa do ativista italiano; Temer quer anular status de refugiado

 

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta sexta-feira uma liminar que impede a extradição do italiano Cesare Battisti, como pretendia o governo do presidente Michel Temer (PMDB). A decisão, cuja íntegra ainda não foi divulgada, vale até a Corte julgar um pedido de habeas corpus feito pela defesa do ativista – o julgamento, pela Primeira Turma, deve ocorrer no próximo dia 24.

“Defiro a liminar para, preventivamente, obstar eventual extradição do paciente, até que esta Corte profira julgamento definitivo neste writ, em sessão designada para o dia 24 de outubro de 2017. Solicitem-se, com urgência, informações e, após, abra-se vista à Procuradoria-Geral da República”, decidiu Fux.

“A notícia nos alivia”, disse o advogado de defesa do italiano, Igor Tamasauskas. No final de setembro, ele entrou no STF com o pedido de habeas corpus porque enxergou uma movimentação do governo federal para rever a decisão tomada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no final de 2010 de conceder a ele status de refugiado no Brasil.

Battisti, que militou em organizações de esquerda na Itália nos anos 1970, foi condenado naquele país à prisão perpétua pela autoria de quatro assassinatos e terrorismo. Sua situação no Brasil, que era tranquila, voltou a ficar delicada quando ele foi preso na quarta-feira (4) pela Polícia Federal no Mato Grosso do Sul quando se dirigia à Bolívia – ele estava com 6 mil dólares e 1.300 euros. Ele foi solto dois dias depois por decisão do desembargador José Marcos Lunardelli, do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3).

Nesta sexta-feira, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou à BBC Brasil que o governo Temer decidiu mandar Battisti de volta para seu país porque o ativista, com o episódio de Mato Grosso do Sul, “quebrou a confiança do Brasil”. “Tentou sair do Brasil sem motivo aparente. Ele disse que ia comprar material de pesca, mas quebrou a confiança porque praticou ato ilegal e deixava o Brasil, com dinheiro acima do limite, sem motivo aparente,”

O ministro condicionou a decisão, no entanto, ao posicionamento a ser tomado pelo STF no julgamento do habeas corpus. Na entrevista, ele afirmou que a decisão sobre extradição é “um ato de soberania” do Brasil, que pode ser adotado “a qualquer tempo”. “A Itália nunca abriu mão disso. Os italianos não perdoam o Brasil por não mandar o Battisti de volta. Para eles, é uma questão de sangue. É um entrave nas relações Brasil-Itália e na relação com a União Europeia como um todo”, afirmou à BBC Brasil.

Fonte: Veja

Um homem foi preso em flagrante, na madrugada desta quinta-feira (12), no quarto de um motel no bairro Nossa Senhora de Lourdes, Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital de Goiás.

De acordo com informações do Juizado da Infância e Juventude, sua filha, de 14 anos, e duas amigas, de 16 e 17 anos, estavam bebendo e usando drogas no local. Além do pai da menor, outros dois homens foram detidos.

Segundo a agente de proteção à criança e ao adolescente Tatiane Martins Vieira, o pai afirmou que levou a filha e as amigas para “passear” no motel. “Foi constatada realmente a presença de menores consumindo bebida alcoólica e loló”, disse à reportagem.

O motel foi autuado por permitir a entrada das jovens. A adolescente de 17 anos tem passagens por atos infracionais análogos aos de tráfico de drogas e roubo de carros.

Fonte: Jornal o Popular

Em votação apertada (6 a 5), desempatada pela presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, a maioria dos ministros da corte decidiu, nesta quarta (11), que medidas cautelares contra parlamentares -como o afastamento do mandato- precisam ser submetidas ao aval do Legislativo.

O relator da ação, Edson Fachin, votou pela improcedência -para ele, medidas cautelares determinadas pelo STF não devem ser submetidas ao Congresso. Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e o decano Celso de Mello seguiram o relator.

Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Cármen Lúcia entenderam que a palavra final sobre o afastamento de um parlamentar cabe ao Congresso.

