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Segundo o governador, demora em concluir suas promessas tem relação direta com a crise econômica

Após ocupar por 12 anos a cadeira de governador de São Paulo, em quatro mandatos diferentes, Geraldo Alckmin chega à presidência nacional do PSDB com a fama de político conciliador e gestor responsável do ponto de vista fiscal, mas descumpridor de prazos na execução de obras e entrega de promessas.

Ao mesmo tempo em que os pagamentos estão em dia, o caixa registra superávit primário de R$ 1,5 bilhão e a reforma previdenciária estadual já tenha sido finalizada em 2011, Alckmin não transformou as facilidades de estar à frente de um Estado administrado há mais de duas décadas pelo mesmo partido em benefícios imediatos para a população. A lista de obras e cronogramas alterados é extensa.

Até mesmo agora, quando inaugurar estações de metrô, por exemplo, é vitrine essencial para a fase de pré-campanha de qualquer candidato, o planejamento registra atrasos. Em janeiro, o tucano havia prometido inaugurar até o fim deste mês nove estações da Linha 5-Lilás. A única que ficaria para 2018 seria Campo Belo. Passado quase um ano, só três foram abertas e as demais têm prazos escalonados entre janeiro e dezembro do ano que vem. Inicialmente, todo o ramal deveria ter sido entregue em 2014.

A demora em concluir as promessas

há atrasos também nos canteiros de obras do Rodoanel Norte, do trem que chegará ao Aeroporto de Cumbica, do novo sistema de abastecimento de água São Lourenço, entre outros - tem relação direta, segundo a gestão Alckmin, com a crise econômica que fez a capacidade de investimento do Estado ser reduzida em 26% nos últimos três anos.

Em 2014, quando se reelegeu, em primeiro turno, para o quarto mandato, Alckmin alcançou o teto de recursos investidos em novas obras ou programas: R$ 21 bilhões. No ano passado, esse valor caiu para R$ 15,6 bilhões, mesmo ritmo atual. Diante do quadro de queda na arrecadação de impostos no Estado e alta da taxa de desemprego no País, o governo afirma que precisou fazer escolhas.

Prioridades

 Os números oficiais mostram que foram quatro frentes: transporte público, transporte rodoviário, habitação e saneamento básico. As duas primeiras áreas consumiram mais da metade dos recursos aplicados em investimentos no ano passado. Entre os motivos estão o Trecho Norte do Rodoanel (previsto para fevereiro deste ano e prorrogado para março de 2018) e as obras não só da Linha 5-Lilás, mas das Linhas 4-Amarela (que começaram em 2004 e deveriam ter sido finalizadas em 2014), 17-Ouro e 15-Prata, esses dois últimos monotrilhos que deveriam já estar em operação.

A primeira preocupação do governo tem sido pagar as despesas do dia a dia e evitar atraso de salários, aposentadorias e pensões. Diferentemente de outros Estados, como o Rio, em São Paulo os servidores recebem em dia - o pagamento da segunda parcela do 13.º salário foi até antecipado por Alckmin em cinco dias -, mas, em compensação, grande parte das categorias não tem reajuste há pelo menos três anos, como os professores.

Líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado Alencar Braga diz que é o funcionário público do Estado quem paga o preço do ajuste fiscal de Alckmin. "E nem sabemos ao certo se as contas do governo são assim tão equilibradas. Falta transparência. E, se o caixa está cheio, por que é necessário privatizar linhas de metrô, parques e a própria Cesp (Companhia Energética de São Paulo), como quer o governador?"

Membro da base aliada de Alckmin, o deputado estadual Coronel Camilo (PSD) não poupa elogios à gestão do tucano, mas também avalia que ele poderia ter "equalizado" melhor a questão do funcionalismo.

"Com a crise, a gente percebe que o governo deu uma segurada em tudo que era gasto e hoje você tem uma defasagem em áreas do funcionalismo. Houve uma queda na arrecadação também, e Alckmin fez uma ótima gestão, inteligente. Mas acho que ele teria condições de equalizar um pouco melhor, são três anos e quatro meses sem reajuste salarial. Ele fez superávit em todos os anos, então a gente calcula que ele poderia colaborar um pouco mais", disse o ex-comandante-geral da Polícia Militar.

Gargalos

A relação com o funcionalismo público é um dos gargalos da atual gestão Alckmin, que comemora bons resultados na área da segurança pública (São Paulo é o Estado com a menor taxa de homicídios por 100 mil habitantes do País), mas não consegue superar as metas no ciclo da educação que é de sua responsabilidade, o ensino médio. Segundo o último Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) divulgado, de 2015, as notas melhoraram, mas ficaram abaixo da meta estipulada.

Na saúde, os investimentos continuam estáveis, consumindo uma média de 12% da fatia total. No ano passado, esse índice cresceu, alcançando 13,2% de todo o montante aplicado em novas obras e melhorias para a população. Alckmin tem priorizado reforma e construção de hospitais gerais pelo Estado, na linha de que seu governo se preocupa em cuidar das pessoas, oferecendo bons serviços e ainda gerando empregos.

Nos cálculos divulgados pela equipe de Alckmin, entre empregos diretos e indiretos, as obras do governo geram hoje 116 mil vagas de trabalho, a maior parte delas na construção de moradias populares. São números para pôr na vitrine de 2018, quando o foco de uma eventual campanha presidencial poderá ser a capacidade do tucano de promover emprego e gerar renda sem abrir mão da austeridade fiscal.

A trajetória do governador na política paulista

Mário Covas

Alckmin se elegeu vice-governador de Mário Covas em 1994. Em 1998, os dois são reeleitos. Com a morte de Covas em 2001, assume o governo pela primeira vez.

Segundo mandato

Em 2002, o tucano ganha a disputa para o Palácio dos Bandeirantes derrotando Paulo Maluf (PP) e José Genoino (PT). Sua candidatura foi contestada na Justiça.

Presidência

Alckmin tenta chegar pela primeira vez ao Planalto em 2006, mas perde para Lula. No 2º turno tem uma votação menor do que a conquistada na 1ª etapa da disputa.

De volta ao governo

Depois de perder a disputa pela Prefeitura em 2008, o governador foi eleito mais duas vezes ao governo do Estado: 2010 e 2014, esta em primeiro turno. 

Fonte: Band

 

Parlamentar toma posse no cargo após apresentar o relatório da CPI da JBS; principal desafio será a aprovação da reforma da Previdência

O presidente Michel Temer (PMDB) convidou oficialmente o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) para ser o novo ministro-chefe da Secretaria de Governo, assumindo a articulação política junto ao Congresso. O parlamentar substituirá o tucano Antonio Imbassahy que enviou carta ao presidente nesta sexta-feira pedindo demissão do cargo.

Um dos mais próximos aliados do presidente no Legislativo, Carlos Marun passará a exercer a função a partir da próxima quinta-feira. A pedido de Temer, segundo nota do Planalto, Imbassahy aceitou permanecer no cargo até a cerimônia de posse do peemedebista.

O grande desafio do novo ministro é conseguir a aprovação, na Câmara e no Senado, da reforma da Previdência, principal proposta do governo Temer. A missão é difícil: por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), são necessários os votos de dois terços das duas Casas – na Câmara, primeira etapa da tramitação, representa o alto número de 308 votos. A expectativa é que o teste inicial entre os deputados ocorra entre os dias 18 e 19 de dezembro.

Antonio Imbassahy estava fragilizado no cargo pela dificuldade de dialogar com as siglas do chamado “Centrão”, grupo de siglas médias que dá sustentação ao governo no Legislativo, e pela posição do seu partido, o PSDB, que se distanciou da base aliada nos últimos meses e dá sinais dúbios em relação ao apoio às mudanças no sistema de aposentadorias.

Essa é a segunda vez que Marun é anunciado para assumir a Secretaria de Governo. Na primeira, em uma ação atabalhoada, ele chegou a ser anunciado pelo Twitter oficial do Palácio do Planalto, mas a mensagem – e a nomeação – foram apagadas depois de uma má repercussão.

A principal razão para que o deputado só assumir o cargo na quinta-feira é a sua posição como relator da CPI da JBS na Câmara, cujo relatório deve apresentar em sessão a ser marcada para o primeiros dias da próxima semana.