Para as três legendas que ajuizaram a ação, uma vez determinadas contra parlamentares medidas cautelares alternativas à prisão preventiva, o tribunal deve remeter os autos em até 24 horas para a respectiva Casa Legislativa avalizá-las ou suspendê-las.

A decisão do STF nesse julgamento tem impacto direto sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do mandato pela maioria da Primeira Turma da corte no final de setembro. O caso gerou desgaste entre o Senado e o Supremo.

Conforme o argumento dos partidos, que se baseiam em ao menos três mecanismos da Constituição, qualquer medida que atrapalhe o exercício do mandato de um parlamentar requer análise da respectiva Casa Legislativa.

PRISÃO EM FLAGRANTE

Ao rebater o argumento de que a Constituição prevê que a prisão em flagrante de um parlamentar seja analisada pelo Legislativo dentro de 24 horas, Fachin afirmou que essa regra limita-se à prisão em flagrante e não alcança medidas cautelares alternativas, cujos objetivos são a manutenção da ordem pública, a preservação da investigação e da instrução penal e a interrupção da prática de crime.

Esse dispositivo, segundo Fachin, "nem de longe confere ao Poder Legislativo o poder de revisar juízos técnico-jurídicos emanados do Poder Judiciário".

"Ao Poder Legislativo, a Constituição outorgou, pela regra de seu art. 53, § 2º, apenas o poder de relaxar a prisão em flagrante, forte num juízo político. Estender essa competência para permitir a revisão, por parte do Poder Legislativo, das decisões jurisdicionais sobre medidas cautelares penais significa ampliar referida imunidade para além dos limites da normatividade que lhe é própria, em ofensa ao postulado republicano e à própria independência do Poder Judiciário", afirmou Fachin em seu voto.

Segundo ministro a votar, Moraes divergiu do relator. Ele votou pela impossibilidade de o Supremo aplicar medidas cautelares que interfiram no exercício do mandato e no direito de ir e vir dos parlamentares. Caso a corte decida por tais medidas, pelo entendimento de Moraes, é necessário submetê-las ao Legislativo.

Moraes disse que as imunidades parlamentares não são uma "jabuticaba brasileira", mas uma norma com 400 anos de tradição em países democráticos.

Segundo Moraes, na Inglaterra, por exemplo, instituiu-se a imunidade para evitar que parlamentares pudessem ser retirados de votações importantes no Parlamento de forma arbitrária sem terem sido condenados conforme os trâmites do devido processo legal.

"A diminuição de imunidades parlamentares se faz em momento de exceção, de tirania. A fortaleza da democracia também é a fortaleza do Poder Legislativo", disse Moraes. "Os parlamentares só podem ser afastados do mandato em uma hipótese: flagrante delito por crime inafiançável. E, mesmo nessa hipótese, quem resolve é o próprio Congresso. Não é uma norma isolada. A norma traz em si 400 anos de imunidades."

COM O RELATOR

O ministro Barroso, em seguida, acompanhou o voto de Fachin. Ele trouxe à discussão elementos concretos sobre o caso de Aécio, que foi delatado por executivos da JBS e gravado negociando R$ 2 milhões, supostamente como propina.

Barroso disse que, nesse caso, diante das provas reunidas, o STF reforçaria a "tradição" de só prender os peixes pequenos e deixar soltos os peixes grandes se não aplicasse alguma medida ao senador. A irmã de Aécio, Andrea Neves, um primo deles e um assessor parlamentar chegaram a ficar presos preventivamente por causa da delação da JBS, mas o tucano, não.

"O que se impede com o recolhimento domiciliar noturno é que se frequentem baladas, restaurantes", disse Barroso. Para ele, portanto, a pessoa não deve levar a vida "como se nada tivesse ocorrido".

Em seu voto, a ministra Rosa Weber destacou que a imunidade parlamentar foi concebida para proteger o mandato, não o indivíduo. "Prerrogativa institucional não se confunde com privilégio pessoal. Não há, em um Estado Democrático de Direito, espaço para privilégios voltados para a satisfação de interesses pessoais de seus beneficiários."