Do baixo clero ao Planalto
Membro da tropa de choque do governo no Congresso, Carlos Marun está no primeiro mandato na Câmara e, até entrar no círculo de parlamentares mais próximos do presidente, integrava o chamado “baixo clero” da Casa, grupo de deputados sem maior expressão política.

Marun ganhou notoriedade por ser o maior defensor do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no processo que levou à cassação do mandato dele. Cunha está preso em Curitiba há mais de um ano e já foi condenado na segunda instância na Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Carlos Marun chegou a visitar o aliado na cadeia, viagem bancada com dinheiro da Câmara – que ele devolveu depois.

Além de defender Eduardo Cunha, Marun foi um dos líderes da articulação pela derrubada, na Câmara, das duas denúncias da PGR contra Michel Temer. Após a votação da segunda acusação da PGR contra o presidente, pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, o deputado foi filmado cantando e dançando no plenário, em comemoração da decisão da Casa de não permitir que a denúncia seguisse ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No vídeo, o peemedebista entoa uma paródia de Tudo Está no Seu Lugar, música que ficou conhecida na versão de Benito di Paula e provoca a oposição. “Tudo está no seu lugar. Graças a Deus, graças a Deus. Surramos mais uma vez essa oposição, que não consegue nenhuma ganhar”, entoou para as câmeras o parlamentar, antes de bater palmas e sair de cena (assista abaixo).

Ao ascender politicamente, Carlos Marun foi indicado a posições de destaque no Congresso, como a presidência da Comissão Especial que debateu a reforma da Previdência e a relatoria da CPMI da JBS, que mira os executivos do Grupo J&F, cujas delações premiadas levaram a PGR a denunciar o presidente.

Fonte: Veja

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste sábado (9), que o juiz Sergio Moro "é do mal". O petista fez essa afirmação durante reunião com artistas e intelectuais em um hotel em Copacabana, no Rio.

Cerca de cem pessoas participaram do encontro. Entre eles, o cineasta Luiz Carlos Barreto, a atriz Cristina Pereira, o ator Tonico Pereira, a filósofa Marcia Tiburi, além dos ex-ministros Franklin Martins, Celso Amorim, Luiz Dulci e José Gomes Temporão.

No encontro, Lula disse que chegou acreditar que, pelo refinamento intelectual que o cargo exige, os agentes da Lava Jato não dariam prosseguimento ao processo contra ele. Também disse que esperava que, ao receber a denúncia contra ele, Moro recomendasse que os procuradores fossem estudar, ou que, aberto o processo, fosse absolvido.

"Mas não. O cara é do mal", afirmou.

O ex-presidente foi condenado em julho pelo juiz a 9 anos e 6 meses de prisão, no caso do tríplex do Guarujá (SP). Ele recorreu ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região.

Na reunião deste sábado, Lula justificou a necessidade de alianças para garantir governabilidade. Ele disse que, mesmo que se eleja sozinho, um político terá que "fazer as contas"para governar.

Afirmou ainda que o ideal para um governante é que seu partido eleja 513 deputados e 81 senadores. Depois brincou, afirmando que, se isso acontecesse no PT, no dia seguinte o partido teria 40 tendências.
"Se for necessário eu ser de esquerda, sou mais que muita gente. Mas não sou burro. Não sou "principista", afirmou Lula, dizendo ainda que "política não se aprende na universidade".

Essa foi uma resposta ao ex-prefeito Fernando Haddad que, pouco antes da fala de Lula, disse esperar que o ex-presidente dê um "passinho para esquerda nas próximas eleições".

Em sua intervenção, Haddad arrancou gargalhadas ao descrever a cara de espanto do ex-presidente americano ao ouvir do intérprete o que Lula acabara de dizer: que ainda não haviam encontrado o "ponto G" da relação Brasil e EUA.

Ao defender seu espírito conciliador, Lula se definiu como um "ponto G" na política. Pouco antes de encerrar seu discurso, ele disse que encontrará o "ponto G" da vontade do povo brasileiro.

Aos intelectuais, disse ser necessário que se fale a linguagem do povo na disputa. Afirmou, por exemplo, que, em uma favela, não precisa falar apenas em armamento como solução para segurança. Mas também em emprego e educação, além de formação policial.