"Submeter ato do Poder Judiciário a escrutínio de outro Poder, o Legislativo, à revelia de comando constitucional [...], isso, sim, implicaria corromper o equilíbrio do delicado sistema de separação de Poderes", disse Weber.

De acordo com Luiz Fux, a imunidade parlamentar foi criada para evitar perseguição política, não para tratar de crime comum, mas que essa regra tem servido para proteger todos os atos dos parlamentares.

"Não é possível que se possa impor ao Judiciário assistir passivelmente a prática de ilícitos em nome de garantias constitucionais intransponíveis", disse Fux.

Celso de Mello elogiou o voto de Fachin e destacou o precedente do plenário do Supremo que, no ano passado, afastou o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso no Paraná.

Mello criticou ameaças recentes do Senado de descumprir determinações da corte, conforme noticiou a imprensa no caso de Aécio. "Um dos pontos para manter o convívio harmonioso situa-se no cumprimento de decisões judiciais", afirmou. E citou Ruy Barbosa (1849-1923): "Nossa Justiça é quem define quando os atos do Legislativo e do Executivo estão fora da Constituição. O Supremo é o Poder regulador."

DIVERGENTES

Já Toffoli disse que, se o Congresso tem poder de analisar a prisão (medida mais gravosa), também tem poder de analisar cautelares que interfiram no exercício do mandato -"se pode o mais, pode o menos", afirmou.

Para o ministro, medida cautelar que implique afastamento de mandato ou que crie embaraços ao seu exercício (como o recolhimento noturno) somente pode ser imposta em caso de flagrante de crime inafiançável ou em situações de "superlativa excepcionalidade". E, nesses casos, passar pelo crivo do Legislativo.

No entendimento de Lewandowski, a aplicação de medida cautelar que implique afastamento de um congressista exige que o Supremo remeta os autos ao Legislativo, em até 24 horas, para que seus pares analisem.

MANIFESTAÇÕES

Em dezembro de 2016, a PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou-se pela improcedência da ação. Para o órgão, submeter a decisão judicial ao crivo do Legislativo importaria em ampliar indevidamente o alcance das atividades parlamentares e criar medida não prevista na Constituição.

Na semana passada, a Câmara, o Senado e a AGU (Advocacia-Geral da União), representando o presidente Michel Temer, manifestaram-se por escrito na ação.

A Câmara pediu que o STF reconheça a impossibilidade de aplicar medidas cautelares a parlamentares, exceto na hipótese de flagrante -e que, ainda assim, a decisão seja submetida ao Legislativo. O Senado afirmou que existe um silêncio intencional na Constituição -que não prevê cautelares, como o afastamento das funções- porque o constituinte quis proteger o mandato do parlamentar.

Por fim, a AGU sustentou que, se deputados e senadores não podem ser presos preventivamente, também não podem sofrer medidas cautelares, a menos que haja flagrante de crime inafiançável, única hipótese expressa na Constituição.

Em sustentação oral durante a sessão no STF, o advogado do PP, Aristides Junqueira, defendeu que medidas cautelares possam ser aplicadas somente em substituição à prisão em flagrante.

"O parlamentar que ali está [no Congresso] está em nome do povo, porque ele tem mandato popular, não se podendo afastá-lo como se a função dele fosse a do comum dos mortais", disse Junqueira.

Também na sessão, o advogado do Senado, Hugo Souto Kalil, disse que a Constituição "não abre margem a interpretação" sobre a aplicação de medidas cautelares a congressistas.

"Todos temos o dever de honrar a Constituição. Nenhum dos órgãos é maior que o outro. O Senado não é maior que o Supremo e o Supremo não é maior que o Senado", afirmou.

Tanto para Kalil como para o deputado Evandro Gussi (PV-SP), que falou pela Câmara, em todos os casos -como nos de flagrante, única circunstância em que cabe prisão-, é o Legislativo que dá a palavra final.

"Devem ser enviados [aos congressistas] não só a decisão [sobre a medida restritiva], mas também os autos do processo", disse Gussi.

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, sustentou na sessão que a Constituição veda medidas restritivas contra congressistas, como o recolhimento noturno.