"O policial mais bem formado não vai sair atirando no primeiro negrinho que ele vê".

Lula defendeu o aquecimento do mercado interno como saída econômica. "Mais uma vez os pobres vão salvar o país", afirmou. Ele disse, porém, que nada disso será possível sem que ganhem as eleições: "A gente só vai mudar se a gente ganhar".

Fonte: Folhapress

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, nesta quarta-feira (6), a admissibilidade da proposta que exige nível superior para os ocupantes de função de confiança e de cargos em comissão nos poderes Executivo e Legislativo da União, dos estados e dos municípios. A exigência foi sugerida pelo deputado Irajá Abreu (PSD-TO) por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 119/15.

De acordo com a Constituição, as funções de confiança e os cargos em comissão destinam-se a direção, chefia e assessoramento. As funções de confiança só podem ser preenchidas por servidores de carreira. Já os cargos em comissão devem ser providos por funcionários de carreira em percentuais mínimos estabelecidos por lei.

“A medida visa a garantir que os titulares desses postos tenham formação compatível com o grau de complexidade e responsabilidade de suas atribuições”, defende Irajá Abreu.

O deputado Thiago Peixoto (PSD-GO) apresentou parecer favorável à PEC excluindo, no entanto, os cargos de assessoramento da exigência de nível superior. “O assessoramento pressupõe um conhecimento técnico especializado, que pode ser adquirido tanto em cursos de nível superior quanto em cursos técnicos, entre outros”, argumenta o parlamentar.

“Exigir que os ocupantes de cargo de assessoramento tenham formação de nível superior seria desproporcional, desarrazoada e insensata, o que tornaria a medida inconstitucional.”

A CCJ aprovou apenas a admissibilidade da proposta. Agora o mérito da PEC será analisado por uma comissão especial.

Fonte: Agencia Camara

Medida autorizada pelo ministro Marco Aurélio abrange período anterior às eleições de 2014 até maio deste ano

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, decretou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do senador Aécio Neves (PSDB). O período alcançado pela medida vai de 1ª janeiro de 2014 até 18 de maio deste ano, “a fim de rastrear a origem e o destino dos recursos supostamente ilícitos”. A cautelar abarca, inclusive, os meses que antecederam a eleição presidencial daquele ano em que o tucano foi derrotado por Dilma Roussef (PT).

A quebra de sigilo, requerida pela procuradora-geral, Raquel Dodge, se estende a outros investigados na Operação Patmos – que apura suposta propina de 2 milhões de reais da JBS para o senador. São alvos da cautelar a irmã e o primo do tucano, Andrea Neves e Frederico Pacheco, o assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza, e as empresas Tapera e ENM Auditoria e Consultoria.

De acordo com as investigações, o senador teria acertado propinas de 2 milhões de reais com os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F.

Segundo o Ministério Público Federal, as primeiras tratativas teriam sido feitas pela irmã do tucano, Andréa Neves. Em grampos Aécio é flagrado indicando aos empresários seu primo, Frederico Pacheco, para buscar os valores e comenta: “Tem que ser um que a gente mata antes de fazer delação”.

Em ação controlada, a PF filmou o executivo Ricardo Saud entregando uma mala de dinheiro ao primo do senador, que teria repassado os valores a Mendherson Souza, assessor de Perrella.

Dinheiro vivo foi encontrado na casa da sogra de Mendherson e dados do Coaf informam que a empresa Tapera, pertencente ao senador peemedebista, teria feito transações atípicas. Para os investigadores, o valor é relacionado ao pagamento de supostas propinas.

Defesa

O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o senador Aécio Neves, disse que a medida tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello “é absolutamente normal na fase de inquérito”.

“É preciso destacar que o senador sempre se colocou à disposição da Justiça e dos investigadores”, enfatizou Toron. “O senador sempre colocou à disposição seus sigilos bancário e fiscal.”

“Não nos causa nenhuma estranheza essa decisão”, reafirmou o criminalista. “Os sigilos do senador estão à disposição da Justiça para serem devidamente escrutinados.”

Alberto Zacharias Toron disse que considera ‘salutar’ a quebra do sigilo decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal. “Aécio nunca se esquivou de fornecer esses dados. Assim, achamos mesmo salutar a medida do ministro Marco Aurélio.”

Fonte: Veja

Segundo a assessoria, deputado não pretende disputar novas eleições. Tiririca está no segundo mandato e diz estar 'bem chateado' com a política

O deputado federal Tiririca (PR-SP) subiu à tribuna da Câmara nesta quarta-feira (6) para fazer um discurso no qual disse estar com "vergonha" da política e, por isso, está "abandonando a vida pública".

No discurso, o deputado não esclareceu se a afirmação significa que ele renunciará ou que deixará de disputar eleições. Procurada, a assessoria de Tiririca informou que ele não pretende mais se candidatar.

Tiririca foi o segundo deputado mais votado no país em 2014, com mais de um milhão de votos.

"Subo nesta tribuna pela primeira vez e pela última vez, não por morte, [mas] porque estou abandonando a vida pública", disse.

O deputado também acrescentou: "É triste e o que vi nesses sete anos, saio totalmente com vergonha, não vou generalizar, não são todos, tem gente boa como em qualquer profissão".

Este foi o primeiro discurso de Tiririca desde que ele foi eleito pela primeira vez, em 2010.

Assiduidade
Tiririca ressaltou ainda ser, segundo ele, um dos deputados mais assíduos na Câmara. No discurso, ele afirmou não ter feito "muita coisa", mas atribuiu isso à "mecânica louca" do Congresso Nacional.

"Estou saindo triste para caramba, estou muito chateado, muito chateado mesmo com a nossa política, com o nosso parlamento. Eu, como artista popular que sou e político que estou, estou bem chateado. Não com os meus sete anos aqui na política. Não fiz muita coisa, mas, pelo menos, fiz o que sou pago para fazer, estar aqui e votar de acordo com o povo", declarou.

Para Tiririca, o Congresso brasileiro "trabalha muito e produz pouco".

Preconceito
A um plenário esvaziado, com poucos deputados presentes, Tiririca disse ter sofrido preconceito no período em que esteve na Câmara. Na opinião dele, esse preconceito aconteceu por ele ser "humilde, do povo".

"Sofri preconceito. Ontem mesmo, ao chegar, um colega... colega, não. A gente discutiu, pensei até que ele ia me agredir. Depois, fui levantar a ficha dele e o cara é mais sujo do que pau de galinheiro, tem mais de cinco processos por desvio de dinheiro público. E aí vem falar o que, por eu ser um cara humilde, um cara do povo?”, questionou.

Tiririca também avaliou que os parlamentares são bem pagos, têm "mordomia" e, por isso, devem fazer jus à remuneração que recebem.

Tiririca afirmou, ainda, andar de cabeça erguida pelos aeroportos, o que, na opinião dele, muitos parlamentares não fazem com receio da população.

"Ando nos aeroportos de cabeça erguida, mas eu acho que muitos dos senhores não têm essa coragem, de dizer que são parlamentares, porque é uma vergonha, é vergonhoso", disse.

Fonte: G1

PMDB e PSDB deixaram para depois do Carnaval a escolha

O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) não está mais sozinho como pré-candidato a governador nas eleições de 2018. O PT decidiu lançar o ex-prefeito de Mundo Novo Humberto Amaducci e o Podemos vai com o empresário Cláudio Sertão.

Por enquanto, são apenas esses três os postulantes à sucessão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). O juiz Odilon, estreando na política, é o nome de maior expressão dos três e encontra-se na ponta em todas pesquisas eleitorais.

Os grandes partidos ainda não definiram os pré-candidatos. O PMDB sofreu abalo com a prisão do seu principal líder, o ex-governador André Puccinelli.

Antes de ser surpreendido pela Polícia Federal em seu apartamento, André liderava todas as pesquisas. O partido agora vai aguardar “baixar a poeira” para avaliar a pré-candidatura de André à sucessão estadual. “Todos querem o André candidato a governador”, declarou o deputado federal Carlos Marun.

O nome mais cogitado para substituir André na corrida eleitoral é o prefeito de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa, que trocou o PR pelo PMDB.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi, não vê o PMDB sem candidato a governador. “As bases exigem nome do partido para concorrer à sucessão estadual”, afirmou.