Grace observou que o trabalho dos parlamentares não é interrompido à noite, quando há, inclusive, sessões de votação. Para ela, parlamentares têm "imunidade material e imunidade formal", o que leva à "incoercibilidade pessoal dos congressistas".

AÉCIO

Em nota, a defesa do senador afastado Aécio Neves diz que "mais uma vez, o ministro Roberto Barroso prejulgou o caso envolvendo o senador Aécio Neves e reafirmou sua culpa, sem dar a ele a oportunidade sequer de se manifestar e de apresentar provas, ferindo gravemente, assim, o direito de todo cidadão de ser julgado por um juiz imparcial".

E que o ministro "antes mesmo de a denúncia ser recebida, proferiu verdadeira sentença condenatória, o que representa gravíssima violação aos princípios mais elementares de um Estado de Direito".

Ainda segundo a defesa, "mais do que isso, o voto representa verdadeira temeridade, pois desconsidera o contexto obscuro e ilegal no qual as delações envolvendo os executivos da J&F se deram. Ainda, a decisão ignora os fatos novos revelados por gravações que haviam sido escondidas e omitidas pelos delatores, e que desacreditam as provas anteriormente utilizadas contra o senador Aécio, como aquela envolvendo Andrea Neves, que comprova que o contato mantido com o Sr. Joesley se deu exclusivamente para tratar da venda de um apartamento da família Neves, deixando claro que partiu do delator a sugestão da realização de um empréstimo privado entre eles."

E conclui: "O posicionamento esposado pelo ministro Roberto Barroso é completamente incompatível com os princípios da presunção da inocência, do devido processo legal e da imparcialidade que se espera da Justiça."

Fonte: Folha press

Um avião de pequeno porte caiu nesta segunda-feira (9) no Jardim Alto Rio Preto, próximo ao aeroporto, em São José do Rio Preto (SP). O Corpo de Bombeiros afirmou que as três pessoas que estavam dentro da aeronave morreram.

De acordo com o G1, a aeronave caiu em cima de uma casa na rua Noruega. As imagens mostram que o o bico do avião se chocou contra o solo e parte da asa ficou dentro da piscina da residência.

A informação inicial é de que o avião iria pousar no aeroporto. Segundo o site da Anac, a aeronave, de prefixo PT-DDB, é um monomotor da empresa americana Beech Aircraft e está com a matrícula regular junto ao órgão.

Os bombeiros confirmaram ainda que havia pessoas na casa, mas não há informações de moradores feridos.

Fonte: Noticias o minuto

Italiano foi preso no dia 4, em MS, por evasão de divisas e lavagem de dinheiro

 

A Justiça Federal por meio do desembargador José Lunardelli concedeu habeas corpus ao italiano Cesare Battisti preso na última quarta-feira (4) em Corumbá, por evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O condenado teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Odilon de Oliveira durante audiência de custódia por videoconferência realizada ontem, quinta-feira (5).

A medida liminar, em Habeas Corpus foi impetrada no Tribunal Regional da 3ª Região, que determinou a imediata liberação de Battisti. A decisão já foi encaminhada à 1ª Vara Federal, plantonista nesta sexta-feira (6). Agora, a defesa do italiano adota providências para que o cliente seja solto imediatamente.

A audiência desta quinta-feira (5) foi presidida pelo juiz federal Odilon de Oliveira que ouviu Batisti por vídeo conferência. Durante depoimento, Cesare disse que mora atualmente em São Paulo e que trabalha normalmente, tendo renda de R$8 a R$ 10 mil, mensal. Além de emprego e moradia fixa, o condenado paga pensão para um filho de 4 anos. Três advogados que representam o italiano, acompanharam o depoimento, sendo dois em Corumbá e Thiago Nascimento Lima em Campo Grande.

Cesare tentou justificar que foi flagrado no limite da fronteira, porque estaria indo ao centro comercial do país vizinho fazer compras na companhia de dois amigos. Ele pontuou que a quantia em dinheiro era grande, pois a compraria produtos para os três.

Questionado sobre o que compraria, alegou que pretendia adquirir material de pesca, vinhos e casacos, no famoso bate-volta, por isso pegou um táxi. Sobre o dinheiro não declarado, Cesare afirmou que era de sua propriedade e que movimentações bancárias podem comprovar.

O ex-ativista admitiu que sabia que não tinha autorização para deixar o país, mas achou que o shopping era localizado em território brasileiro. “Eu nunca tive a intenção de sair do Brasil. Eu não sabia que ir até o shopping fosse ilícito. Apenas fui na zona franca comprar roupas”, disse.

O procurador do MPF (Ministério Público Federal) Sílvio Pettengill Neto pediu a prisão com o argumento que Cesare possui tem crimes cometidos na Itália, que ainda não estão prescritos, que ele é reincidente em crimes dolosos e que tentou se ausentar do país com dinheiro superior ao permitido, portando carteira de vacinação e passaporte, fato que configura evasão de divisa.

Além disso, o membro do MPF garantiu que a Itália tem insistido na revogação do acordo de refúgio e, apontou, que Cesare se aproveitou disso para sair do país cladestinamente temendo que o Brasil coopere com a Itália.
Odilon ressaltou em sua decisão que o fato de o custodiado ter sido encontrado com valor em moeda estrangeira superior a autorizada por lei e tentado sair do país, sem a prévia comunicação, são argumentos para converter a prisão em fragrante em prisão preventiva.

Para finalizar, o magistrado reforçou que Cesare está há anos no país, que ele ofendeu a ordem pública por não cumprir os deveres do país que o acolheu. O magistrado pediu a expedição do mandado de prisão e intimação do Comitê Nacional para Refugiados.

Fonte: Midiamax

 

Um galo da raça índio gigante foi leiloado por R$ 154 mil durante um encontro nacional que reuniu criadores da raça, em Guareí (SP). O animal, que mede 1,24 metro, tem 11 meses e chama Hokaido, foi arrematado pelo produtor rural de Sorocaba (SP) Vagner Souza.

Em entrevista ao G1, Vagner contou que é criador de galo índio há dois anos e que a compra foi um investimento que trará retorno financeiro para todos da família.

"Eu já sai de casa para ir ao encontro em Guareí com o pensamento que ia voltar com o galo. Já imaginava que ia sair caro por causa da raça e porque no encontro estariam muitos criadores do país todo. Minha família já estava ciente que ia pagar caro. É um valor bem alto, mas ele retorna rápido, porque com o galo conseguimos fazer inseminação e cada pintinho podemos vender por R$ 1 mil, sem contar na venda dos ovos. Então, valeu a pena mesmo a compra ter sido apenas de um galo. Não me arrependo não", diz.

Segundo o presidente da Associação Nacional de Amigos Criadores de Índios Gigantes (Anacig), Filipe Godinho, o galo é considerado o maior do Brasil da raça índio e de crista bola. Além dele, outros animais foram leiloados durante o evento que aconteceu no último sábado (30) e reuniu mais de 100 criadores. A franga Kiara, por exemplo, foi vendida por R$ 72 mil durante o leilão.

"O número de produtores e criadores de galo índio gigante cresceu muito no Brasil. Nesse encontro, que foi o segundo que organizamos, vieram mais de 100 criadores e de vários estados. E essa procura por esses animais é pelo fato da genética e retorno que proporcionam. Ano passado vendemos o galo da raça índio e crista bola por R$ 77 mil e a franga por R$ 42 mil. Este ano os valores foram maiores", afirmou Filipe.

'Gigantes'

A raça é desenvolvida no Brasil e surgiu a partir do cruzamento de aves de combate, raças puras e galinhas caipiras. Segundo a Associação Brasileira de Criadores da Raça Índio Gigante (Abracig), o macho precisa medir a partir de 1,05 metro e pesar a partir de 4,5 quilos. Já a fêmea é a partir de 90 centímetros e o peso é a partir de 3 quilos.

Ainda segundo a Abracig, a reprodução do macho começa aos oito meses, podendo ser usado até os cinco anos, sendo o ideal usá-lo até os quarenta meses. A maioria é usada na venda entre produtores do ramo, já que pode ser abatido com três ou quatro meses, diferente dos comuns que precisam de até oito meses para serem vendidos para corte.