Fonte: Correio do Estado

Governador disse que foi preciso ter coragem para tomar decisões impopulares

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não está preocupado com eventual impacto negativo das medidas impopulares, adotadas para reequilíbrio das finanças do Estado, nas eleições de 2018.

Ele reconheceu, no entanto, que teve de enfrentar resistência de setores do funcionalismo e de outros setores da sociedade à implementação de planos antipáticos.

Azambuja sabe muito bem dos problemas eleitorais, hoje, por causa dessas medidas. Mas ele justificou ser necessária a tomada de decisão para não deixar Mato Grosso do Sul afundar numa crise financeira sem precedente.

Por essa razão, preferiu pensar no futuro do Estado a dar prioridade à reeleição. “Eu não me preocupo com a eleição”, afirmou o governador. “Eu acho que a eleição é conjuntural, é um momento que o cidadão e a cidadã se manifestam na escolha de quem deve governar o País, de quem deve governar os estados”, explicou.

A motivação de governar o Estado, ressaltou Azambuja, é buscar solução dos problemas sem pensar nas urnas. “O que me preocupa, o que me motiva na atividade política, na responsabilidade do dia a dia, é cumprir com as obrigações do Estado”, afirmou.

Fonte: Correio do Estado

O deputado disse já ter recebido convites, mas ainda não se decidiu

O deputado estadual George Takimoto (PDT) confirmou que o Partido Democrático Trabalhista vai pedir expulsão dele amanhã (1º). Isto porque ele teria desobedecido a recomendação de votar "não" para aprovação do projeto de reforma da Previdência dos servidores estaduais.

Conversas de bastidores apontam que o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) é quem estaria ventilando a ideia de tirar Takimoto do partido porque ele contrariou a indicação. "Dagoberto pediu para não votar a favor da reforma, mas ele não impôs nada", respondeu Takimoto quando questionado sobre o assunto.

O deputado disse ainda ter sido convidado para integrar outros partidos políticos. "Recebi do PMDB, PR, PHS, DEM, mas não tenho interesse de sair do PDT. Não analisei as propostas ainda, mas se eu sair do PDT saio de cabeça fria e consciência tranquila", declarou o parlamentar.

Takimoto comentou ainda que Nelsinho Trad pediu para ele ir para o partido do irmão dele, o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD). "Mas isso ocorreu antes da votação da reforma da Previdência. Agora não sei se eles vão me querer ainda", declarou.

Fonte: Correio do MS

A ex-senadora Marina Silva (AC) deverá ser lançada neste sábado, 2, pela Rede Sustentabilidade como pré-candidata à Presidência da República. O lançamento ocorrerá durante reunião do partido em um hotel na capital federal. O evento será realizado em meio às negociações de alguns deputados da sigla para deixar a legenda, que pode acabar perdendo metade de sua atual bancada na Câmara.

“Os dirigentes estaduais vão apresentar pedido para que possam usar o nome dela como pré-candidata a presidente da República e ela vai aceitar. Ela não pode chegar à convenção como candidata de si mesma”, explica o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) à reportagem. Se confirmada a candidatura no primeiro semestre de 2018, será a terceira vez que a ex-senadora disputa o cargo – ela disputou em 2010, pelo PV, e 2014, pelo PSB.

Miro afirma que a Rede já começou a se movimentar em busca de apoio de outros partidos para o pleito do próximo ano. “Tenho conversado com PPS e PSB para apoiarem a Marina”, disse o parlamentar fluminense. Ele contou que intermediou reunião na quarta-feira, 29, em Brasília, da ex-senadora com o presidente nacional do PPS, o deputado Roberto Freire (SP), para “restabelecer” o canal de interlocução entre os dois.

Marina, no entanto, terá de atuar para conter possível debandada dos deputados da Rede. Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, pelo menos dois dos quatro deputados negociam migração para outro partido: Alessandro Molon (RJ) e Aliel Machado (PR). Os dois conversam com o PSB, sigla que ainda não decidiu qual caminho deve seguir nas eleições do próximo ano. A reportagem não conseguiu contato com Marina.

Fonte: Estadão Conteudo

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