Pelo menos quatro crianças morreram. Governo do estado já se mobiliza para enviar aeronaves ao local e levar os feridos para hospital referência em tratamento de queimados

As forças de segurança pública de Minas Gerais estão mobilizadas, na manhã desta quinta-feira (5/10), por conta de uma tragédia em Janaúba, no Norte de Minas. Informações da Polícia Militar dão conta de que um vigia de uma creche municipal da cidade colocou fogo em várias crianças que estavam na unidade. Até a tarde desta quinta-feira, a PM confirmou a morte de quatro crianças e uma professora. O Corpo de Bombeiros também confirma cinco mortes até o momento.

As duas corporações divulgaram que, além dos cinco mortos, há outros 21 feridos, dos quais nove em estado grave. Entre eles está Damião Soares dos Santos, de 50 anos, o vigia que ateou fogo ao próprio corpo após cometer o crime, segundo a PM. As causas do crime ainda não foram esclarecidas. Segundo o tenente-coronel João Aparecido do Nascimento, comandante do 51º Batalhão da PM, a situação gerou uma grande comoção na cidade.

Em virtude da gravidade do caso, foi montado um Sistema de Comando em Operações (SCO) no local, estrutura adotada para controlar os trabalhos de resposta a situações críticas. O coronel que comanda a 11ª Região de Polícia Militar acionou o comando-geral da PM pedindo apoio de aeronaves.

"Já existe avião do governo do Estado saindo de BH para Janaúba com retorno previsto para BH até o hospital João XXIII, o qual é referência em tratamento de queimaduras no Estado", diz a nota da PM. O major Anderson Passos, do Corpo de Bombeiros, informou que o João XXIII é o hospital mineiro de referência para atendimento a queimados, mas que o atendimento depende da avaliação individual de cada caso, por isso também há a possibilidade de enviar feridos para Montes Claros.

Nas redes sociais, circula um vídeo mostrando o desespero da população em busca de informações. Veja:

 

 

A Polícia Militar, inclusive, informou o encaminhamento de um dos feridos para Montes Claros às 12h20. A reportagem entrou em contato com a assessoria do Hospital João XXIII, mas ainda não há informações sobre a chegada de feridos em Belo Horizonte.

O crime aconteceu no Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, que fica no Bairro Rio Novo. Equipes de atendimento de saúde de cidades como Jaíba, Porteirinha, Mato Verde, Capitão Enéas e Montes Claros foram designadas para o local. Foi feito um chamado para apoio de médicos da região.

O governador Fernando Pimentel (PT) está a caminho de Janaúba. Ele estava cumprindo uma agenda em Aimorés e assim que soube do fato ele solicitou mobilização intensa das forças de segurança e saúde do estado. Ele deve chegar ao município no início da tarde, segundo a assessoria de imprensa do governo de Minas. O presidente Michel Temer se manifestou pelo Twitter prestando solidariedade às famílias das vítimas. A Prefeitura de Janúba decretou luto de sete dias na cidade por conta da tragédia.

Ao deixar a cerimônia de assinatura do protocolo de intenções para destinar à Arquidiocese de Belém uma área de 10,8 mil metros quadrados, o presidente Michel Temer deu uma rápida declaração à imprensa na qual lamentou o incêndio intencional em uma creche do município de Janaúba, no norte de Minas Gerais e evitou responder perguntas.

Temer disse que como pai reconhece que deve ser uma perda dolorosa. "Quero expressar a minha solidariedade, lamentar esse acontecimento e esperar que essas coisas não se repitam no Brasil, porque o mundo está muito convulsionado", disse o presidente classificando o episódio como lamentável. "Foi um lamentável acontecimento, temos que repudiar com a nossa consciência e com a nossa ação", afirmou.

O governador Fernando Pimentel (PT-MG) está a caminho de Janaúba. Ele estava cumprindo uma agenda em Aimorés e, assim que soube do fato, solicitou mobilização intensa das forças de segurança e saúde do estado. Ele deve chegar ao município no início da tarde, segundo a assessoria de imprensa do governo de Minas.

Fonte: Correio Brasiliense

Criança foi deixada pelos pais que foram buscá-lo no dia seguinte.

Uma criança de apenas 11 anos foi encontrada dentro de cela, junto com um homem acusado de estupro de veraneável contra um menor de 14 anos, numa colônia agrícola, no ano de 2015, o caso ocorreu no final de setembro, dia 30, e segundo as informações teve o consentimento dos pais.

Segundo as informações do Uol, a criança entrou na unidade prisional junto com os pais, que não tiveram os nomes revelados, porém o menor não saiu ao término do período de visitas. No início da noite os agentes penitenciários, perceberam que uma dos visitantes não havia deixando o presídio, momento que começaram a realizar a revista nas celas, a criança foi encontrada sem camisa, embaixo da cama do preso: José Ribamar Pereira Lima.

Ao ser retirado o menino revelou que teve as partes íntimas tocadas, mas não houve conjuração carnal devido a descoberta, o fato possivelmente seria consumado no período da noite.

Ainda segundo a reportagem, os pais do garoto pretendiam buscá-lo no dia seguinte, e teriam consentido que a criança dormisse com o preso, ao retornar eles foram detidos, prestaram depoimento e posteriormente foram liberados, a criança permanece na guarda deles. O caso está sendo investigado pela Central de Flagrantes de Teresina.

Sem ordem judicial, a criança que não tem parentesco com o preso, não deveria ter entrado nas celas, “A criança entrou no presídio acompanhada dos pais sem autorização judicial. Não existe cadastro de crianças que visitam presos na Major César e isso é muito grave. O que estamos vendo nessa situação é uma aberração de crimes sendo cometidos contra vulneráveis”, disse o presidente do Sinpoljuspi (Sindicato dos Agentes Penitenciários), atacando diretamente o governo do Piauí pelo ocorrido.

O Sinpoljuspi ainda revelou que o preso foi espancado pela direção da cadeia, a denúncia e investigada, O ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a presença de crianças em cadeias.

A Secretaria de Segurança Pública do estado, disse que apura o caso e que a criança foi submetida exame de corpo de delito e de conjunção carnal do Instituto Médico Legal de Teresina constatando que ela não foi violentada. O caso causa perplexidade.

Fonte: Midia Bahia

SÃO PAULO, 3 OUT (ANSA) – Parece um enredo de filme. Mas é história real. A Polícia Civil de São Paulo descobriu ontem (2) um túnel de 500 metros que levava ao cofre principal do Banco do Brasil na região de Santo Amaro, em São Paulo. Ao todo, 16 suspeitos foram presos. Segundo o delegado Fábio Pinheiro Lopes, da Delegacia de Roubo a Bancos do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), a quadrilha pretendia realizar o maior roubo a banco do mundo. “O investimento da quadrilha foi na faixa de R$ 4 milhões, segundo eles informaram, cada um dos participantes calçou R$ 200 mil e a estimativa deles era levar R$ 1 bilhão.

Seria o maior assalto do mundo”, afirmou.

A quadrilha foi presa em um galpão na zona norte da capital paulista, onde eram fabricadas as ferramentas utililizadas na escavação. A polícia ainda procura mais quatro suspeitos que colaboraram com o grupo criminoso. O túnel começou a ser escavado há cerca de quatro meses e seu ponto de íncio ficava em uma casa no bairro Chácara Santo Antonio, na zona sul de São Paulo. O imóvel foi comprado pelos criminosos.

Monitoradas pela polícia há cerca de três meses, as escavações haviam terminado no dia 27 de setembro, com seu destino final o cofre da base de distribuição do Banco do Brasil. Com isso, as autoridades começaram a entrar em ação.

A escavação era sustentada por madeiras e barras de ferro e, segundo a polícia, era possível ficar de pé no túnel. O maior roubo a banco do Brasil foi em 2005, quando foram levados quase R$ 165 milhões do Banco Central em Fortaleza. A polícia acredita que alguns dos integrantes detidos estavam involvidos nesse novo assalto.(ANSA)

 Fonte: isto é

 

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